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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

14
Ago18

Ansiedades de compras


Hikarry

Se há coisa que todo o ser humano faz regularmente é ir ás compras. Não é necessário ser num supermercado, tanto como pode ser mercadinho da aldeia como na loja de roupa do shopping, é tudo a mesma coisa. Há sempre aquele momento de ansiedade que me apanha. Aquele momento que me faz pensar duas vezes se quero mesmo entrar ali. Mas uma pessoa precisa de comer, não é?

Primeiro, eu tenho um pouco daquele complexo de pensar que toda a gente está sempre a olhar para a mim e a julgar-me a cada passo que dou, por isso é que ainda tenho um pouco de dificuldade de andar sozinha em sítios desconhecido com muita gente, o que vai ser uma enorme dor de cabeça quando eu entrar para a universidade, mas não é disso que estamos a falar agora.

Entrar num shopping sozinha já me dá uma bela de uma ansiedade, mas não é nada comparado com aquele momento.

Depois lá me distraio com as compras e acabo por me esquecer do que está á minha volta. Vá, ás vezes lá vem um click e o mundo à minha volta se volta a ligar por uns segundos, mas rapidamente tudo se torna numa névoa e parece que o mundo anda a mil à minha volta enquanto eu estou ali, na minha. Tudo corre minimamente, com a minha cabeça a tentar manter me focada nas compras e a relaxar-me e o meu coração a mil, até aquele momento: o momento de pagar.

A minha carteira é quase uma pandeireta de tantas moedas que lá tem, que eu tento despachar, mas os olhares, senhores, os olhares! Eu sei, é uma coisa parva com que preocupo, as pessoas têm que esperar e mais nada enquanto faço o meu pagamento e pego nas moedas, mas eu fico extremamente nervosa.

A cara de aborrecimento do caixa. A fila a formar-se atrás de mim. As minhas mãos começam a tremer e a minha respiração começa a acelerar. E claro, depois uma destas duas acontece: ou eu não dou o dinheiro certo, o que não é pecado nenhum, mas o meu pequeno cérebro entra involuntariamente em colapso, ou eu deixo cair as moedas todas no chão, demorando mais tempo e passando uma vergonha.

E o pior é que parece que o tempo passa em câmara lenta à minha volta enquanto eu estou num frenesim enorme.

E, muitas vezes, quando o nervosismo já é tanto e eu já só quero sair dali, eu ago por instinto e, feita parva, dou dinheiro a mais e quando o queixa diz "Olhe, desculpe, deu x a mais" eu digo "Fique com o troco" e saiu rapidamente. Claro que, mais tarde, ando a bater com a cabeça nas paredes por causa de uns cêntimos que me poderão fazer falta num futuro vindouro, mas o que está feito está feito.

Por favor, há alguém tão parvo quanto eu?

13
Ago18

Sou um bicho muito estranho


Hikarry

Sempre disse isso, não foi?

Hoje, pela terceira vez, tive a confirmação.

Quando andava no 9º ano, tínhamos uma disciplina que se chamava "Educação Cívica" - eu acho que era esse o nome - onde fazia-mos trabalhos sobre o ambiente e essas cenas onde os professores tentavas "consciencializar" os alunos para alguns problemas do mundo ou algumas temáticas mais sensíveis, mas, no 3º período, com a aproximação do 10º ano onde tínhamos que escolher para que área teria-mos que ir, a psicóloga da escola começou a ir às nossas aulas e levou um teste para cada um de nós fazer individualmente com algumas - muitas - perguntas sobre a nossa personalidade.

Na aula seguinte ela trazia os nosso testes com uma sigla - a sigla da nossa personalidade - e uma lista de varias profissões com varias siglas, onde nós podíamos procurar a nossa sigla ou siglas parecidas e essas seriam as profissões mais apropriadas para nós.

Bem, a minha sigla é INFJ, ou seja: Introvertida, Intuitiva, Sensitiva (sou regida pelos meus sentimentos), e Julgadora e é a sigla mais rara da população mundial! Ou seja, sou muito estranha!

Fiz esse teste mais umas vezes e deu sempre este resultado e na sexta feira passada dei de caras com um site - em inglês - que se diz ser muito fiável nestas coisas e, adivinhem - BAM! Exatamente o mesmo!

Sim, algumas coisas não estão certas no teste, como, por exemplo, diz que eu sou mais controlada pelo lado esquerdo do meu cérebro, o que, aparentemente quer dizer que eu percebo muito de matemática e eu sou um zero á esquerda a matemática.

Mas, vá, posso me comparar à Oprah Winfrey, ao Shakespeare, ao Johnny Depp, à Carrie Fisher, ao Adam Sandler, ao Luke Skywalker, à Lisa Simpson e ao Frodo Baggings que têm a mesma personalidade que eu! Não é assim tão mau, poderia estar na TV americana, em Star Wars ou na franquia do Senhor dos Anéis!

De profissões é que não estou muito bem servida, pois, para além de Jedi, pouco tenho por onde escolher sem ser compositora, atriz, psicóloga, escritora e pouco mais.

Nada a ver com enfermeira, hum? Mas aqui a louca arrisca.

Há 16 tipos de personalidades diferentes e tinha logo que me calhar a mais rara! A mais difícil de se lidar!

Mas, bem, voltando, quando eu fiz o tal teste de personalidade, a minha inteligência era, maioritariamente, linguística e artística e não muito lógica, ou seja, eu deveria ter seguido humanidades ou artes e...fui para científicos! Muito inteligente da minha parte, lá está a lógica a trabalhar.

Mas eu gostava que também fizessem o teste e partilhassem comigo ai em baixo qual é o vosso resultado e se vocês acharam se combina com a vossa personalidade ou não. Eu estou muito curiosa para saber se há mais alguém que faz parte do 1% da população mundial comigo!

Teste

10
Ago18

O que vem por ai: Bohemian Rhapsody (2018)


Hikarry

Como é de conhecimento geral da população mundial - sim, claro (feel the irony) - a minha banda favorita são os Queen. Gosto de velho? Talvez, mas eu não podia estar mais orgulhosa de ser uma jovem dos anos 70 presa no corpo de uma miúda dos anos 2000.

O vicio é tão grande que, não importa onde eu esteja, o que eu esteja a fazer, que horas são, alguém fala da banda ou diz o nome de algum dos membro ou uma das musicas, por mais desconhecida que seja, começa a tocar, eu paro tudo o que estou a fazer, viro a cabeça tal psicopata e, ou me infiltro na conversa, ou começo a cantar, fazendo quem quer que seja que está comigo passar uma vergonha de morte (sorry).

Quantas noites já não chorei ao som de The Show Must Go On ou Love Of My Life, Jesus. Quantas vezes já não dei uma espécie de slay desajeitado à frente do espelho ao som de Killer Queen ou fiz uma interpretação dramática de Don't Stop Me Now

Vamos admitir: Brian May, John Deacon e Roger Taylor são génios e o Freddie foi um génio igualmente!

Mas vou parar de destilar o meu amor por estas bandas e ir ao que me interessa.

No ano passado foi anunciado um filme que iria homenagear os Queen e, especialmente, o Freddie, que quebrou todo o tipo de estereótipos e desafio tanta gente em tantos aspetos tornando-se numa marca do rock mundial (e, no que me toca pessoalmente - mas que não interessa a muita gente - num símbolo LGBT).

Conta a ascensão da banda e a corrosiva vida do Freddie que o levou a ter o fim que teve. E, claro, conta sobre a reunião antes da épica Live Aid, onde Freddie, que lutava contra a SIDA, guiou a banda no que foi uma das maiores - se não a maior - atuações de rock da historia do rock mundial!

Estreia no dia 2 de Novembro deste ano cá em Portugal e eu vou mover montanhas para ver este bem dito filme ao cinema. Mais alguém tão ansioso como eu? Porque eu estou aqui quase a agarrar-me ás paredes!

(Estou aqui a rever os trailers pela milésima vez e já estou toda emocionada. Imaginem no cinema!) 

09
Ago18

Ser feliz sem motivos


Hikarry

Ontem passei o dia inteiro com febre e uma enorme dor de cabeça, não consegui ir a uma reunião que deveria ter ido, não fiz metade das coisas que deveria ter feito e eu literalmente explodia com qualquer coisinha.

Enfim, problemas, certo? Nada como uma enorme divida ou ter um grande acidente de carro, mas, mesmo assim, problemas. Mas consegui distrair-me, brinquei às bonecas com a minha própria cara, afoguei-me em Fox Comedy, passei um boa hora deitada na minha cama com o meu gato a fazer-me "massagens" nas costas enquanto tentava dormir para ver se a dor de cabeça parava.

E foi num desses momentos, com o meu gato nas minhas costas a fazer aquelas coisas esquisitas com as patinhas que os gatos fazem que senti uma espécie de luz, foi super estranho. Do nada, com a cabeça perdida em pensamentos, dei por mim a sorrir feita parva do nada e a gargalhar baixinho como uma idiota. Meus deus, à quanto tempo isso não acontecia! Eu estava feliz sem motivo nenhum! Não é que eu estivesse triste antes, estava neutra, mas do nada "BAM!" uma onda de felicidade!

Possivelmente vai demorar até que eu me sinta assim novamente, mas, quem se importa? Eu não! Porque foi tão bom sentir aquilo naquele momento!

E o melhor é que estar feliz sem motivo nenhum depende, única e exclusivamente, de nós. Não depende de nenhum fator ou de outra pessoa. Talvez ter pessoas que gostem de ti e se preocupem contigo te ajude a ter esses momentos mais vezes, mas depende tão mais de ti! E é tão bom!

 

07
Ago18

Oh Vida


Hikarry

Eu desapareci durante vários meses sem dar qualquer explicação, sem motivo e eu acho que merecem um update.

Sim, ainda estou na minha depressão.

Voltei aos palcos e estreei a minha ultima peça no ultimo dia 3 de Agosto (e correu super bem). Fiz 5 personagens, por conta da falta de elenco, mas estou muito orgulhosa de cada uma delas e nenhum de vocês consegue imaginar o quão feliz eu estou de ter voltado ao sitio onde me sinto completa com os meus companheiros de palco com os quais eu adoro contracenar e, claro, com companheiros novos que rapidamente se integraram.

Ando a explorar novas versões de mim. Ainda não tenho a certeza de quem sou. Neste momento estou a explorar a minha parte mais masculina e, sinceramente, é na qual me estou a sentir melhor. Sinto me livre, confiante, escondida por detrás dos meus vermelhos, pretos, azuis. 

Entreguei-me novamente à leitura e à musica e aos meus amigos, que agora me vão deixar para ir para a universidade enquanto eu vou para o 12º.

Sim!! Eu passei! Finalmente eu passei e vou seguir em frente! Infelizmente, é pouco provável que me torne em enfermeira, como sempre sonhei, mas já tenho plano B, C, D e vocês sabem como funciona o alfabeto.

E, finalmente, desapareci porque estava com uma espécie de crise existencial, extremamente ocupada a fazer nada.

Eu não queria existir. Estes meses todos (5, se não me engano), passei-os deitada na cama a olhar para o teto. Quando as pessoas falavam comigo eu respondia super fria e apática ou começava a tirar uma filosofia dali bem estilo Sócrates como se tivesse fumado alguma coisa menos boa.

Depois eu apercebi-me que estava a desperdiçar a minha vida, mas não fiz nada quanto a isso. Em vez de me mexer, chorava sobre o leite derramado e lamentava-me, mas, eventualmente, graças a uma boa estalada do destino, eu abri os olhos e vi o quão dramática e ridícula eu estava a ser - e sou, na maior parte das vezes.

Levantei-me da cama, fui para o sofá e vi TV.

Pelo menos levantei-me da cama, mudei de ambiente, mas as coisas acabaram por evoluir e eu fui saindo com os meus amigos, comecei em ter prazer naquilo que faço, como o teatro, o meu piano, tirar as minhas fotos, ler, voltar a escrever as minhas historias para consumo pessoal e o blog!

Então considerem o estaminé oficialmente aberto - novamente - aos fregueses!

Eu não sou a única no mundo assim e, acredito que, com a idade, as crises existenciais venham a acontecer mais frequentemente - corrijam-me se estiver errada. Todos temos o direito de mergulhar no poço uma vez ou outra, não podemos é deixar que a corda para voltar para cima se parta.

Vou assumir a posição de boa psicóloga de 17 anos no mundo da blogosfera e permitir uma descaída de um ou outro companheiro deste nosso meio se me prometerem voltar ao de cima.

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Comentários recentes

  • Nuno

    Pois era! :)

  • Hikarry

    Uma boa comédia diária

  • Hikarry

    Ahah é espantoso o que se encontra por ai!Obrigada...

  • Hikarry

    Rir? Certamente. Também acho que é para isso que s...

  • Hikarry

    Olha que isso é que era uma ideia de valor!

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