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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Agulhas? Não, obrigada

Uma das possíveis carreiras que eu possa seguir é enfermagem e uma coisa que essa carreira implica é, inevitavelmente, agulhas.

Eu tenho pavor a agulhas, quando estão viradas a mim, mas quando sou eu a fazer aos outros até faço com um prazer algo sádico.

Tenho muitas historias em relação a isso. Passando por 4 enfermeiros - e o meu pai - a agarrar-me para me darem uma injeção até eu andar a correr pelos corredores do pediátrico com um cateter no braço, mas a historia mais marcante - literalmente - não tem nada a ver com hospitais.

Para ser sincera, lembro-me vagamente como isto aconteceu.

Deve ter sido à 10 anos atrás. Andava no 4º ano e estávamos na aula de português. Levantei-me para ir buscar um dicionário e, à frente do armário dos dicionários, estava a mesa de um rapaz com quem eu me dava mais ou menos em.

Eu virei-me para ele, levantei a mão para dizer o meu típico olá - maniazinha estranha - e, vá se lá saber porque diabos, ele espetou o lápis de carvão no meu dedo!

O bico partiu e entrou dentro do meu dedo. Calei-me, peguei no dicionário e fui para o meu lugar tentar tirar o bico. Lembro-me vagamente de o sangue sair laranja e de pensar "bem...se eu contar ao meu pai, ele vai tentar tirar isto com uma agulha então...nah...".

Então, passados 10 anos, tenho um bico de lápis no dedo anelar da mão esquerda que se nota, graças a uma mancha cinza que se vê, e está tão enterrado na carne que é impossível tirar.

O pânico de agulhas fez-me ser 0,00000001% feita de carvão.

 

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