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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

07
Mar21

Então e essas leituras?


Angeline

Acabei 1986. Não sei bem que diga nem que pense. Por mais filosófico que seja, não gostei daquele final. Não sei se o problema sou eu, que não tenho espírito o suficiente para o compreender na sua totalidade ou…não, possivelmente sou mesmo eu e a minha ingenuidade e pouco cérebro. Como já falei dele no post anterior, não me vou prolongar muita mais neste assusto. A maioria das coisas que tinha a dizer sobre este livro, já disse e está dito. Dei-lhe quatro estrelas no GoodReads e parti para a próxima.

Comecei O Leopardo. Novamente, ou sou muito burra e pouco espirituosa, ou não é nada de especial. É certo que ainda só vou a meio da Primeira Parte, mas a minha vontade de ler foi-se rapidamente. O mesmo acontece para os outros livros que tenho no momento em espera. Não há um que me puxe.

Podia fazer uma pausa? Ou simplesmente desistir dos livros que começo a ler e acho aborrecidos? Podia, claro que podia. Mas não consigo. Soa-me quase como uma traição. A mim. Ao livro. Ao dinheiro que gastei nele. E aos meus valores literários.

Até hoje só deixei um livro por ler. Era tão horrível que nem se tivesse toda a boa vontade do mundo o consegui-a acabar. Foi-me oferecido no natal pelo namorado da altura. Foi com boas intenções, bem sei. Sabia que eu gostava muito de ler então optou por uma boa prenda, o tiro é que acertou ao lado. Para além de me escrever na primeira pagina do livro onde está o titulo – pecado de mais alto nível, a meu ver -, sei que só o escolheu porque na sinopse diz que é um romance que se passa na Irlanda. Sendo eu obcecada pela Irlanda e quase à 7 anos com sonhos de fazer vida lá, ele juntou o útil ao agradável e pensou que eu iria adorar. Também eu pensei, até meio do livro. Depois tornou-se intragável. Não foi o meu dinheiro, não foi minha escolha, então não me senti tão mal em deixa-lo. Pelo menos a capa é bonita.

Desde então, já muitos me ficaram presos na garganta. Desde O Diário de Ma Yan até ao De Bagdade com Amor, passando pelo clássico Monte dos Vendavais até A Oeste Nada de Novo. Livros que me custaram imenso a ler, mas que cheguei até ao fim até senti mais orgulho do que o normal. Passa de uma missão de prazer para um desafio doloroso e, ao ver que cheguei ao fim, só tenho vontade de me dar umas palmadinhas nas costas.

Sou uma leitora fácil de contentar. É difícil dar uma ou duas estrelas e dou três e quatro estrelas quase de mão beijada, mas há certos livros que realmente quase me matam o pouco espirito que acredito ter.

Só espero que não me cai-a o céu em cima por finalmente declarar publicamente que detestei o Monte dos Vendavais. Livro que muita gente mete num pedestal e o qual achei extremamente irritante, cheio de personagens detestáveis e egocêntricas com as quais não me identifiquei minimamente. ..Na faculdade, tenho vários amigos que gostam de ler – estou na Faculdade de Letras, mal deles se não gostassem – e sei que pelo menos duas delas quase me comeram viva quando pronunciei tal opinião…Uma delas avida fã de clássicos.

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06
Mar21

Trivialidades de um lockdown


Angeline

Estou fechada em casa mais ou menos como a maioria da malta, então não há muito para dizer. Pelo menos para já. Sempre me pode acontecer uma daquelas disenterias emocionais – acho que já deixei bastante claro que até são bem frequentes – e eu cá venho partilhar com vocês a minha dose de amargura. Até lá, é sempre a mesma coisa

Aulas.

Trabalhos.

Stressar porque perco muitas aulas por causa do Wi-Fi.

Stressar porque tenho muito que estudar e muitos trabalhos para fazer e entregar.

And so on, so on.

É março de 2020 de novo, não é?

Acho que as poucas coisas que mudaram na minha rotina de lockdown de lá para cá foi estar a tentar dedicar-me mais ao estudo – aquele tipico cliché da pessoa amargurada que se afoga em trabalho para passar menos tempo com os seus pensamentos e fugir aos problemas -, estar a fazer mais desporto e estar a gastar fortunas em livros.

Já vou em 5 só desde meio do mês de fevereiro para cá.

Comprei o A Oeste Nada de Novo que, embora veja muita gente a falar bem daquilo, não foi “nada de novo” nem de especial.

Comprei o 1984 do fantástico George Orwell e é o que estou a ler atualmente. A primeira parte do livro foi fantástica. Não me cansava de ler. Era incontrolável. Do inicio ao fim: perfeito. Obra de arte. A segunda parte? Meh. Não era má. Foi okay, no máximo. Coisas aconteceram do nada e muito depressa, tanto que era difícil entender os motivos de certas personagens e os porquês de certas ações. Mas, na sua essência, ainda estava satisfeita. Estou agora a ler a terceira parte. É um mix de sentimentos. Por um lado, faz-me pensar, por outro, comparada com as outras partes (principalmente a primeira) é extremamente aborrecida. Acabei eu as outras partes em 3 dias para andar já à 4 só nesta. Enfim, logo vejo como acaba.

De qualquer das maneiras, já tenho um candidato seguinte para quando terminar. Comprei O Leopardo e Bel-Ami por recomendação de uma amiga. E já deve estar para aí a aparecer o Mar Morto que comprei no outro dia também.

Estou a ler bem mais neste lockdown do que no anterior, tenho que confessar.

Tirando isto, também ando a por todas as séries que tinha atrasadas em dia.

Estou prestes a acabar I May Destroy You (uma série extremamente poderosa com imensos temas delicados. Confesso que certas cenas e episódios inteiros quase me fizeram ter um ataque de ansiedade) e Beastars. Ainda vou a meio de Dead To Me e She-ra (a animação nova da DreamWorks, acredito eu) e comecei a ver Versailles que há muito estava na minha lista.

Televisão? Ultimamente só à refeição e porque sou obrigada.

 

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