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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

17
Set20

Pequenas guerras num pequeno país


Angeline

Uma das coisas mais engraçadas que descobri quando entrei para a universidade foi a enorme diferença entre nomes que se dá à mesma coisa nas diferentes regiões.

A maioria dos meus amigos, tal como eu, são da região certo (adotando o nome “centralinos” – inventado por nós, tal equipa de futebol – honradamente), mas também me dou com malta de outros pontos de Portugal e é comum haver picardia entre os “centralinos”, os nortenhos e os alfacinhas (principalmente) quando todos se encontram.

Nós (malta centralina) já estamos habituados a ouvir os alfacinhas a chamar “bica” ao café, então já não pegamos muito nisso, mas deveriam ter visto a nossa cara quando ouvimos um nortenho a dizer “Oh mister, chegue cá um cimbalino!” …foi mais ou menos a mesma cara que os não serranos fazem quando me ouvem a dizer “carapuço” em vez de capuz.

Situação similar se passa entre a palavra “fino” (que, deixem me dizer, é a palavra correta) e “imperial”. Malta que estuda em Coimbra não reconhece “imperial” como palavra existente no dicionário, a não ser que estejamos a falar de impérios. É como a secular guerra entre Sagres x Super Bock que também está muito presente entre membros da academia.

Também não sei se é por estarmos no centro ou é pura coincidência, mas parece que há mais variedade de vocabulários por estes lados do que nos outros. Por exemplo: já presenciei uma guerra entre uma pessoa que dizia “frigideira” e “tampa” e outra que dizia “sertã” e “testo”. Duas pessoas de pontos opostos do país que só começaram a fazer o jantar 1 hora depois por causa dessa discussão…e eu, ali no meio, que uso as duas palavras regularmente e que digo aquela que primeiro me vem à cabeça quando preciso de a usar.

O mesmo acontece entre “rabanadas” e “fatias douradas”. Eu e as minhas colegas de casa fizemos um pacto de que, enquanto lá estivermos, vamos decorar a casa para todas as festividades (até agora ainda só foi para o Halloween de 2019 e respetivo natal por causa da pandemia, mas este ano acredito que tudo se conserta). No natal cada uma ficou encarregada de uma coisa, ficando uma nortenha, uma “centralina” e uma alentejana a tratar dos doces e comida em geral. Escusado será dizer que houve guerra entre “rabanadas” e “fatias douradas”, não é? E também acredito que será escusado dizer que eu não percebi o problema porque uso as duas denominações..., mas esse nem foi o problema central: o molho do pão foi o nemesis daquele natal durante uns bons minutos! Eu sempre molhei o pão em leite com canela e limão, mas a minha colega alentejana queria molhar no vinho, a nortenha queria molhar na água e até houve uma de Aveiro que queria molhar em chá de limão! Como ninguém se entendeu e cada uma virava o nariz à sugestão da outra, acabámos por encomendar as ditas cujas (ficámos sem saber em que foram molhadas…, mas que estavam boas, estavam).

Portugal, sendo um país tão pequeno, tem tanta variedade! É um país de pequenas maravilhas…e guerras a nível de vocabulário.

08
Set20

História em imagens


Angeline

Tenho um amor imenso por história desde que me conheço por gente. O culpado disso é o meu avô que me fazia ver todos os episódios dos programas do Dr. José Hermano Saraiva que passavam na RTP2 todos os dias por volta do início da noite. Houve uma altura em que um jornal qualquer compilou em DVD o programa dele sobre a História de Portugal e, adivinhem, quem tem a coleção toda? Pois é. Vi aqueles DVDs todos de cabo a rabo mais vezes do que posso contar (até porque sou de letras e números não é comigo).

Um dos meus maiores sonhos quando era petiz era ser historiadora ou arqueóloga, porque sabia que seria algo que me faria feliz. Os anos foram passando e, por desencorajamento da minha família, lá me deixei disso. Passei a querer ser professora de educação física (hoje riu-me disso, pois toda a gente sabe que a maioria dos desportos não é comigo), depois foi atriz, enfermeira, tradutora, editora (este ainda quero, vamos ser honestos, não é?), jornalista e agora, finalmente, my life came full circle e estou perto de me tornar linguista, historiadora e arqueóloga como sempre quis.

Dizendo isto, tenho pastas no pc e pens perdidas por ai cheias de fotografias antigas que eu achava bonitas quando me metia a pesquisar e a estudar coisas aleatórias nos meus tempos livres. Hoje venho-vos mostrar algumas das minhas favoritas.

Não sei se isto se vai tornar algo recorrente ou é one time thing, mas gostava de partilhar com vocês a magia da história, porque sempre que olho para fotos antigas. ou vou a monumentos, ou o que quer que seja, eu ligo-me às coisas.

1.jpeg

Marilyn Monroe vestida com um saco de batatas depois de uma colunista escrever que a Marilyn era “vulgar” e que um vestido de batatas lhe ficaria melhor que qualquer um dos vestidos que ela vestia. (Infelizmente para essa colunista, aquela mulher ficava belíssima em tudo), 1951.

 

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Filas de pessoas à porta do cinema London Pavilion para ver o filme “Never on Sunday” (“Nunca ao Domingo” em Portugal) com a atriz Melina Mercouri.

 

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Príncipe Charles a ver a Rainha Elizabeth ajudar a Princesa Anne a subir uma das janelas do Batmoral Castle, Escócia, em 1952.

 

4.jpg

Duas senhoras a usar mascaras durante a gripe espanhola de 1918.

07
Set20

Update


Angeline

Olá maltinha, ainda está alguém por ai disposto a ler isto?

Este post vai ser mais rápido e bem menos arrogado ou programado do que aqueles que fazia antes do meu "sumiço" geral, porque venho simplesmente dar uns updates e explicar o porquê de ter parado de escrever aqui.

Primeiro: Não, o blog não está morto. Tanto não está morto que eu estou aqui.

Os últimos meses têm sido um pouco mais difíceis do que eu alguma vez imaginei, por isso tenho andado sem tempo para escrever e planear os post daqui e, sinceramente, a paciência também não era muita.

Há pouco tempo descobrimos que a minha mãe tem cancro no estômago, então eu tenho andado atarefada a cuidar da casa dos meus pais e a cuidar dela, para não falar no meu estado mental tanto em relação a isto como a outras coisas. 

Eu e a minha mãe nunca tivemos das melhores relações, mas vê-la assim dá me uma magoa enorme e isso junto com a correria de limpar a casa e pôr coisas a lavar todos os dias, a minha ansiedade que já me anda a apertar desde o começo da pandemia e uns leves sinais de que a minha depressão se possa estar, novamente, a agravar não ajuda nada as coisas deste lado. E por isso, também acabei por vos falhar aqui.

Vou voltar a escrever em breve, por isso espero que esperem só mais um bocadinho por mim, mas, entretanto, se quiserem manter contacto comigo e ver o que ando a fazer, sigam-me no novo Instagram do blog. Está acabadinho de fazer e ainda não tem nenhuma foto por isso mesmo! Foi só mais uma maneira que arranjei andar de olho em vocês e de vocês andarem de olho em mim. Vão lá aos vossos instagrams e adicionem @little_crushed_heart (ou vão pelo link, que é só clicar: https://www.instagram.com/little_crushed_heart/ ).

Por ultimo, como podem reparar, mudei o meu nome aqui na blogosfera: fui de Hikarry para Angeline, simplesmente porque ando a identificar-me mais com o novo do que com o anterior, mas continuo a ser a mesma parva de sempre.

Pronto...foi isso. Peço desculpa pelo post meio tresmalhado depois de tantos meses, mas espero ver-vos para a próxima!

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