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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

02
Jul17

Um dia vão encontrar-me presa


Hikarry

Cada vez tenho menos paciência para o que quer que seja.

Eu sei, eu sei: é errado; não é assim que o mundo funciona, mas; ora bolas, não consigo controlar.

Não tenho a certeza se foi na semana passada ou á duas semanas; os meus pais decidiram levar-nos até Buarcos para conhecer-mos a gelateria da irmã do meu padrinho.

 

Ok, tudo correu bem; comi um belo de crepe com gelado, tirei algumas selfies (sigam-me no instagram - e é assim que se vende o peixe descaradamente) e o meu pai decidiu levar-nos a outra praia ali perto da qual já me esqueci o nome, mas que era fantástica - não, não era a Figueira da Foz, aliás, nunca atribuiria o adjetivo "fantástica" a essa praia nem que me pagassem um gelado.

Não entramos na areia, ficámos só a ver o mar de longe até o meu pai ficar com o seu nível de cafeína baixo no sistema e nos irmos enfiar dentro do café do filho de uns senhores que têm uma café aqui famoso na terra - e entretanto descobri que aquele era o verdadeiro motivo por ter-mos ido aquela praia, mas, continuando - estava tudo a correr bem! O meu irmão ficou encantado com um papagaio que lá havia, o meu pai ficou chateado com ele, porque ele começou a tentar ensinar o papagaio a dizer "gordo" e acabamos por ir embora.

O meu pai é aquele tipo de pessoa que é um excelente condutor e tem um GPS instalado no cérebro, mas, para surpresa geral da nação, nos perdemo-nos no meio de terriolas desconhecidas do mapa nacional que se encontrar dentro do cérebro do nosso bem dito motorista.

Andamos por entre terrinhas durante perto de meia hora até encontrar-mos uma procissão. Um policia aproximou-se de nós, fez algumas perguntas ao meu pai do tipo "Onde pretendem ir" e trálálá até que acabou por dizer para seguirmos a procissão e depois nos desviarmos para x entrada.

Ok, lá esperamos pelo final da fila de gente e lá fomos atrás deles como se fosse um funeral.

Encontramos a tal saída e partimos a seguir as placas que diziam "Coimbra" ou "Cantanhede" até que, em Cantanhede, nos deparamos com a procissão - sim, a mesma procissão - no nosso caminho. 

E lá veio um bombeiro fazer as mesmas perguntas e pediu ao meu pai exatamente a mesma coisa e lá ele fez.

Senhores, uma vontade de atropelar aquela gente toda passou me pela visão; aquele monte de gente pareciam-me simples pinos de Bowling e o carro era a bola. 

Daqui a ano e meio, pelo amor de Deus, tenham cuidado, porque eu tiro a carta.

Cuidado na estrada.

 

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