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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

#DancingMan

Eu tenho o coração mole como tudo e, basta eu ver alguma coisa mais sensível, eu choro ou sinto um peso enorme no coração.

Vi esta noticia, que já é velha, mas não pude deixar de partilhar.

O homem ai acima chama-se Sean O'Brien. Ele sofreu bullying nas redes sociais enquanto estava numa festa. Ele estava a dançar, todo animado, quando viu um grupo de pessoas rirem do que ele estava a fazer e esta foi a reação dele. 

 

Estas imagens foram partilhadas incansavelmente. Muito riram, outros ficaram com o coração apertado, mas uma rapariga chamada Cassandra pós mãos à obra, tentando encontrar Sean. Ela tinha um grupo no facebook só de mulheres e ela partilhou estas imagens com elas.

Cassandra perguntou o que elas achariam se tentassem encontrar este homem e tentasse fazer um festa para ele onde ele pudesse dançar livremente na terra delas, Los Angeles. Todas concordaram e 1.727 mulheres que estavam naquele grupo começaram a tentar encontrar esse homem. 

Muitos artistas viram a #DancingMan e decidiram oferecer-se para estar presentes e animar a festa quando encontrassem o Dancing Man, muitos deles foram Pharrel Williams e o DJ Moby.

Sean ficou a saber desta campanha que estavam a fazer para ele e fez um vídeo emocionado, respondendo à Cassandra, que foi a líder disto tudo. 

O prometido é devido! As raparigas fizeram uma festa apenas para ele, onde ele se divertiu e foi livre de ser quem é, como é.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu sempre tive complexos com o meu corpo. Quando era miúda era uma autentica bola, sofri bullying durante muitos anos pelo meu aspeto físico e ouvi muitas coisas que me magoaram nos meus curtos 18 anos de vida. 

Com o tempo aprendi que não devo ligar a essas coisas, encontrei amigos que nunca olharam muito para o meu exterior, mas deram valor a este poço de sarcasmo andante que eu sou e eu não podia ter pedido melhor.

Há dias em que me sinto confortável comigo própria, outros que nem tanto, mas aprendi a lidar com isso. Danço até as minhas pernas cederem em todos os concertos que vou, incluindo aqueles concertos da terrinha, como quase tudo o que tenho vontade de comer, visto o que quero e sigo em frente.

Ainda sinto olhares sobre mim? Sinto e eles ainda me incomodam, mas sei que não estou sozinha nisto. 

O Dancing Man é uma lição para todos nós: Nunca podemos deixar de ser quem somos ou de nos privar da nossa felicidade com medo do que os outros dirão. Seja pelo aspeto do teu corpo, pelo aspeto do teu rosto, alguma deficiência, o teu género, a tua cor, a tua religião ou até mesmo a tua sexualidade.

Pessoas gordas podem sim ser sensuais.

Pessoas "feias" não são obrigadas a usar maquilhagem porque x ou y assim o querem.

Pessoas com alguma deficiência podem encontrar o amor e viver a sua vida ao máximo.

Mulheres podem ter altos cargos na sociedade, podem governar, podem vencer e têm o controlo do seu corpo.

Negros podem ter aquele cabelo encaracolado fabuloso que lhes dá tanta personalidade sem serem chamados de esfregona.

Islâmicos podem sair à rua com a cabeça erguida. Não são os atos de uns que culpabilizam toda uma gente.

Os homossexuais e outras orientações podem amar. Não precisam de se esconder num quarto com medo que os pais os descubram com o namorado ou namorada. Não precisam de parar de segurar na mão dos parceiro ou simplesmente parar ter alguma demonstração de carinho enquanto casais ditos "normais" se engolem no meio da rua. Não deviam estar cobertos de medo e separados de quem amam por medo de opiniões de outrem.

A alma e a vivacidade do Sean O'Brien devia estar em cada um de nós.

A bondade e capacidade de amar da Cassandra devia estar em toda a humanidade.

 

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