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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

16
Out19

Uma latada gatastrófica


Hikarry

Bons dias minha gente; não é que eu me ia esquecendo completamente de vos contar sobre a minha primeira latada em Coimbra? 

Primeiro de tudo, para quem não sabe o que é a latada é a festa que acontece no inicio do ano escolar para dar as boas vindas aos caloiros e os mesmos serem "batizados" com a água do Mondego pelo seus padrinhos e receberem o seu nome de praxe/curso. Os padrinhos têm que fazer uns fatos para os afilhados usarem no cortejo. Muitos cursos têm tema, mas o meu era tema livre a minha madrinha começou logo a conspirar contra mim juntamente com o meu tio de curso.

Chegou o dia e ela apenas me pediu para ir toda vestida de preto e eu, como afilhada obediente, assim fiz. Quando a vejo a tirar uma orelhas de gato pretas no saco de plástico eu quase que tenho um ataque cardíaco.

Antes de continuar: Alguém aqui vê Miraculous Ladybug ou sou a única adulta que vê isso? Bem, a única não sou porque a minha madrinha também vê e eu já converti metade de Coimbra para ver esses desenhos animados, mas, para quem não conhece são uns desenhos animados que dão no Disney Channel e me fazem sentir uma dor no peito quando eu me ponho a suspirar para a TV por causa de um miúdo de, supostos, 15 anos. 

Bem, ela vestiu-me como uma das personagens principais da série (e o suposto alter-ego do miúdo de 15 anos): Gato Noir/Chat Noir/Cat Noir (há opções para todos os gostos). A ideia dela era vestir-me de Ladybug, mas o fato era muito caro então ela teve que fazer um DIY Gato Noir (que saiu meio para o striper) que, minha gente, abalou estruturas.

Já começou quando ela me partiu o gizo do fato e o aplique da cauda e tivemos que ligar ao meu tio para nos vir salvar porque estávamos em pânico. Depois fiquei a saber que mais de metade da minha faculdade vê o raio da série e eu tinha muitas ladybugs por onde escolher, mas zero concorrência porque ninguém dá valor ao meu menino.

O que me faltava em roupa verídica tive eu em interpretação, ou não tivesse feito eu teatro desde 2014, e andei a atirar trocadilhos de gatos em todas as direções enquanto entregava rosas a pessoas aleatórias, beijava mãos conhecidas e fazia tantas vénias que ainda estou para descobrir como vou curar esta dor de costas.

A coisa mais querida que aconteceu foi quando eu estava no meio do cortejo com uma miúda vestida de Sailor Moon e a mãe de uns miúdos pequeninos me chamou. Eles eram tão queridos e pediram-me para dizer as frases típicas da personagem...foi adorável, eu derreti-me completamente. 

Fui adotada por uma doutora que sempre que precisava de mim gritava o nome da personagem, sendo que ela só me chamava para mostrar a pessoas que eu sabia ronronar ou para eu fazer trocadilhos.

Feito isto, quando chegámos ao Mondego e eu fui batizada e renasci como futura Dr. Gatástrofe; tanto pelos meus trocadilhos como por eu ser uma autentica catástrofe em tudo o que eu faço.

Foi muito divertido e se eu antes já tinha vontade de fazer cosplay a sério, imaginem agora.

E agora como despedida só tenho uma coisa a dizer:

Claws out!

13
Out19

Aventuras gastronómicas


Hikarry

Ultimamente tenho andado de um lado para o outro no que toca a festividades: ora casamentos ora batizados...só ainda não me chamaram para nenhum funeral, mas continuo à espera. 

O casamento foi perto de Lisboa e eu, não habituada a comida fina ou à vida das gentes finas, já fui preparada à espera do pior. Chego ao almoço e temos pequenas coisinhas para nos entretermos: fatias minúsculas de queijo da serra, caviar, tostinhas para barrar o caviar e uma espécie de pasta de delicias do mar e atum ou lá o que era e Camembert. Antes de mais: atirei-me ao Camembert. Aquela coisa é boa mas boa! O almoço em si foi bacalhau e, para uma pessoa que não gosta de peixe, eu comi aquilo num piscar de olhos. 

Já no batizado havia mais coisa esquisita. Para começar estragaram o meu Camembert ao colocarem-no numa tosta mole e com compota de morango por cima e depois eu, armada em boa, fui ao bar pedir martini rosé. O primeiro copo foi bom e o rum também foi engraçado, mas quando me lembro de pedir outro martini é que foi o descalabro...andei a passear o raio do copo por todo o salão enquanto conversava com a malta porque não conseguia beber mais (não estava minimamente alterada, apenas não tinha sede para aquilo). Acabei por deixa-lo na mesa do senhor prior (que foi convidado para festa) muito sorrateiramente. Verdade seja dita, quando voltei a passar pela mesa antes de nos sentar-mos para comer o bem dito do copo estava lá, o mesmo já não se pode dizer do martini. 

O almoço foi outra aventura. Eu fiquei sentada na mesa do padre juntamente com a minha família e mais uns amigos e ele foi o primeiro a ser servido porque tinha uma reunião qualquer paroquial ou o que seja. No menu estava escrito "perca com banana e arroz de frutos secos"; será escusado dizer que muitas piadas sobre bananas e nozes/nuts foram feitas naquela mesa (muitas delas começadas pelo santíssimo padre e a maioria acabadas por esta que vos fala), mais ainda quando ele mandou vir a dita banana e as ditas nozes.

Destas experiências só fica uma questão que eu gostava de ver respondida: desde quando é que há tanto Camembert em todas as festas formais? É alguma moda nova?

12
Out19

Direções


Hikarry

Quem me conhece sabe que o meu sentido de orientação é nulo. Eu já me perdi dentro de um shopping de dois andares e encostei-me numa parede à espera que algum dos meus amigos me encontrasse enquanto tentava não entrar em pânico: eu sou o cumulo.

Vivi na mesma terrinha durante 18 anos. Deveria conhecer isto como a palma da minha mão, certo? Pois bem, ontem encontrei três ruas que não fazia ideia que existiam atrás da minha casa. Para não falar que entro em pânico sempre que vou a andar na rua e alguém me para para pedir instruções. Aqui só sei onde é a bomba de gasolina, o restaurante e a pizzaria, por favor não me perguntem mais nada! (E o meu pai a tentar convencer-me a ir para turismo? Deveria de ser engraçado).

À alguns meses atrás um senhor dentro de um carro parou e chamou-me (podia ter sido raptada? Podia. Pensei nisso? Não, mas também era da maneira que ia conhecer outros ares); perguntou-me como se ia para o Luso...vim a descobrir horas depois que o mandei na direção de Lisboa e fiquei a martirizar-me pelo resto da semana.

Também me lembro desta vez quando ainda estava a trabalhar no supermercado e um casal de ingleses me veio perguntar qual era a farmácia mais próxima. Não contentes com a farmácia que está ali acoplada no supermercado, eu tentei explicar-lhes onde ficava x farmácia. Acabei por me baralhar a mim própria e pedir à senhora para colocar o nome da x farmácia no google maps.

Bem, agora estou a "morar" em Coimbra à quase um mês. Não conheço nada daquilo, mas, aparentemente, conheço mais Coimbra do que a minha própria terra porque já fui parada três vezes e consegui sempre explicar e saber onde eram os sítios. Até cheguei a levar uma moça a um bar sendo que eu própria estava perdida dentro da cidade e acabei por me encontrar ajudando-a.

A minha mente funciona em maneiras misteriosas.

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