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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

11
Out18

O susto de uma vida


Angeline

Depois de todo um post a apresentar a minha mais pequena filha, apanhei o susto de uma vida.

Quando cheguei a casa a pequena não se mexia, não conseguia respirar e estava fria como gelo. Quando peguei nela os olhos delas estavam abertos, mas quase mortos.

Levei-a para o veterinário o mais depressa possível e lá estivemos durante umas 3 horas a tentar salvar a pequena.

Alguém a envenenou, ela passou por uma cirurgia e eu fui busca-la à cerca de uma hora, agora está a dormir, mas ainda é incerto se ela vai sobreviver ou não, tudo depende das próximas horas.

Queria fazer um post mais elaborado, mas neste momento não tenho cabeça para tal. Só quero estar aqui de olho dela.

Vamos ver o que vai acontecer...

10
Out18

Esta é a Alex


Angeline

Como já tinha dito aqui, recentemente a minha gata faleceu deixando todos os seus filhotes com apenas algumas semanas para trás. Todos foram dados para a possível morte, menos uma minúscula bola de pelo que me veio cair nos braços e eu consegui dar a volta para cuidar dela como ela merecia. 

Faz amanhã uma semana que aquele pequeno ser apareceu na minha vida e parece que já estou com ela à anos. 

Apresento-vos, oficialmente, a Alex.

Foto de má qualidade? Eu sei, mas isso é irrelevante.

Pelo que eu calculo ela deve ter pouco mais de 3 semanas, mas já é a gata mais forte e energética - e barulhenta - que alguma vez conheci. 

A pessoa que era para ficar com ela ainda a teve nas mãos, mas conhecendo aquela pessoa como eu conheço, não poderia deixar um ser tão inocente e frágil ter esse destino. Aquela pessoa já tinha tido um cão, um Golden Retriever que a filha dela trouxe sabe lá Deus de onde. Quem cuidou dele foi a filha, mas conforme foi crescendo, deixou de le ligar qualquer interesse e aquela pessoa simplesmente deixava o cão na rua à chuva, com o gelo que é em pleno inverno na Serra da Estrela. O coitado ficou cheio de carraças, raramente era alimentado e ela tratava-o com rudeza. Puxava-o pela cabeça e pelo rabo e eu simplesmente não consegui-a aguentar isso. Felizmente os meus avós maternos vieram busca-lo e levaram-no para uma quinta que eles têm com outros cães que eles também resgataram da rua e cuidam deles. 

A filha daquela pessoa já não mora lá em casa, então a pequena ficaria simplesmente à mercê daquela pessoa. Eu não podia deixar isso acontecer então expliquei a situação, dei as minhas voltas e lá consegui ficar com a Alex.

O problema é que ninguém a queria por perto. A minha mãe dizia para eu a deixar, a minha avó dizia que não queria mais gatas então eu assumi a Alex a 100%. Ninguém gasta um tostão com a gata sem ser eu ou cuida dela sem ser eu, a não ser que eu peça com muito jeitinho, ai lá me fazem o favor.

O meu irmão diz que é a "nossa" gata, mas quando chega o momento das coisas serias como alimentar, limpar as coisas delas e os acidentes, ele afasta-se...então, meio que é minha.

Tem sido difícil, pois só tenho uma semanada de 10 euros - não me estou a queixar, há gente que nem isso tem - e fica um pouco difícil pagar algumas coisas e mais as coisas para a Alex, mas por amor faz-se tudo.

A maneira como ela me persegue pela casa, como ela começa a miar mal ouve os meus passos quando chego a casa, o facto de que quando ela se assusta é para mim que vem é fantástico.

Eu acho que tenho um instinto maternal muito forte para com ela e a minha avó chega a lamentar o facto de que não pretendo ter filhos nem aqui nem na lua quando me vê a balouça-la nos meus braços para a fazer adormecer enquanto ela mama no meu dedo.

Sinceramente? Eu tenho um mau histórico, todo o meu histórico da depressão e tentativas de suicídio, mas a Alex deu-me uma nova razão para viver. Acordo entusiasmada para chegar a casa depois da escola e vir cuidar dela, adormeço entusiasmada pelo dia seguinte, começo a fazer planos de como possa fazer a vida dela mais confortável, dar-lhe do bom e do melhor.

Ela é a minha salvadora e eu a salvadora dela, a minha nova razão de viver.

Esta é a Alex.

09
Out18

Algumas actualizações


Angeline

Depois de uma breve pausa, estou de volta!

Precisava de um tempo para pensar e por a mente em ordem e acabei por não fazer nenhuma dessas coisas! Eu bem tentei e meio que cheguei a algumas respostas, depois de alguns desapontamentos e muitas tardes de barriga para cima a pensar no que irei fazer da minha vida.

Ando a pensar que enfermagem já não é bem aquilo que quero e muito menos educação básica, mas não estou completamente descontente com a ideia de vir a seguir o ramo da enfermagem.

A minha gata faleceu e deixou todos os seus filhotes recém nascidos para trás. Todos foram dados pelos meus avós menos uma, que se escondeu e foi encontrada pelo meu avô e quase dada também a uma pessoa que possivelmente a teria matado. Agora sou eu que cuido dela. Quando chegou aos meus braços tremia por tudo quanto era lado e mal comia, agora farta-se de comer, nunca está quieta na cama dela, anda atrás de mim para todo o lado e quando eu estou parada sobe-me pelas pernas a cima para vir para o meu ombro. Ela tem apenas algumas semanas e já tem toda aquela força. Ah, claro, e não me deixa ir à casa de banho sem ela estar presente, insiste em que eu lhe abra a porta para ela ficar a observar-me e a única maneira de ela adormecer é se eu a meter dentro da minha camisola ou me deitar e me enroscar com ela numa manta.

Eu sempre tive muitos animais, mas nunca tive nenhum que fosse mesmo meu. O Killian é mais tratado pela minha mãe, a Mary era mais tratada pela minha avó e o Bobby é mais tratado pelo meu pai, mas ninguém queria a Alex, então eu assumi o papel de mãe e agora mal consigo contar os segundos para vir para casa e cuidar dela. 

É uma enorme responsabilidade, mas eu nunca me senti tão bem e feliz ultimamente. Tenho um pequeno ser indefeso que não tem ninguém e que precisa de mim. E eu não me canso de estar lá.

Se bem que estive ausente durante este fim de semana prolongado, então o meu irmão e a minha avó fizeram-me o favor de lhe deitarem o olho por mim.

Sim, minha gente, fui à Latada de Coimbra e ela derrotou-me! Desde ontem que estou com uma terrível constipação, mas não me arrependo minimamente.

Passei 3 dias em casa da minha melhor amiga, a correr para apanhar os autocarros a tempo e a dormir às 6 da manhã. Percorri a baixa e a alta de Coimbra umas 3 vezes à procura da casa do meu melhor amigo - jornada a que chamei "em busca do pokegay" - e não me lembro da ultima vez que tivesse andando tanto na minha vida inteira.

Estou morta, mas feliz. Desiludida com algumas coisa, mas feliz. 

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