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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

16
Ago18

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Hikarry

Eu acho que tenho algumas coisas bem delimitadas na minha vida: lido com as minhas emoções e sentimentos quando estou em casa ou sozinha e quando estou com outras pessoas eu meio que desligo e deixo o piloto automático e o modo "felicidade" ligado. Na pior fase da minha depressão nem isso conseguia e, nos piores dias atualmente, às vezes, também não consigo, mas, no geral, na rua ando sempre bastante feliz.

Okay, se me virem na rua a andar sozinha eu vou estar com uma cara muito séria de macambuzia...é a minha cara. Não estou chateada, não estou numa pilha de nervos, estou, simplesmente, normal. Eu tenho o que chamam agora de "Resting Bitch Face".

Mas quando estou com os meus amigos - quando estou ambientada e à vontade, o que pode demorar um bocado - eu estou sempre muito alegre e simpática, sempre com uma piada e resposta na ponta da língua, onde quer que eu esteja. Seja com a senhora da biblioteca, com o homem que está a limpar a rua, com aquele amigo do meu amigo que eu nunca vi mais gordo, com aquela miúda que tem o cão mais adorável que já vi na minha vida. Sim, não tenho lá grande vergonha na cara quando estou com os meus amigos Acho que chego a ser demasiado simpática às vezes, o que já me levou a levar algumas patadas, mas isso é historia para outro dia.

Eu tento ser o mais simpática possível com toda a gente porque eu detesto quando as pessoas me tratam mal - coisa de menina mimada? Provavelmente. Eu acho que, mesmo que a pessoa esteja a ter um dia horrível, vai ser um bocado complicado ela ser super má contigo se tu fores simpática com ela e, talvez, a tua amabilidade faça o seu dia um pouco melhor.

Falo por mim. Há momentos em que estou a ter dias horríveis e só precisava que alguém fosse simpático comigo, me dissesse algo bom. E eu tento  ser essa pessoa na vida dos outros

É extremamente engraçado quando entramos num lugar e dizemos "Bom dia!" ou agradecemos por um serviço bem restado e a pessoa fica a olhar para nós com uma cara estranha porque não está habituada.

Mas, depois, quando volto a casa, ou arranjo algo com que me distrair, ou estou a remoer os meus próprios mensamentos até ir dormir.

15
Ago18

O meu portal privado para Narnia


Hikarry

Quem me conhece sabe que, se há coisa que eu não sou, é organizada. Quer dizer, parte de mim é organizada e a outra não.

Por exemplo, o meu guarda-roupa e a minha agenda são extremamente organizados enquanto todo o resto na minha vida são o completo caos. O completo portal para a minha Narnia pessoal, sendo esse portal, maioritariamente, localizado no meu quarto.

Quem entrar no meu quarto - sem eu ter sido avisada com antecedência da sua chegada - não vai perceber nada do que se passa ali.

Na minha escrivaninha, a única coisa organizada são o meus livros, todo o resto está onde Deus assim o quis. Na beira da minha cama estão os casacos que eu planeio vestir durante a semana e no chão estão os ténis que eu mais uso e os chinelos com orelhinhas que eu uso a toda a hora quando ando por casa - quando não me apetece andar descalça. Para não falar da mala - aquela das antigas que os velhos tinham para guardar coisas - que é o meu mostruário de malas, mochilas, t-shirts e calças.

Até a minha maquilhagem é uma extrema confusão, pois está literalmente dividida em duas caixas, mas eu entendo-me! Eu compreendo a minha confusão e consigo encontrar tudo o que quero! O pior é quando me arrumam as coisas!

Quando me arrumam as coisas, eu consigo passar horas à procura do maldito do paninho para limpar os óculos!

E depois há o típico "Ó MÃE!" que se segue de um pedido desesperado - ou chateado - por algo que me faz falta e agora está escondido sabe-se lá onde.

Não me vejam como uma pessoa desarrumada - que sou -, eu arrumo as coisas, mas à vista da minha mãe elas estão sempre desarrumadas! 

Aos olhos das outras pessoas, a "arrumação" da minha mãe pode ser o certo, mas para mim, a pessoa que usa as coisas, é como se me estivessem a esconder as coisas.

O meu quarto é uma zona de guerra cá em casa, porque, sim, o quarto faz parte da casa e tem tanto que estar organizado como o resto da casa, mas eu vivo tão bem e tão organizadamente com o meu portal para Narnia.

Eu sei que não sou a única - eu sinto os vossos olhares julgadores -, pois conheço muita gente que chega a ser muito mais desorganizada que eu, mas também conheço gente que é tão perfeccionista que uma coisa está 1mm fora do lugar e elas já estão a passar-se.

Muitas vezes a minha mãe pergunta-me "Filha, não tens vergonha de seres tão desarrumada?".

Mãe, este paragrafo é especificamente para ti: Tenho tanta vergonha que acabei de gozar com o facto de que sou extremamente desarrumada na net.

14
Ago18

Ansiedades de compras


Hikarry

Se há coisa que todo o ser humano faz regularmente é ir ás compras. Não é necessário ser num supermercado, tanto como pode ser mercadinho da aldeia como na loja de roupa do shopping, é tudo a mesma coisa. Há sempre aquele momento de ansiedade que me apanha. Aquele momento que me faz pensar duas vezes se quero mesmo entrar ali. Mas uma pessoa precisa de comer, não é?

Primeiro, eu tenho um pouco daquele complexo de pensar que toda a gente está sempre a olhar para a mim e a julgar-me a cada passo que dou, por isso é que ainda tenho um pouco de dificuldade de andar sozinha em sítios desconhecido com muita gente, o que vai ser uma enorme dor de cabeça quando eu entrar para a universidade, mas não é disso que estamos a falar agora.

Entrar num shopping sozinha já me dá uma bela de uma ansiedade, mas não é nada comparado com aquele momento.

Depois lá me distraio com as compras e acabo por me esquecer do que está á minha volta. Vá, ás vezes lá vem um click e o mundo à minha volta se volta a ligar por uns segundos, mas rapidamente tudo se torna numa névoa e parece que o mundo anda a mil à minha volta enquanto eu estou ali, na minha. Tudo corre minimamente, com a minha cabeça a tentar manter me focada nas compras e a relaxar-me e o meu coração a mil, até aquele momento: o momento de pagar.

A minha carteira é quase uma pandeireta de tantas moedas que lá tem, que eu tento despachar, mas os olhares, senhores, os olhares! Eu sei, é uma coisa parva com que preocupo, as pessoas têm que esperar e mais nada enquanto faço o meu pagamento e pego nas moedas, mas eu fico extremamente nervosa.

A cara de aborrecimento do caixa. A fila a formar-se atrás de mim. As minhas mãos começam a tremer e a minha respiração começa a acelerar. E claro, depois uma destas duas acontece: ou eu não dou o dinheiro certo, o que não é pecado nenhum, mas o meu pequeno cérebro entra involuntariamente em colapso, ou eu deixo cair as moedas todas no chão, demorando mais tempo e passando uma vergonha.

E o pior é que parece que o tempo passa em câmara lenta à minha volta enquanto eu estou num frenesim enorme.

E, muitas vezes, quando o nervosismo já é tanto e eu já só quero sair dali, eu ago por instinto e, feita parva, dou dinheiro a mais e quando o queixa diz "Olhe, desculpe, deu x a mais" eu digo "Fique com o troco" e saiu rapidamente. Claro que, mais tarde, ando a bater com a cabeça nas paredes por causa de uns cêntimos que me poderão fazer falta num futuro vindouro, mas o que está feito está feito.

Por favor, há alguém tão parvo quanto eu?

13
Ago18

Sou um bicho muito estranho


Hikarry

Sempre disse isso, não foi?

Hoje, pela terceira vez, tive a confirmação.

Quando andava no 9º ano, tínhamos uma disciplina que se chamava "Educação Cívica" - eu acho que era esse o nome - onde fazia-mos trabalhos sobre o ambiente e essas cenas onde os professores tentavas "consciencializar" os alunos para alguns problemas do mundo ou algumas temáticas mais sensíveis, mas, no 3º período, com a aproximação do 10º ano onde tínhamos que escolher para que área teria-mos que ir, a psicóloga da escola começou a ir às nossas aulas e levou um teste para cada um de nós fazer individualmente com algumas - muitas - perguntas sobre a nossa personalidade.

Na aula seguinte ela trazia os nosso testes com uma sigla - a sigla da nossa personalidade - e uma lista de varias profissões com varias siglas, onde nós podíamos procurar a nossa sigla ou siglas parecidas e essas seriam as profissões mais apropriadas para nós.

Bem, a minha sigla é INFJ, ou seja: Introvertida, Intuitiva, Sensitiva (sou regida pelos meus sentimentos), e Julgadora e é a sigla mais rara da população mundial! Ou seja, sou muito estranha!

Fiz esse teste mais umas vezes e deu sempre este resultado e na sexta feira passada dei de caras com um site - em inglês - que se diz ser muito fiável nestas coisas e, adivinhem - BAM! Exatamente o mesmo!

Sim, algumas coisas não estão certas no teste, como, por exemplo, diz que eu sou mais controlada pelo lado esquerdo do meu cérebro, o que, aparentemente quer dizer que eu percebo muito de matemática e eu sou um zero á esquerda a matemática.

Mas, vá, posso me comparar à Oprah Winfrey, ao Shakespeare, ao Johnny Depp, à Carrie Fisher, ao Adam Sandler, ao Luke Skywalker, à Lisa Simpson e ao Frodo Baggings que têm a mesma personalidade que eu! Não é assim tão mau, poderia estar na TV americana, em Star Wars ou na franquia do Senhor dos Anéis!

De profissões é que não estou muito bem servida, pois, para além de Jedi, pouco tenho por onde escolher sem ser compositora, atriz, psicóloga, escritora e pouco mais.

Nada a ver com enfermeira, hum? Mas aqui a louca arrisca.

Há 16 tipos de personalidades diferentes e tinha logo que me calhar a mais rara! A mais difícil de se lidar!

Mas, bem, voltando, quando eu fiz o tal teste de personalidade, a minha inteligência era, maioritariamente, linguística e artística e não muito lógica, ou seja, eu deveria ter seguido humanidades ou artes e...fui para científicos! Muito inteligente da minha parte, lá está a lógica a trabalhar.

Mas eu gostava que também fizessem o teste e partilhassem comigo ai em baixo qual é o vosso resultado e se vocês acharam se combina com a vossa personalidade ou não. Eu estou muito curiosa para saber se há mais alguém que faz parte do 1% da população mundial comigo!

Teste

10
Ago18

O que vem por ai: Bohemian Rhapsody (2018)


Hikarry

Como é de conhecimento geral da população mundial - sim, claro (feel the irony) - a minha banda favorita são os Queen. Gosto de velho? Talvez, mas eu não podia estar mais orgulhosa de ser uma jovem dos anos 70 presa no corpo de uma miúda dos anos 2000.

O vicio é tão grande que, não importa onde eu esteja, o que eu esteja a fazer, que horas são, alguém fala da banda ou diz o nome de algum dos membro ou uma das musicas, por mais desconhecida que seja, começa a tocar, eu paro tudo o que estou a fazer, viro a cabeça tal psicopata e, ou me infiltro na conversa, ou começo a cantar, fazendo quem quer que seja que está comigo passar uma vergonha de morte (sorry).

Quantas noites já não chorei ao som de The Show Must Go On ou Love Of My Life, Jesus. Quantas vezes já não dei uma espécie de slay desajeitado à frente do espelho ao som de Killer Queen ou fiz uma interpretação dramática de Don't Stop Me Now

Vamos admitir: Brian May, John Deacon e Roger Taylor são génios e o Freddie foi um génio igualmente!

Mas vou parar de destilar o meu amor por estas bandas e ir ao que me interessa.

No ano passado foi anunciado um filme que iria homenagear os Queen e, especialmente, o Freddie, que quebrou todo o tipo de estereótipos e desafio tanta gente em tantos aspetos tornando-se numa marca do rock mundial (e, no que me toca pessoalmente - mas que não interessa a muita gente - num símbolo LGBT).

Conta a ascensão da banda e a corrosiva vida do Freddie que o levou a ter o fim que teve. E, claro, conta sobre a reunião antes da épica Live Aid, onde Freddie, que lutava contra a SIDA, guiou a banda no que foi uma das maiores - se não a maior - atuações de rock da historia do rock mundial!

Estreia no dia 2 de Novembro deste ano cá em Portugal e eu vou mover montanhas para ver este bem dito filme ao cinema. Mais alguém tão ansioso como eu? Porque eu estou aqui quase a agarrar-me ás paredes!

(Estou aqui a rever os trailers pela milésima vez e já estou toda emocionada. Imaginem no cinema!) 

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