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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

23
Dez19

A Elsa faz mais que o Governo


Hikarry

(Disclaimer: Este post é uma tentativa de comédia com leves pitadas de indignação em relação a um assunto "pessoal. Levem tudo na brincadeira e nada de lições de moral).

Então a depressão Elsa deu cabo de um cobertura de amianto num sitio qualquer em Guimarães enquanto os putos da minha antiga escola secundaria estão à espera à 4 anos que a autarquia dê permissão à escola para contratar alguém para fazer o mesmo?

Ò Elsita, passavas aqui mais um tempo e tratavas do assunto, não? Pelo menos pareces ser um bocado mais eficiente que as politiquices todas. 

 

22
Dez19

Duetos


Hikarry

Como uma pessoa que passa a vida a andar de um lado para o outro nas ruas de Coimbra, eu seria levada à loucura se só andasse por ai em silencio a ouvir os carros passar por mim, então eu ando sempre com os meus fones.

Isto levou-me a usar o Spotify quase religiosamente, descobrindo musicas novas, musicas velhas, musicas horríveis e musicas que nos ficam no ouvido.

Acabei por descobrir que tenho um carinho especial por duetos; seja dos mais doces, aos mais poderosos; dos mais dolorosos aos mais divertidos e ultimamente ando a focar-me mais nestes últimos.

Esta musica já é velha, mas tem sido uma das minhas favoritas para a andar a subir e a descer Coimbra.

Enjoy!

21
Dez19

Sobre o meu desaparecimento (e O Monte dos Vendavais)


Hikarry

Bom, minha gente, antes que me digam o que quer que seja, eu sei: eu tomei um chá de sumiço e só voltei para o blog passado mais de um mês.

Tenho a dizer que não foi totalmente por escolha própria nem por falta de inspiração. Problemas pessoais e a universidade têm me roubado todo o tempo, mas, com as férias de Natal entre nós, tenho alguma esperança de resolver algumas coisas.

O curso não está a ir nada mal; só ainda tive uma negativa até agora (recurso de Italiano ai vou eu...escusado será dizer que me arrependo amargamente de ter escolhido esta língua) e tenho dois exames logo na primeira semana de Janeiro, um a seguir ao outro.

Não há muito que se lhe diga sobre o resto - possivelmente porque não me lembro de nada em especial; então passarei ao próximo tópico.

Durante todo este meu sumiço, eu andei a ler O Monte dos Vendavais e Ó Senhor que livro miserável. A minha professora de cultura estava totalmente certa quando disse que "nem todos os clássicos são bons".

Primeiro que o livro parecia nunca mais acabar. Eu estava a ver meia dúzia de folhas por ler à quase duas semanas e as malditas pareciam multiplicar-se sempre que eu pegava no livro; tanto que só acabei a leitura ontem. Segundo: a edição que eu comprei estava tão mal editada (não se conseguia dizer quando eram as falas das personagens ou quando a ação se estava a passar no presente ou no passado) que eu comecei a desejar acabar o curso depressa e arranjar trabalho numa editora para ver se metia ordem naquilo.

Não sei se sou burra de mais e não vi a filosofia ou o significado escondido que deve fazer as pessoas gostarem tanto deste livro, mas confesso que detestei e não houve um momento sequer que me tenha prendido.

99% das personagens são detestáveis.

Mr. Lockwood é o ser mais inútil da historia, ou não servisse apenas como segundo narrador, um ouvinte para a historia real e para cobiçar uma miúda que viu menos de 2 minutos.

Tanto Heathcliff como ambas as Catherines e todas as outras personagens são horrendas; cheias de si, com joguinhos mentais umas com as outras e drama desmedido (uma dessas personagens que citei morreu, literalmente, por cause de uma discussão entre dois homens). Até a Nelly Dean, que tenta ser caracterizada como uma personagem carinhosa, não passa de uma falsa e julgadora.

As únicas personagens que até se pode pensar em gostar é o Edgar Linton e o Hareton Earnshaw; um por ser um marido amável, dedicado, um homem forte e trabalhador e o outro por dar apenas pena.

Em suma: só li até ao fim porque era o único livro que tinha em Coimbra e porque detesto deixar livros por ler. Não releria nem que me pagasses o valor do euro milhões.

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