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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

26
Out18

O universo não vai com a minha cara


Hikarry

Hoje fui uma moça errante e o universo tirou o dia para se meter comigo.

Sabem o que é ter montes de coisas para fazer pela cidade, com risco de vos cair uma tempestade em cima digna da fúria de Zeus, sem chapéu de chuva?

Sim, esta menina que vos fala foi esperta o suficiente para se esquecer do chapéu em dia que se fartaram de avisar que é possível cair o céu aqui pelas beiras.

Estava uma pessoa a pedir aos seus botões que houvesse greve e nem o professor que mais falta na minha escola - que por acaso é meu professor e é o professor que me deu a única aula que tive hoje à tarde - faltou. Ainda tinha esperança de ter uma desculpa para adiar estas coisas e tentar fingir que não fui parva ao ponto de me esquecer do chapéu no único dia em que podia precisar dele, mas não.

E o destino, para provar que está mesmo contra mim, trocou-me as voltas e quando cheguei à minha pastelaria habitual, a rapariga que me costuma atender - que já se tornou numa crush pastelarial - não estava lá e com ela se foi o meu mil folhas e ainda sujei as calças a beber o cappuccino, andando com elas assim até às 15:20, porque não havia jeito da mancha sair.

Ah, e sabem o que estava a dar na televisão?

Um filme sobre o natal. 

Como é que eu sei?

A primeira coisa que vi quando olhei para a televisão foi uma grande cara de um senhor vestido de Pai Natal.

Minha gente, nem o Halloween chegou ainda, daqui a nada estão a celebrar o natal em Agosto.

E lembram-se daquilo tudo que eu tinha para fazer?

Não fiz nada.

Corri todas as lojas daquela santa terrinha e nem uma tinha aquilo que eu preciso, em vez disso, deixaram-me com as ideias fisgadas para outras coisas que estão bem longe dos meus planos atuais.

Acabei o dia a imitar o Johnny Depp a pedido do Clark - o meu outro amigo LGBT que eu vou chamar assim porque ele tem um caracol na frente da testa como o Super-Homem - e a dizer coisas indecentes por causa da Baby Blue que me desafiou para comprovar as minhas skills de atriz no meio da rua - e a minha falta de vergonha na cara.

Mas calma...O dia ainda não acabou.

24
Out18

Há sempre aquela pessoa...


Hikarry

...pela qual apanhamos um ranço enorme na escola ou no trabalho, no ginásio, onde for.

Na minha turma há aquela rapariga que se arma em boa. Acha-se superior a toda a gente enquanto praticamente ninguém na sala daria um cêntimo por ela se estivesse à venda.

Os nossos caminhos cruzaram-se no 5º ano e assim foi até ela chumbar. Voltei a reencontra-la quando chumbei e, depois de tantos anos, não mudou nem um bocadinho, pelo contrario, encontrou um braço direito que enche aquele ego enorme que ela tem. Fala com os professores como se tivesse a idade deles e não respeita ninguém e, valha-me tudo, como isso me irrita.

É irónico estar a falar dela hoje, pois nas quartas é o único dia em que não tenho aula com ela, mas eu não aguento mais aquela rapariga. As lembranças que tenho dela e do que ela fez ainda me irritam e me dão vontade de lhe partir a cara e se algum dia ela se lembra de me dirigir a palavra eu não sei se vou conseguir segurar o impulso.

23
Out18

Próxima fronteira: Prancha


Hikarry

Não, não estou a falar da prancha de surf - se bem que tenho alguns planos para ela no futuro, quem sabe - nem na prancha de passar ferro, mas nesta prancha:

Há um tempo tinha me desleixado e deixado de fazer qualquer exercício. Deixei de ir ao ginásio, deixei de correr diariamente e, depois do que me aconteceu (que eu relatei aqui), deixei de fazer caminhadas. 

Desde o inicio de Outubro que voltei ao ativo.

Não voltei ao ginásio e não pretendo voltar tão cedo porque, sinceramente, para mim, é uma perda de dinheiro e tempo. Eu desmotivo imenso lá. Sinto-me sozinha, tenho a mania que toda a gente está a olhar para mim, por mais que não estejam, e aborreço-me facilmente de fazer sempre os mesmos exercícios.

Também como falei no post que referenciei em cima, não tenho feito quase aulas de educação física nenhumas, porque quase que morro, mas tenho feito exercícios mais leves e que não puxam tanto pela parte cardíaca, mas sim pela parte muscular.

Já que fico todas as tardes livres sozinhas em casa com a Alex, visto o pijama e ponho-me a fazer alongamentos, abdominais e alguns exercícios de yoga no meio da sala enquanto ela sobe por mim a cima, o que acrescenta alguns graus de dificuldade à coisa.

Umas semanas antes de abandonar o ginásio a minha personal trainer introduziu-me e ao meu irmão à prancha. Das primeiras vezes eu mal aguentava 10 segundos, mas depois, por força da competição, eu lá ia aguentando o máximo até o meu irmão cair e eu sair por cima como a vitoriosa.

Já se passou um bom tempo e o máximo que consegui aguentar até agora foi 2 minutos. Para se estar bem tem que ser 6 então esse é o meu objetivo, mas por agora já fico feliz se já chegar aos 3 minutos e meio ainda mais com o peso da Alex sentada nas minhas costas.

Wish me luck!

22
Out18

Alex, o despertador


Hikarry

Agora nem que queria dormir mais 5 minutos, não posso.

Tenho o despertador a tocar, durante a semana, para as 6:30 da manhã e tenho a horrível mania de carregar no "snooze" e virar-me para o outro lado e continuar a dormir...mas agora não durmo sozinha.

A Alex dorme comigo e pode passar a noite toda quieta, mas mal ouve o despertador e vê que eu não me levanto, começa a dar-me "chapadinhas" com a pata até eu acordar - e a minha mãe agradece.

Mesmo assim, se eu fizer ronha, ela começa a miar e não descansa até eu estar de pé e, tal despertador, vai aumentando o volume com o tempo e o pior é que ela não tem nenhum botão de snooze!

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