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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

17
Abr21

Historia em Imagens #2


Angeline

8 meses depois, cá está esta rubrica de volta. Desta vez fui ao meu computador velho, ver se ainda lá tinha algumas fotos antigas que estivessem lá perdidas e encontrei estes tesourinhos (entre outros, que já estão no meu pc atual, prontinhos para serem publicados em capítulos seguintes desta rubrica).

Enjoy!

 

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Os verdadeiros Winnie the Pooh e Christopher Robin, 1927.

 

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Uma mulher a passear o seu bebé, ambos protegidos contra eventuais ataques de gás, Inglaterra, em 1938.

 

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Elvis Presley no exército, 1958.

 

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Annie Edson Taylor, a primeira pessoa a sobreviver a queda de Niagara Fall dentro de um barril, 1901.

07
Mar21

Então e essas leituras?


Angeline

Acabei 1986. Não sei bem que diga nem que pense. Por mais filosófico que seja, não gostei daquele final. Não sei se o problema sou eu, que não tenho espírito o suficiente para o compreender na sua totalidade ou…não, possivelmente sou mesmo eu e a minha ingenuidade e pouco cérebro. Como já falei dele no post anterior, não me vou prolongar muita mais neste assusto. A maioria das coisas que tinha a dizer sobre este livro, já disse e está dito. Dei-lhe quatro estrelas no GoodReads e parti para a próxima.

Comecei O Leopardo. Novamente, ou sou muito burra e pouco espirituosa, ou não é nada de especial. É certo que ainda só vou a meio da Primeira Parte, mas a minha vontade de ler foi-se rapidamente. O mesmo acontece para os outros livros que tenho no momento em espera. Não há um que me puxe.

Podia fazer uma pausa? Ou simplesmente desistir dos livros que começo a ler e acho aborrecidos? Podia, claro que podia. Mas não consigo. Soa-me quase como uma traição. A mim. Ao livro. Ao dinheiro que gastei nele. E aos meus valores literários.

Até hoje só deixei um livro por ler. Era tão horrível que nem se tivesse toda a boa vontade do mundo o consegui-a acabar. Foi-me oferecido no natal pelo namorado da altura. Foi com boas intenções, bem sei. Sabia que eu gostava muito de ler então optou por uma boa prenda, o tiro é que acertou ao lado. Para além de me escrever na primeira pagina do livro onde está o titulo – pecado de mais alto nível, a meu ver -, sei que só o escolheu porque na sinopse diz que é um romance que se passa na Irlanda. Sendo eu obcecada pela Irlanda e quase à 7 anos com sonhos de fazer vida lá, ele juntou o útil ao agradável e pensou que eu iria adorar. Também eu pensei, até meio do livro. Depois tornou-se intragável. Não foi o meu dinheiro, não foi minha escolha, então não me senti tão mal em deixa-lo. Pelo menos a capa é bonita.

Desde então, já muitos me ficaram presos na garganta. Desde O Diário de Ma Yan até ao De Bagdade com Amor, passando pelo clássico Monte dos Vendavais até A Oeste Nada de Novo. Livros que me custaram imenso a ler, mas que cheguei até ao fim até senti mais orgulho do que o normal. Passa de uma missão de prazer para um desafio doloroso e, ao ver que cheguei ao fim, só tenho vontade de me dar umas palmadinhas nas costas.

Sou uma leitora fácil de contentar. É difícil dar uma ou duas estrelas e dou três e quatro estrelas quase de mão beijada, mas há certos livros que realmente quase me matam o pouco espirito que acredito ter.

Só espero que não me cai-a o céu em cima por finalmente declarar publicamente que detestei o Monte dos Vendavais. Livro que muita gente mete num pedestal e o qual achei extremamente irritante, cheio de personagens detestáveis e egocêntricas com as quais não me identifiquei minimamente. ..Na faculdade, tenho vários amigos que gostam de ler – estou na Faculdade de Letras, mal deles se não gostassem – e sei que pelo menos duas delas quase me comeram viva quando pronunciei tal opinião…Uma delas avida fã de clássicos.

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06
Mar21

Trivialidades de um lockdown


Angeline

Estou fechada em casa mais ou menos como a maioria da malta, então não há muito para dizer. Pelo menos para já. Sempre me pode acontecer uma daquelas disenterias emocionais – acho que já deixei bastante claro que até são bem frequentes – e eu cá venho partilhar com vocês a minha dose de amargura. Até lá, é sempre a mesma coisa

Aulas.

Trabalhos.

Stressar porque perco muitas aulas por causa do Wi-Fi.

Stressar porque tenho muito que estudar e muitos trabalhos para fazer e entregar.

And so on, so on.

É março de 2020 de novo, não é?

Acho que as poucas coisas que mudaram na minha rotina de lockdown de lá para cá foi estar a tentar dedicar-me mais ao estudo – aquele tipico cliché da pessoa amargurada que se afoga em trabalho para passar menos tempo com os seus pensamentos e fugir aos problemas -, estar a fazer mais desporto e estar a gastar fortunas em livros.

Já vou em 5 só desde meio do mês de fevereiro para cá.

Comprei o A Oeste Nada de Novo que, embora veja muita gente a falar bem daquilo, não foi “nada de novo” nem de especial.

Comprei o 1984 do fantástico George Orwell e é o que estou a ler atualmente. A primeira parte do livro foi fantástica. Não me cansava de ler. Era incontrolável. Do inicio ao fim: perfeito. Obra de arte. A segunda parte? Meh. Não era má. Foi okay, no máximo. Coisas aconteceram do nada e muito depressa, tanto que era difícil entender os motivos de certas personagens e os porquês de certas ações. Mas, na sua essência, ainda estava satisfeita. Estou agora a ler a terceira parte. É um mix de sentimentos. Por um lado, faz-me pensar, por outro, comparada com as outras partes (principalmente a primeira) é extremamente aborrecida. Acabei eu as outras partes em 3 dias para andar já à 4 só nesta. Enfim, logo vejo como acaba.

De qualquer das maneiras, já tenho um candidato seguinte para quando terminar. Comprei O Leopardo e Bel-Ami por recomendação de uma amiga. E já deve estar para aí a aparecer o Mar Morto que comprei no outro dia também.

Estou a ler bem mais neste lockdown do que no anterior, tenho que confessar.

Tirando isto, também ando a por todas as séries que tinha atrasadas em dia.

Estou prestes a acabar I May Destroy You (uma série extremamente poderosa com imensos temas delicados. Confesso que certas cenas e episódios inteiros quase me fizeram ter um ataque de ansiedade) e Beastars. Ainda vou a meio de Dead To Me e She-ra (a animação nova da DreamWorks, acredito eu) e comecei a ver Versailles que há muito estava na minha lista.

Televisão? Ultimamente só à refeição e porque sou obrigada.

 

24
Fev21

Entre pó e mofo (literário)


Angeline

Andei a limpar a minha estante. Tanto para desaparecer com o raio do pó que teima em voltar, como para arranjar algum espaço para os meus dossieres da faculdade. Não sou fã de misturas, por isso o meu maior objetivo foi dividir o prazer do trabalho nesta metáfora da vida que, aparentemente, é a estante do meu quarto.

Dossieres em cima, livros em baixo. Mais pelos dossieres não caberem noutra prateleira do que por prioridade.

Em 2017, depois da Grande Depressão, decidi voltar a dedicar-me à leitura; hobby que iniciei aos 12 anos, mas no qual só me comecei a dedicar à séria por volta dos 16.

Um dos meus maiores sonhos é construir uma biblioteca só minha com todos os livros que já li. Enquanto não tenho a possibilidade de ter uma casa permanentemente minha – ou o quão permanente se é possível ter uma casa nos dias de hoje – tenho que me contentar com a estante no meu quarto.

Até agora, tenho uma prateleira completamente cheia e uma a meio. Ainda me faltam, tecnicamente, mais 5 para encher antes de ter que inventar um sitio novo para colocar os livros, mas até lá, já vou ter que magicar muito. Uma das prateleiras tem a minha maquilhagem reserva, a outra tem produtos de beleza vários, duas têm coisas da faculdade e a ultima tem decoração da qual eu nunca me iria desfazer nem num milhão de anos. Enquanto vou enchendo esses espaços com livros, vou ter que encontrar novas casas para isso tudo e, honestamente, organização, não é o meu maior forte.

Mesmo assim, é uma dor de cabeça que vou levar com gosto. Imaginar-me rodeada de livros, com uma estante completamente recheada de historias que eu já li de cabo a rabo vai ser o começo de um dos maiores prazeres da minha vida.

São todos maravilhosos – mais que não seja pela capa, quando o conteúdo nos falha – e constatei, durante esta minha arrumação, que livros que comprei completamente novos já estão a ficar amarelado, dando graça da sua idade avançada. É quase como ver uma vida à nossa frente. A infância – com paginas brancas, cheirinho a novo -, até uma eterna velhice de paginas manchadas e aquele cheiro quase a mofo que todo o amante de livros adora.

Enquanto isso, comprei mais uns livros. Acabei o Os Pássaros Também Cantam no Inferno, mais cedo do que alguma vez imaginara e achei-me sem nada para ocupar a mente. Dizer que fiquei ansiosa só por causa disso é dizer pouco. Não descansei até as minhas novas aquisições literárias me chegarem às mãos. E já vem outro a caminho. Entre eles está o famoso 1984 do George Orwell – que quase me dá vergonha admitir que nunca li até agora – e A Oeste Nada de Novo que, muito honestamente, ainda não me cativou. O 2º capitulo quase que me fez verter uma lágrima, confesso, mas é um livro que me está a fazer sentir burra duma maneira que só o Eu Quero Viver da Nina Lugovkaia tinha feito até agora. Sendo, mesmo assim, uma autentica relíquia. Comprei uma edição de 1929 sem dar conta e, quando chegou cá a casa e fui dar com essa data, a minha historiadora interior quase desfaleceu de alegria. Inconscientemente, ando com ele de um lado para o outro como se de um tesouro se tratasse, embora ele me insulte sempre que o abro, ou não tivesse eu de andar com um dicionário sempre atrás para entender algumas palavras ou mesmo sentidos completos de algumas frases.

Mal posso esperar por precisar de uma estante nova!

 

13
Fev21

Em busca de coito?


Angeline

Mal voltei há uns dias e já me fartei de rir à gargalhada.

Como podem imaginar, desde setembro que não dava uma espreitadela às estatísticas do blog. Está um pouco mortinho desde então, mas teve muito mais visitas do que eu alguma vez imaginaria, mesmo estando praticamente inativo.

Qual não foi o meu espanto quando, na secção “Termos de Pesquisa”, me deparo com “menage” e “boneca insuflável.”…Agora aqui estou eu, sentada na minha secretária a bochechar cidra e a questionar-me como raios é que duas alminhas – ou a mesma alminha a pesquisar coisas diferentes, quem sabe – chega aqui ao estaminé com tais termos. Não me lembro de alguma vez ter falado nem de um nem de outro. Mas que é hilariante, é.

Lembro-me de não ser a primeira vez que isto acontece. Acredito que foi em março do ano passado, por volta do dia em que voltei da faculdade para me confinar pela primeira vez, que algo parecido aconteceu. Não dando muitos detalhes, havia 3 pesquisas, uma mais peculiar que a outra: uma sobre peitos, outra sobre excitação e outra sobre coito entre duas mulheres. O ultimo até percebo a ligação, visto que já mencionei a minha atração por mulheres aqui algumas vezes, mas coito? Não imaginam o quanto me ri. Enviei printscreen à Arya e ela ligou-me logo. Ficámos a rir durante uns sólidos 20 minutos.

Sei que não sou a única aqui na blogosfera a quem isto acontece e estou extremamente curiosa em saber quais foram os Termos de Pesquisa mais bizarros e/ou hilariantes que já vos calhou na rifa e qual foi a vossa reação. Riram-se? Ficaram indignados? Questionaram todas as vossas decisões na vida até àquele momento?

Acredito que haja muito boa gente por aí que fiquei extremamente desiludida a entrar neste blog, à espera de ver maminhas e afins e levando com lamechices, livros e menos que pouca sanidade mental.

 

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