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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

06
Nov19

Mas porquê?


Hikarry

Embora esteja num curso de letras, fiz o percurso de científicos no secundário. A escolha não foi minha (e, se dependesse do meu pai, o curso onde estou também não era este e, muito menos, seria numa área que não fosse saúde ou turismo) e só deus sabe o trabalhão que tive para acabar aquilo. 

A discrepância nas minhas notas era clara e a minha vocação também: enquanto tinha tinha 1 a matemática e 6 a físico-química, tinha 18 a português e 17 a filosofia. Se eu tivesse sido esperta e seguido aquilo que eu queria, possivelmente, estava no curso que realmente queria, mas não é disso que vim falar hoje.

Do 10º ao 11º ano tive um professor de português que eu sempre adorei, embora usasse métodos um pouco controversos para nos "incentivar" a subir as notas como, por exemplo, sentar-nos por ordem decrescente de notas quando entregava os testes. Eu nunca liguei, mas havia quem se revoltasse com isso. 

Por mais boa pessoa e engraçado que ele fosse, houve uma coisa que ele disse que sempre me ficou entalada na garganta: Ele tinha a mania de pensar que, só porque estávamos em científicos, éramos uns burros em tudo o que tocava a letras. E ele não era o único, a minha professora de filosofia era igual.

Mas porquê?

Verdade seja dita que os alunos de científicos da minha escola também achavas os de humanidades e os dos cursos profissionais uns burros, mas qual é o motivo? Cada um tem os seus talentos e vocações. Não podemos ser todos iguais.

02
Nov19

Casamentos


Hikarry

Não tenho intenção de me casar e acho ridículo aquele cliché de "Toda a menina tem o sonho de ter filhos e usar um vestido branco no dia do casamento"; como já disse, sou a prova de que isso não é verdade...mas isso não invalida que eu goste de ir a casamentos. Eu adoro casamentos.

Posso vestir-me toda a fina (seja de fato ou de vestido, depende do mood e da vontade de fazer a depilação honestamente), posso comer coisas boas, posso dançar, posso beber. O que mais quer uma mulher da vida?

O ultimo casamento em que fui foi precisamente no dia antes de me mudar para o meu quarto universitário; o casamento do meu primo que já estava planeado à séculos (e onde conheci uma miúda que anda na mesma faculdade que eu...a vida é muito engraçada).

Fui de fato porque tinha comprado uns sapatos formais à pouco tempo e estava mortinha para os experimentar com roupas mais formais e Deus sabe a trabalheira que foi para convencer o meu pai a deixar-me ir assim vestida! Ele ainda não aceita muito bem que eu sou lésbica, então parece que ele insiste ainda mais em eu me manter "o mais feminina possível" o que, indiscutivelmente, não sou. Não sou nenhuma Maria rapaz, mas também não sou nenhuma princesa da Disney à espera de Princepe Encantado. Chateie-o tanto com isso que ele acabou por desistir e só encolhia os ombros sempre que eu lhe falava no assunto.

Hikarry 1.

Pai 0.

O dia chegou, coloquei a minha maquilhagem on fleek e fomos em direção a Lisboa. A cerimonia deveria ter começado ao 12:30H e, como, aparentemente, toda a gente na minha família abomina ser pontual, chegámos ao conservatório à 13H. Escusado será dizer que a senhora olhava para o meu primo como se assim o pudesse matar e fazer logo os papeis de óbito.

Fomos almoçar depois. Comida boa, bebida boa (Juro que não sei se gosto ou desgosto de Licor Beirão, então deixei-me estar o resto da noite pelos rums e os whiskeys...e uma cidra que o meu primo comprou especialmente para mim. Quem é um bom primo, quem é?). 

Fiz amizade com o DJ de serviço e, talvez já levemente tocada, fui eu que animei o raio da festa porque chegou a um ponto que cada um estava no seu canto.

Passou-se o dia e, depois de comer todo o camembert que me passava pelas mãos, chegou a parte da noiva atirar o  bouquet. Todas as miúdas desesperadas por encontrar alguém se meteram atrás da noiva, mas eu deixe-me estar de whiskey na mão num canto a olhar para elas. A noiva olhou para mim e, literalmente, arrastou-me para junto das outras onde, novamente, eu me deixei estar com o whiskey na mão. O bouquet tocou me no ombro e eu apanhei só na desportiva...escusado será dizer que levei com vários olhares menos bons e acabei por oferece-lo (à la gentleman com joelhinho no chão) à minha prima, irmã do noivo, que tinha passado por um termino de namoro à dois dias. 

Em suma: só gosto de casamentos/batizados e afins para comer e me vestir bem; de resto, estou bem em casa a jogar Uncharted.

28
Out19

Why cheat?


Hikarry

Sinceramente, não compreendo o porquê da traição. Talvez seja por eu ser como um cão fiel ou por ter morais; ou talvez, simplesmente, porque já era milagre alguém me amar e querer ficar comigo para eu estragar tal oportunidade.

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