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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

31
Jan19

Casos misteriosos: O caso do Batman #11


Hikarry

Dolly Oesterreich e Fred Oesterreich. 

Como a maioria dos casais, Dolly e Fred discutiam às vezes; mas o que me leva e trazer este caso aqui ao blog é um simples detalhe: Dolly teve um amante escondido no sótão durante 10 anos. 

Fred foi para o trabalho e, umas horas depois, Dolly ligou-lhe para mandar alguém lá a casa para concertar a maquina de costura e Fred enviou um jovem rapaz que trabalhava na sua fabrica chamado Otto Sanhuber. E assim começou um caso que durou por quase 10 anos.

O som da cama a bater contra a parede e os gemidos de Dolly no meio da tarde deixaram alguns vizinhos desconfiados, porque Fred trabalhava o dia inteiro, então Dolly decidiu esconder Otto no sótão. Ideia com a qual Otto concordou.

Ele passava o tempo a ler, a escrever historias de aventura e a fazer gim numa banheira que lá estava.

Nessa altura o casal ainda morava na Alemanha e 13 anos depois eles mudaram-se para Los Angels, sendo que Dolly só aceitou mudar-se se a casa tivesse um sótão.

Dolly mandou Otto para Los Angels antes dela e do marido e quando eles chegaram à sua nova casa, Otto já estava no sótão, onde ficou durante mais 4 anos.

Na noite do dia 22 de Agosto de 1922, Otto saiu do seu esconderijo com um revolver quando ouviu Fred e Dolly discutirem. Eles começaram a lutar e, eventualmente, Otto acabou por dar um tiro em Fred e vários outros depois do corpo já estar sem vida, enquanto Dolly permanecia em silencio, apenas a observar o que estava a acontecer, completamente calma.

Ela começou a desarrumar a casa e a esconder coisas para que, quando a policia chegasse, eles pensassem que fosse um assalto.

Quando a policia chegou, Dolly estava trancada dentro do armário do quatro aos prantos, então eles descartaram-na como suspeita. Eles não viram mais ninguém nas redondezas e, com os objetos desaparecidos, eles classificaram o assassinato como efeito colateral de um assalto, embora eles começassem a ficar com duvidas depois de interrogarem Dolly e ela afirmar que ela e Fred nunca discutiam.

Em 1930, a verdade foi descoberta; Otto foi acusado com o assassinato de Fred e a Dolly foi acusada de ser cúmplice num assassinato. 

No principio, Otto disse que amava Dolly e que só cometeu o crime porque estava preocupado com a segurança dela, mas, mais tarde, ele começou a afirmar que ela o mantinha no sótão como um escravo sexual.

Mesmo depois de admitirem o que aconteceu, eles foram soltos.

O caso ficou nomeado como "O caso do Batman", porque Otto passou uma boa parte da sua vida num sótão.

 

30
Jan19

Há amizades e amizades


Hikarry

Sempre me foi difícil arranjar novos amigos. Muita gente pensa que não, que é apenas mandar uma piadita ou duas e já encontrei mais um migucho, mas se imaginassem o quão envergonhada sou…pelas figuras estupidas que faço na rua com o meu pessoal, não parece, mas mal sabem eles que só faço piadas quando estou nervosa, com medo ou triste.

Tenho alguns amigos agora; mais do que aqueles que pensei alguma vez vir a ter, mas consigo contá-los numa só mão. Há por aí tanto conhecido a pensar que é amigo e me vem com aquela cumplicidade toda.

O meu grupo de amigos é muito fechado, não entra qualquer um, tipo aquelas redes da mafia onde eu sou o padrinho.

Gosto de pessoas constantes então, mal se tornam num barco que anda aos trambolhões pelo mar só porque sim, eu fecho-me para essas pessoas e começo a focar-me no resto. Será errado da minha parte?

Já fui magoada e enganada tantas vezes que acho que essa foi a maneira que encontrei para salvaguardar a pouca inocência que tenho em mim.

Como já dizia o ditado: mais vale poucos e bons.

E eu tenho os amigos com a mais alta qualidade vinda de Paris.

 

29
Jan19

Gato ou filho?


Hikarry

"Quem é o pai?" 

"Falas dela como se fosse mesmo tua!"

"Que estupidez. Gostas mais desse animal do que do resto da tua familia!"

Apenas para citar algumas coisas que ouço sempre que falo sobre a minha Alex. 

Chamo-a de filha, trato-a como o meu bebé, ela corre para mim mal chego a casa e dormimos juntas portanto, sim, ela é a minha filha.

Amo aquele pequeno ser que me adora morder como não amava alguém à muito tempo. Não consigo imaginar a minha vida sem ela e ela entra em panico quando me vê sair. Já sinto falta dela quando vou deitar-me e ela não vem logo para a cama. 

Pai? Queridos, sou lesbica, não preciso de machos. Sou mãe solteira e feliz com isso.

Gosto mais dela do que outros seres humano? Sem duvida alguma; aguento mais tempo num quarto com ela do que com alguns humaninhos e prefiro que ela me morda do que ouvir a voz de certas pessoas.

Qual é o problema de a amar assim tanto? 

Sou feliz assim.

 

27
Jan19

Ó Doutora! #1


Hikarry

2 anos de estaminé, 1 rubrica a bombar e uma nova que entra no ar agora mesmo!

Por incrível que pareça, nos comentários recebi apenas uma pergunta no post onde anunciei a chegada disto (e muito apoio, obrigada) e o meu email abarrotou de perguntas. Eu juro que pensava que ia ser ao contrario, mas o jogo virou, não é mesmo?

Algumas pessoas pediram-me para ser anónimas e eu vou respeitar isso.

A Dra. chegou.

 

Sofia: Como aturar a estupidez das pessoas?

Minha querida, a estupidez é como alguns tumores: Pode ser benigna ou maligna. Se for benigna, junta-te a eles; se for maligna, manda para o caralho. Next!

 

Anónimo: O que achas dos artistas que não ligam aos seus fãs?

Vou ser sincera com vós, minhas crianças. O meu artista favorito é um desses artistas.

Já mandei tantas mensagens e cartas para o Freddie Mercury e ele nunca respondeu. Acho desrespeitoso (se bem que o gostoso do Jorge Corrula já me respondeu no Instagram então...Beijo Jorgito).

Gabriela: Tens algum segredo que não contarias a ninguém?

Filhos, mas isto é para vós dar conselhos ou para eu voltar às sessões de terapia? Sentem os rabinhos e deixem a doutora atuar. Obrigada.

 

Anónimo: Eu gosto de fingir que sou outra pessoa quando saiu de casa.

Junta-te ao clube, toda a vez que saiu de casa transformo-me na Lolita Bubblegum e e a minha mãe transforma-se na miss Zé Castelo Branco sempre que fala com alguém num supermercado! 

 

Anónimo: Não sei o que fazer com a minha vida. 

Damn. Bem, não foste lá muito especifico/a com que parte da tua vida não sabes o que fazer o quê então, vou dar-te o conselho mais cliché do mundo: faz o que te faz feliz (conselho de amiguinho da primaria), desde que não seja matar, roubar ou raptar alguém; vais ficar bem e livre da prisão. 

Aprende um novo hobby, lê mais, saí com a tua malta...Next!

 

Anónimo: Como é que eu faço para o crush me notar.

Marquem-no na vossa stories do instagram enquanto ele está vestido de Tina a fazer lipsync de Proud Mary...Comigo resultou (Love u, Jorgito).

Anónimo: Sou um gajo e não gosto de cerveja. O que é que eu faço?

Pede leitinho quando fores aos bares com a malta; o meu pai fazia isso.

 

Anónimo: Como é que eu faço para engatar uma rapariga?

Amiga ou amigo, essa é fácil e eu tenho alguns passos para te ajudar nessa jornada.

1- Se sabes falar bem inglês e ela entende bem inglês, dá-lhe uma bofetada na cara (metafórica, se fizeres mesmo é que nunca apanhas a garina) com um sotaque britânico. Os úteros de quase todas as moças rebentam com um bom sotaque. Podes tentar com sotaque alentejano também, algumas curtem disso.

2- Convida-a para sair contigo e os teus amigos e arrasa na pista de dance (John Deacon approves)

3- Boa sorte!

Anónimo: Qual é o teu espírito animal?

Adoro o facto de que quando as pessoas me perguntam isto, estão à espera de um animal forte tipo "leão" ou "pantera". 

Eu simplesmente identifico-me com um cisne e os meus amigos identificam-me como um rato então...O meu espírito animal é um cisto. Next!

 

Anónimo: Como é que sobrevives em Portugal sendo lésbica?

Ora aí está, a doutora a virar paciente, mas essa é fácil de responder: É muito difícil.

Não pelos homofóbicos que se encontram por ai, mas por causa das gajas.

Eu nunca sei se ela é lésbica ou simplesmente gosta de usar cabelo curto, gorros e camisas.

Eu nunca sei se ela está a olhar para mim porque gostou de mim ou porque tenho algo na cara.

Ela está a ser simpática comigo porque é lésbica ou porque lhe estou a ajudar com o projeto?

Não sei e nunca saberei. 

 

Íris: Tens algum conselho para como arranjar amigos? Acabei de me mudar de São Miguel para Lisboa e não conheço ninguém.

Querida, se eu soubesse como ter amigos, não estava a escrever isto num sábado à noite.

 

Marcia: Quando é que tu sabes se deves continuar ou terminar com alguém?

Bem...Continua com a pessoa se ela te faz feliz e te sentes bem com ela e acaba com a pessoa se o relacionamento estiver uma merda. Isso é um pouco óbvio, não? Audiência?

 

Juliana: Como é que fazes as pessoas gostarem de ti?

Primeiro, tu gostas de ti? Se tu gostares de ti, as pessoas à tua volta também o farão

 

Marina: Quando é que achas que o mundo vai acabar?

Infelizmente, a minha bola de cristal parou de funcionar. É favor ligar a Maria Helena, a tarologa da Sic.

 

Podem deixar as vossas perguntas nos comentários, enviar para o email (no meu perfil) ou para a caixa de mensagens qui do lado e a Dra. está de volta; até lá:

 

 

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