urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheartLittle Crushed HeartAquilo em que me torneiLiveJournal / SAPO BlogsAngeline2020-09-19T13:17:20Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2280902020-09-19T14:15:00Destaques #22020-09-19T13:17:20Z2020-09-19T13:17:20Z<p class="sapomedia images" style="text-align: left;">Oh sapinho! Só mimos num sábado tão cinzento!!</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: left;">Muito obrigada pelo destaque!</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 335px; padding: 10px 10px;" title="cats.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B96183698/21906436_oZgJe.jpeg" alt="cats.jpg" width="335" height="142" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2273482020-09-17T11:19:00Pequenas guerras num pequeno país2020-09-17T10:26:19Z2020-09-17T10:26:19Z<p>Uma das coisas mais engraçadas que descobri quando entrei para a universidade foi a enorme diferença entre nomes que se dá à mesma coisa nas diferentes regiões.</p>
<p>A maioria dos meus amigos, tal como eu, são da região certo (<span style="font-size: 10pt;">adotando o nome “centralinos” – <span style="font-size: 8pt;">inventado por nós, tal equipa de futebol</span> – honradamente</span>), mas também me dou com malta de outros pontos de Portugal e é comum haver picardia entre os “centralinos”, os nortenhos e os alfacinhas <span style="font-size: 10pt;">(principalmente)</span> quando todos se encontram.</p>
<p>Nós <span style="font-size: 10pt;">(malta centralina)</span> já estamos habituados a ouvir os alfacinhas a chamar “bica” ao café, então já não pegamos muito nisso, mas deveriam ter visto a nossa cara quando ouvimos um nortenho a dizer “<em>Oh mister</em>, chegue cá um cimbalino!” …foi mais ou menos a mesma cara que os não serranos fazem quando me ouvem a dizer “carapuço” em vez de capuz.</p>
<p>Situação similar se passa entre a palavra “fino” <span style="font-size: 10pt;">(que, deixem me dizer, é a palavra correta)</span> e “imperial”. Malta que estuda em Coimbra não reconhece “imperial” como palavra existente no dicionário, a não ser que estejamos a falar de impérios. É como a secular guerra entre <em>Sagres x Super Bock</em> que também está muito presente entre membros da academia.</p>
<p>Também não sei se é por estarmos no centro ou é pura coincidência, mas parece que há mais variedade de vocabulários por estes lados do que nos outros. Por exemplo: já presenciei uma guerra entre uma pessoa que dizia “frigideira” e “tampa” e outra que dizia “sertã” e “testo”. Duas pessoas de pontos opostos do país que só começaram a fazer o jantar 1 hora depois por causa dessa discussão…e eu, ali no meio, que uso as duas palavras regularmente e que digo aquela que primeiro me vem à cabeça quando preciso de a usar.</p>
<p>O mesmo acontece entre “rabanadas” e “fatias douradas”. Eu e as minhas colegas de casa fizemos um pacto de que, enquanto lá estivermos, vamos decorar a casa para todas as festividades <span style="font-size: 10pt;">(até agora ainda só foi para o Halloween de 2019 e respetivo natal por causa da pandemia, mas este ano acredito que tudo se conserta)</span>. No natal cada uma ficou encarregada de uma coisa, ficando uma nortenha, uma “centralina” e uma alentejana a tratar dos doces e comida em geral. Escusado será dizer que houve guerra entre “rabanadas” e “fatias douradas”, não é? E também acredito que será escusado dizer que eu não percebi o problema porque uso as duas denominações..., mas esse nem foi o problema central: <strong><span style="color: #33cccc;">o molho do pão</span></strong> foi o <em>nemesis </em>daquele natal durante uns bons minutos! Eu sempre molhei o pão em leite com canela e limão, mas a minha colega alentejana queria molhar no vinho, a nortenha queria molhar na água e até houve uma de Aveiro que queria molhar em chá de limão! Como ninguém se entendeu e cada uma virava o nariz à sugestão da outra, acabámos por encomendar as ditas cujas (ficámos sem saber em que foram molhadas…, mas que estavam boas, estavam).</p>
<p>Portugal, sendo um país tão pequeno, tem tanta variedade! É um país de pequenas maravilhas…e guerras a nível de vocabulário.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 498px; padding: 10px 10px;" src="https://media1.tenor.com/images/244c1448803881ef766596d5c2134b8b/tenor.gif?itemid=5604610" width="498" height="249" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2268482020-09-10T16:42:00Destaques #12020-09-10T15:43:50Z2020-09-10T15:43:50Z<p>Oh meu deus!</p>
<p>Muito obrigado pelo destaque no ultimo post, sapo! </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 337px; padding: 10px 10px;" title="cats.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9b17c25e/21900098_8qcPw.jpeg" alt="cats.jpg" width="337" height="198" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2263672020-09-08T14:10:00História em imagens2020-09-08T13:18:55Z2020-09-08T13:18:55Z<p>Tenho um amor imenso por história desde que me conheço por gente. O culpado disso é o meu avô que me fazia ver todos os episódios dos programas do Dr. José Hermano Saraiva que passavam na RTP2 todos os dias por volta do início da noite. Houve uma altura em que um jornal qualquer compilou em <em>DVD</em> o programa dele sobre a História de Portugal e, adivinhem, quem tem a coleção toda? Pois é. Vi aqueles <em>DVDs</em> todos de cabo a rabo mais vezes do que posso contar (até porque sou de letras e números não é comigo).</p>
<p>Um dos meus maiores sonhos quando era petiz era ser historiadora ou arqueóloga, porque sabia que seria algo que me faria feliz. Os anos foram passando e, por desencorajamento da minha família, lá me deixei disso. Passei a querer ser professora de educação física (hoje riu-me disso, pois toda a gente sabe que a maioria dos desportos não é comigo), depois foi atriz, enfermeira, tradutora, editora (este ainda quero, vamos ser honestos, não é?), jornalista e agora, finalmente, <em>my life came full circle</em> e estou perto de me tornar linguista, historiadora e arqueóloga como sempre quis.</p>
<p>Dizendo isto, tenho pastas no <em>pc</em> e <em>pens</em> perdidas por ai cheias de fotografias antigas que eu achava bonitas quando me metia a pesquisar e a estudar coisas aleatórias nos meus tempos livres. Hoje venho-vos mostrar algumas das minhas favoritas.</p>
<p>Não sei se isto se vai tornar algo recorrente ou é <em>one time thing</em>, mas gostava de partilhar com vocês a magia da história, porque sempre que olho para fotos antigas. ou vou a monumentos, ou o que quer que seja, eu ligo-me às coisas.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 578px; padding: 10px 10px;" title="1.jpeg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba917a9d3/21898650_PGLTE.jpeg" alt="1.jpeg" width="578" height="720" /></p>
<p style="text-align: center;">Marilyn Monroe vestida com um saco de batatas depois de uma colunista escrever que a Marilyn era “vulgar” e que um vestido de batatas lhe ficaria melhor que qualquer um dos vestidos que ela vestia. (Infelizmente para essa colunista, aquela mulher ficava belíssima em tudo), 1951.</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 702px; padding: 10px 10px;" title="2.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4d176a72/21898651_SppcF.jpeg" alt="2.jpg" width="702" height="343" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Filas de pessoas à porta do cinema<em> London Pavilion</em> para ver o filme “<em>Never on Sunday</em>” (“Nunca ao Domingo” em Portugal) com a atriz Melina Mercouri.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="3.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf7173216/21898652_etwHC.jpeg" alt="3.jpg" width="720" height="720" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Príncipe Charles a ver a Rainha Elizabeth ajudar a Princesa Anne a subir uma das janelas do <em>Batmoral Castle</em>, Escócia, em 1952.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 516px; padding: 10px 10px;" title="4.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9a180474/21898653_2kzW1.jpeg" alt="4.jpg" width="516" height="720" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;">Duas senhoras a usar mascaras durante a gripe espanhola de 1918.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2259082020-09-07T10:40:00Update2020-09-07T09:57:01Z2020-09-07T09:57:01Z<p>Olá maltinha, ainda está alguém por ai disposto a ler isto?</p>
<p>Este post vai ser mais rápido e bem menos arrogado ou programado do que aqueles que fazia antes do meu "sumiço" geral, porque venho simplesmente dar uns<em> updates</em> e explicar o porquê de ter parado de escrever aqui.</p>
<p>Primeiro: Não, o blog não está morto. Tanto não está morto que eu estou aqui.</p>
<p>Os últimos meses têm sido um pouco mais difíceis do que eu alguma vez imaginei, por isso tenho andado sem tempo para escrever e planear os post daqui e, sinceramente, a paciência também não era muita.</p>
<p>Há pouco tempo descobrimos que a minha mãe tem cancro no estômago, então eu tenho andado atarefada a cuidar da casa dos meus pais e a cuidar dela, para não falar no meu estado mental tanto em relação a isto como a outras coisas. </p>
<p>Eu e a minha mãe nunca tivemos das melhores relações, mas vê-la assim dá me uma magoa enorme e isso junto com a correria de limpar a casa e pôr coisas a lavar todos os dias, a minha ansiedade que já me anda a apertar desde o começo da pandemia e uns leves sinais de que a minha depressão se possa estar, novamente, a agravar não ajuda nada as coisas deste lado. E por isso, também acabei por vos falhar aqui.</p>
<p>Vou voltar a escrever em breve, por isso espero que esperem só mais um bocadinho por mim, mas, entretanto, se quiserem manter contacto comigo e ver o que ando a fazer, sigam-me no novo <em>Instagram</em> do blog. Está acabadinho de fazer e ainda não tem nenhuma foto por isso mesmo! Foi só mais uma maneira que arranjei andar de olho em vocês e de vocês andarem de olho em mim. Vão lá aos vossos <em>instagrams</em> e adicionem @little_crushed_heart (ou vão pelo link, que é só clicar: <span style="color: #33cccc;"><a style="color: #33cccc;" href="https://www.instagram.com/little_crushed_heart/" rel="noopener">https://www.instagram.com/little_crushed_heart/</a></span> ).</p>
<p>Por ultimo, como podem reparar, mudei o meu nome aqui na blogosfera: fui de Hikarry para Angeline, simplesmente porque ando a identificar-me mais com o novo do que com o anterior, mas continuo a ser a mesma parva de sempre.</p>
<p>Pronto...foi isso. Peço desculpa pelo post meio tresmalhado depois de tantos meses, mas espero ver-vos para a próxima!</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 512px; padding: 10px 10px;" src="https://lh3.googleusercontent.com/proxy/BhVccHmmLdqdB79ddLuo97FpzZxnbYhkMZPTGO5-YaOvriBe_IukIfnBSn7EkZYg1c71YcXPtjmtsEi8TJnjGYPvRbPAcnmYsxrFnjqyf-BeB0Tj4GRanL4IHkzM_Zh84OJvP0kRpJAIo2_Nw8MWvfhbNlDC0s3zWm_NxXSUryY" width="512" height="215" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2254232020-07-02T09:00:00Macaquices Bilingues 2020-07-02T07:54:34Z2020-07-02T07:54:34Z<p>Falo para aí 2 línguas <span style="font-size: 10pt;">(mal e porcamente, devido a má pronunciação ocasional e falta de<em> c</em>'s aleatórios ou acentos ou coisas assim)</span> e dou uns toques em mais algumas <span style="font-size: 10pt;">(e até poderia falar mais ou menos francês se não me tivesse descuidado no secundário ou se o meu professor de francês na faculdade não fosse um preguiçoso incompetente e tivesse dado alguma aula durante a quarentena)</span>. Ando, lentamente, a tentar aprender mais algumas línguas, mas se já me vejo grega a tentar lembrar-me de algumas palavras nas duas línguas que falo, imaginem quando forem mais!</p>
<p>Aquele momento em que sabemos a palavra numa língua e não na outra sendo que a pessoa que está connosco não fala a dita cuja é um tormento! Ainda ontem estava eu a falar de assassinatos motivados por rituais satânicos <span style="font-size: 10pt;">(não perguntem porquê, <em>okay</em>? Nem chamem a policia. Eu só tenho curiosidade e “interesses” estranhos)</span> e empanquei na palavra <em>adorar</em>. Só me lembrava de <em>worship.</em> Lá estive eu, tal macaca, a gesticular, a tentar arranjar sinónimos, a gaguejar, a tentar explicar – <span style="font-size: 10pt;">sem qualquer êxito</span> – o que é que eu estava a tentar dizer durante uns bons 10 minutos.</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Eu:</span> “Aquela coisa que se faz nas igrejas!”</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Meu rico pai:</span> “…oferenda?”</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Eu:</span> “Não! Aquilo que as pessoas fazem quando rezam aos santos ou lá o que é. Também podes fazer em casa.”</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Meu rico pai:</span> “Bem…é isso. Rezar?”</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Eu:</span> “<em>Opah</em>, não! <em>Worship!</em> Aquilo que se faz quando acreditas numa coisa! Ou quando gostas obsessivamente de uma pessoa! – <em>Pausa para pensamento.</em> – Aquilo que os muçulmanos têm que fazer todos os dias virados para Meca, acho eu, ou quando estão em Meca.”</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Meu rico pai:</span> “Pois; rezar.”</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Eu:</span> “Não! Olha, quando nos desenhos animados antigos o pessoal está a pedir perdão e se põe de joelhos a mover os braços para cima e para baixo assim:” – <em>Maria Hikarry procede em explicações visuais.</em></p>
<p>Não sei ambos temos baixo nível de intelecto ou somos simplesmente parvos, mas a verdade é que num jogo de charadas nem eu nem ele nos safávamos e ficaríamos presos num <em>loop</em> interminável de parvoíce.</p>
<p>Lá acabei por me lembrar que tenho o tradutor no telemóvel e finalmente descobrir a bendita palavra. Tudo só para dizer “Porque há pessoas que <em>worship</em>/adoram o Diabo de uma maneira tão obsessiva que fazem estas coisas.” <span style="font-size: 10pt;">(Que fique aqui registado que eu não acredito no Diabo, nem em Deus, nem em Allah, nem em Buda, nem em coisa que se pareça, então ninguém que se ofenda).</span></p>
<p>Mas isto é um cenário constante, para não falar nas vezes em que eu sei o que quero dizer, mas não me lembro da palavra em nenhuma língua!</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 750px; padding: 10px 10px;" src="https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/74296608_3242193222562424_829759924826878020_n.jpg?_nc_cat=1&_nc_sid=730e14&_nc_ohc=ltW-FEUchwIAX-YG3uE&_nc_ht=scontent.fopo1-1.fna&oh=64fdbdc095ec736578a0f4d2808cc8bc&oe=5F2200F9" width="750" height="728" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2252722020-06-27T09:00:00Debate Doce2020-06-27T06:19:29Z2020-06-27T06:19:29Z<p>No outro dia rebentou uma polémica parva (mas interessante) na minha família.</p>
<p>Tinha feito uns pudins de leite de creme e metade da malta pegou logo nas taças e enfiou a colher. A outra metade começou a reclamar que o pudim só se podia comer frio. Daí veio “<em>Aí sim? Que parvoíce. É a mesma coisa que dizer que arroz doce também é só frio!</em>” e o outro lado do debate respondeu “<em>Pois é! Vais ficar maldisposto se comeres agora!”</em>.</p>
<p>Foi interessante assistir a um mini-debate sobre temperatura de sobremesas. E, verdade seja dita, os únicos que se sentiram maldispostos foram os do “pudim frio” que não conseguiram esperar que o bem dito arrefecesse e meteram à boca.</p>
<p>Não passou de uma disputa engraçada e com algum humor por parte dos dois partidos, mas agora fica a questão: Sobremesas quentes ou frias?</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 450px; padding: 10px 10px;" src="https://media1.tenor.com/images/e21815c2c88a6482690bf9ecb79485e4/tenor.gif?itemid=5513829" width="450" height="252" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2249192020-05-20T09:30:00Mulheres da Historia: Kathrine Switzer #32020-05-19T14:05:06Z2020-05-19T14:05:06Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 850px; padding: 10px 10px;" src="https://www.lynchburg.edu/wp-content/uploads/RS39285_20190517-441-scr-1.jpg" width="850" height="567" /></p>
<p>Nascida em Amberg, na Alemanha, a 5 de janeiro de 1947, Kathrine Virginia Switzer é uma ex-maratonista que fez historia ao ser a primeira mulher a participar na Maratona de Boston com um numero no dia 17 de abril de 1967. Nessa altura, ela era estudante de jornalismo e integrava a equipa de<em> cross country</em> (que até então só era composta por homens) na Universidade de Syracuse.</p>
<p>A ideia de participar na maratona surgiu-lhe enquanto ela conversava com o treinador da equipa sobre as vezes em que ele participou na mesma. Quando Kathrine contou a ideia ao treinador a primeira coisa que ele disse foi:</p>
<p>“As mulheres são demasiado frágeis para uma maratona.”</p>
<p>Ela insistiu tanto que Arnie Briggs, o treinador, propôs um acordo: se ela conseguisse correr a distancia da maratona durante um treino, ele própria levava-a a Boston. E assim foi feito. Ela conseguiu esse objetivo e ainda correu mais 10 quilómetros só para “ter a certeza que conseguia”.</p>
<p>Oficialmente, as mulheres não eram proibidas de participar na Maratona de Boston, porém, nenhuma o fazia pela crença enraizada de que as mulheres eram fracas demais para uma atividade tão intensa. Algumas pessoas chegavam ao cumulo de acreditar que tal esforço faria com as mulheres ficassem com as pernas desfiguradas, por exemplo.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://secureservercdn.net/50.62.172.113/fa1.994.myftpupload.com/wp-content/uploads/2019/03/TheRealStory.jpg?time=1589408930" width="960" height="624" /></p>
<p>Com o numero 261 no peito, Kathrine foi muito bem-recebida pelo resto dos participantes que lhe perguntavam se podiam tirar fotografias com ela e lhe pediam conselhos de como convencer as suas mulheres/namoradas a correr também.</p>
<p>No quilometro 3 da maratona Jock Semple, um dos coordenadores do evento, apercebeu-se da sua presença na pista e correu atrás dela, empurrando-a e mandando-a embora. O namorado de Kathrine, que também estava a participar da maratona, correu até ela e empurrou Jock, para que Kathrine continuasse e, depois de 4h20min do começo da maratona, ela alcançou a meta.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 500px; padding: 10px 10px;" src="https://corredoresanonimos.pt/wp-content/uploads/2017/04/Kathrine-Switzer.jpg" width="500" height="276" /></p>
<p>Em 1972, ela ajudou a oficializar a categoria feminina na Maratona de Boston e, depois disso, o numero de pedidos ao Comité Olímpico para a permissão de mulheres na maratona olímpica disparou. No ano de 1984, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, esses pedidos foram ouvidos e essa “novidade” continua a ser uma realidade até aos dias de hoje.</p>
<p>Em 1974, Kathrine venceu a Maratona de Nova York com um tempo de 3h07min19s e, no ano seguinte, ficou em segundo lugar em Boston com um tempo de 2h51min37s.</p>
<p>Kathrine é, atualmente, comentadora televisiva e continua a lutar pela igualdade de género, dando palestras em todo o mundo onde fala da sua experiência.</p>
<p>Até hoje Kathrine Switzer correu em 35 maratonas, criou programas de desporto para mulheres em 27 países, escreveu um livro e integra, desde 2011, o Passeio da Fama das Mulheres nos Estados Unidos.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2246712020-05-19T09:30:00O que será o "consentimento"?2020-05-16T19:54:42Z2020-05-16T19:54:42Z<p>Não sou uma <em>expert</em> da mente humana <span style="font-size: 10pt;">(extremamente longe disso)</span>, mas gosto de fazer notas mentais de coisas que ouço e, muitas vezes, coisas que vivo e que parecem “normal” para certas pessoas. Sou eu que sou anormal ou é o mundo que está estranho? Uma das coisas que eu mais noto é a teimosia em aceitar um <em>não</em> e conseguir perceber que um <em>sim</em> é um <em>sim</em> e um <em>não</em> é um <em>não</em> e não um “<em>desafio-te a mudares-me as ideias</em>”.</p>
<p>Vamos a uns exemplos,<em> shall we</em>?</p>
<p>Na fila para as inscrições da faculdade comecei a falar com o rapaz que estava à minha frente (vamos chama-lo…Bunda<em>Addict</em>) que, por coincidência, era do mesmo curso que eu. Ele era um bocado estranho, mas foi a primeira pessoa que conheci ali e eu<span style="font-size: 10pt;"> (parva)</span> tentei ignorar os meus instintos e comecei a a criar uma espécie de amizade com ele.</p>
<p>Saímos varias vezes e ele costumava fazer vários comentários que me deixavam desconfortável e, possivelmente, o que ouvi mais foi: “Tens um rabo fantástico. <em>Só me apetece agarra-lo e fazê-lo meu!</em>” <span style="font-size: 10pt;">(percebem o nome agora?)</span>. Eu ria <span style="font-size: 10pt;">(porque era parva e ingénua e pensava que era uma brincadeira)</span>, mas pedia-lhe para parar. E vocês dizem “<em>Ah e tal, mas é um elogio. Tu também és cá uma esquisita!</em>” Eu e o Bunda <em>Addict</em> só nos conhecíamos à 1 semana! E, mesmo que nos conhecêssemos à 3 anos: se uma pessoa te diz para parar e te diz que está desconfortável, tu paras. Pronto. Finito.</p>
<p>Eventualmente, ele pediu desculpa e disse que ia parar e, realmente, parou. Durante uma semana.</p>
<p>Ele veio à minha casa. Estávamos no meu quarto a ver um filme para um trabalho no <em>pc</em> dele. Eu estava sentada na cadeira da secretaria e ele estava sentado na beira da cama, um pouco atrás de mim. O filme acabou e eu levantei-me para ir buscar uns apontamentos quando, de repente, ele agarrou-me pela cintura e atirou-me para a cama, vindo para cima de mim.</p>
<p>As minhas mãos começaram a tremer enquanto eu o tentava empurrar e dizia “não” e “<em>para</em>”.</p>
<p>O telemóvel dele tocou. O pai dele estava lá em baixo para leva-lo à faculdade e tratar não sei de quê.</p>
<p>Ele saiu de cima de mim, disse “<em>volto depois</em>” e foi embora.</p>
<p>Não sei quanto tempo se passou, mas, na minha cabeça, desde ele sair de cima de mim até eu ouvir a porta da casa a bater pareciam ter passado 2 segundos.</p>
<p>Comecei a ter um ataque de pânico. O meu primeiro instinto foi mandar mensagem ao meu ex <span style="font-size: 10pt;">(atualmente um dos meus melhores amigos)</span> porque eu precisava de falar com alguém, de sentir que estava com alguém mesmo que não estivesse e ele sempre me fez sentir segura. Ele não respondeu logo, porque estava em aula, mas eu precisava urgentemente de um “<em>logo</em>” então mandei mensagem a mais uma mão cheia de pessoas até a minha colega de casa me responder. Ela, que já estava a voltar, apareceu dentro de minutos e, pouco tempo depois, a campainha tocou. Era o <em>Bunda Addict</em>. Ele ligou-me, mandou mensagem e gritou o meu nome lá de fora. Comecei a tremer enquanto ouvia a minha colega de casa abrir a porta, descer até à entrada do prédio e manda-lo embora.</p>
<p>Nós tínhamos 2 cadeiras juntos. Escusado será dizer que fiquei com medo de ir a ambas, mas, depois de 2 dias a faltar, decidi engolir o medo e fazer frente. Sentei-me com uma amiga e ele sentou-me mesmo atrás de mim. A meio da aula, a minha amiga teve que ir embora e, mal ela se levantou, ele sentou-se ao meu lado. Continuei a olhar para a frente e a tentar manter-me calma quando senti a mão dele na minha coxa. Sacudi a mão dele, mas ele voltou a tocar-me na coxa, ainda mais em cima, e apertou-a. Assustada, levantei-me e escondi-me na casa de banho. Dois dias depois consegui mudar de turma nessa cadeira.</p>
<p>Passou uns 2 dias a mandar-me mensagens um pouco…inapropriadas até eu o bloquear.</p>
<p>No dia seguinte, estava eu a sair da faculdade quando ouvi alguém a chamar o meu nome. Olhei para trás e era ele. Comecei a andar mais depressa e, já a meio do caminho de casa, ele ainda estava atrás de mim. Mudei de passeio duas vezes e ele imitava-me. Comecei a suar e os meus olhos a lacrimejar até eu sentir um braço à volta dos meus ombros. Quase que tive um colapso cardíaco antes de perceber que era o meu tio de praxe que acabou por me acompanhar até casa.</p>
<p>O rapaz nunca mais se meteu comigo, por divina graça do espírito santo. Mas ainda me dá uns suores frios quando o vejo nos corredores da faculdades.</p>
<p>Durante quase um mês vivi em medo e quase desisti de algumas cadeiras por causa dele. Isto foi 1 mês. Imaginem aquelas pessoas que vivem isto, ou pior, quase a vida toda. Tudo porque há gente que não compreende o que é um “<em>não</em>” e porque, muitas vezes, ficamos toldados pelo medo.</p>
<p>“<em>Ah, mas a culpa é tua! Tu deste-lhe confiança!</em>” Pois dei! E fui muito, muito parva! Mas, independente disso, um <em>não</em> permanece um <em>não</em>. Se um consentimento não é dado, não se deve avançar.</p>
<p>O meu exemplo é longo, mas até em historias mais curtas e genéricas como: “<em>Ela/e estava bêbeda/o.</em>”, "<em>Ela/e disse que sim no inicio! Lá no meio é que disse que não!</em>” “<em>Ela/e disse que sim ontem, hoje é que está a dizer que não!</em>”. Em algum desses casos há consentimento? <strong>Não</strong>. Em nenhum dos casos.</p>
<p>Acredito que numa relação minimamente saudável <span style="font-size: 10pt;">(seja amizade ou o que for)</span> se um dos lados pedir para parar, por qualquer que seja o motivo, o outro, por lógica, não deveria forçar. É um direito mudar de ideias, seja no dia seguinte, na hora seguinte ou no segundo seguinte.</p>
<p>“<em>Metes-te te a jeito!</em>”</p>
<p>“<em>Estavas a pedi-las!</em>”</p>
<p>“<em>Foste ingénua!</em>”</p>
<p>Não consigo entender porquê, mas a culpa parece cair sempre sobre o abusado e não sobre o abusador.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 480px; padding: 10px 10px;" src="https://media.giphy.com/media/RXlkTRLi1S1aM/giphy.gif" width="480" height="261" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2245012020-05-18T09:30:00Mulheres da História: Malala Yousafzai #22020-05-16T13:54:34Z2020-05-16T13:54:34Z<p>Esta cachopa já está nos livros de história? Na minha época não estava, mas, hoje em dia se não está, deveria estar.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 783px; padding: 10px 10px;" src="https://zap.aeiou.pt/wp-content/uploads/2017/11/74125f01ebb7eea42e9e19e729fe4f1e-783x450.jpg" width="783" height="450" /></p>
<p>Malala Yousafzai nasceu a 12 de julho de 1997. É uma ativista paquistanesa e foi a pessoa mais nova a receber um prémio Nobel de sempre. É conhecida pela defesa dos direitos das crianças, principalmente, ao acesso à educação no vale do Swat, a sua terra natal, no nordeste do Paquistão, onde os talibãs impedem as jovens de frequentar a escola.</p>
<p>No inicio de 2009, por volta dos 12 anos de idade, Malala começou a escrever um blog <span style="font-size: 10pt;">(“Diário de Uma Estudante Paquistanesa”)</span>, sob o pseudónimo “Gul Makai”, quando um jornalista da BBC perguntou ao seu pai, que era dono da escola onde ela estudava, se alguns alunos estariam dispostos a falar sobre o seu quotidiano sob o regime dos talibãs. No blog ela falava sobre isso e sobre o seu ponto de vista em relação à educação dos jovens no vale do Swat. Em poucos meses a identidade de Malala foi revelada. No verão desse ano, o<em> New York Times</em> publicou um documentário sobre o quotidiano de Malala à medida que o exercito paquistanês intervinha na região.</p>
<p>A 9 de outubro de 2012, ao sair da escola, Malala foi atacada por um homem armado que a baleou no crânio, deixando-a inconsciente e em estado grave. No dia seguinte ao ataque, o ministro do Interior do Paquistão afirmou que o atirador tinha sido identificado. Malala foi operada e, a 15 de outubro, quando o seu estado clínico melhorou, ela foi transferida para o hospital <em>Queen Elizabeth</em>, em Birmingham, na Inglaterra. Malala só veio a deixar o hospital no dia 4 de janeiro de 2013. A tentativa de assassinato desencadeou um movimento de apoio internacional.</p>
<p>A popularidade da Malala aumentou consideravelmente quando ela começou a dar entrevistas na imprensa e na televisão, acabando por ser nomeada para o Prémio Internacional da Criança em 2014, mas, no ano anterior, ela já tinha sido capa da revista <em>Times</em>, recebido o prémio <em>Sakharov</em> <span style="font-size: 10pt;">(atribuído pelo Parlamento Europeu)</span>, discursado na cede da ONU, em Nova York, e inaugurado, em Birmingham, a maior biblioteca publica da Europa. A 10 de outubro de 2014, ela recebeu o Nobel da Paz <span style="font-size: 10pt;">(cujo foi partilhado com o ativista indiano Kailash Satyarthi)</span> e assim, com apenas 17 anos, Malala tornou-se a pessoa mais jovem a receber esse prémio.</p>
<p>No dia 29 de março de 2018, Malala voltou ao Paquistão, depois de seis anos, onde se encontrou com o primeiro-ministro paquistanês.</p>
<p>Atualmente, ela vive com a sua família na Inglaterra, mas ainda tem o desejo de voltar ao seu país definitivamente e entrar para a política.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2241672020-05-17T09:30:00Mulheres da História: Marie Curie #1 2020-05-16T12:24:32Z2020-05-16T12:24:32Z<p>Sinto muita falta de escrever coisas neste género como fiz na rubrica “Casos Misteriosos” aqui no estaminé (<span style="font-size: 10pt;">rubrica que vai voltar em breve, <em>pinky swear</em></span>), então decidi trazer esta nova rubrica onde falarei sobre as mulheres que tiveram papeis importantes na historia e foram esquecidas pelos livros da escola injustamente.</p>
<p>Ironicamente, e contrariando o que disse antes, vou falar de uma das mulheres mais conhecidas da historia: Marie Curie. <span style="font-size: 10pt;">(Acham mesmo que eu ia fazer uma rubrica como esta e deixar esta fantástica mulher de fora? Jamais.)</span></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 512px; padding: 10px 10px;" src="https://s2.glbimg.com/rtvg4lWjTAv9jUf3JHWw3T6VQ8Q=/512x320/smart/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2016/07/04/marie_curie.jpg" width="512" height="320" /></p>
<p>Marie Skłodowska Curie nasceu em Varsóvia, no Reino da Polónia (que então fazia parte do Império Russo), a 7 de novembro de 1867.</p>
<p>Foi uma cientista e física polonesa que conduziu pesquisas pioneiras em todo o mundo no ramo da radioatividade e foi a primeira mulher a receber um Prémio Nobel (<span style="font-size: 10pt;">mais propriamente o Prémio Nobel da Física, que foi partilhado com o seu marido, Pierre Curie, e o físico Henri Becquerel, em 1903</span>), a primeira pessoa (<span style="font-size: 10pt;">e única mulher</span>) a ganhar o prémio duas vezes (<span style="font-size: 10pt;">sendo o segundo o Prémio Nobel da Química, em 1911</span>), a primeira mulher a ser admitida como professora na Universidade de Paris (<span style="font-size: 10pt;">depois da morte do marido, em 1906, num acidente rodoviário, ocupando assim o seu lugar</span>) e foi participante na Conferência de Solvay da 1ª à 7ª edição. Em 1995, Marie tornou-se a primeira mulher a ser enterrada no Panteão de Paris.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/ca/1911_Solvay_conference.jpg" width="960" height="681" /></p>
<p>Lecionou na Universidade Volante <span style="font-size: 10pt;">(uma instituição de ensino clandestina que desafiava as autoridades russas e admitia mulheres)</span>, na sua terra natal, onde começou o seu treino cientifico e, aos 24 anos, mudou-se para Paris onde terminou os seus estudos em física, matemática e química, estudando de dia e ensinando à noite, como tutora, para se conseguir manter na capital francesa. Em 1893, concluiu o seu mestrado em física e começou a trabalhar num laboratório industrial, enquanto continuava a estudar e, com a ajuda de uma bolsa, conseguiu um segundo mestrado <span style="font-size: 10pt;">(desta vez em matemática)</span> em 1894. Doutorou-se em ciência em 1903.</p>
<p>A obra de Marie inclui a teoria da radioatividade <span style="font-size: 10pt;">(termo inventado pela mesma e pelo marido)</span>, varias técnicas para isolar isótopos radioativos, a descoberta de dois elementos <span style="font-size: 10pt;">(o polónio e o radio)</span> e a direção nos primeiros estudos sobre o tratamento de neoplasmas com o uso de isótopos radioativos. A cientista também fundou os Instituídos Curie em Paris e na Varsóvia<span style="font-size: 10pt;"> (que, até os dias de hoje, são grandes centros de pesquisa médica)</span> e os primeiros centros militares no campo da radioatividade durante a Primeira Guerra Mundial com o propósito de curar soldados feridos.</p>
<p>Marie Curie morreu aos 66 anos, em 1934, num sanatório em Sancellemoz, na França, devido a uma leucemia causada pela exposição maciça à radiações durante o seu trabalho.</p>
<p>O seu livro "Radioactivité" é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à Radioatividade clássica.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2239602020-05-15T09:07:00Tabus2020-05-11T16:21:51Z2020-05-11T16:21:51Z<p><span style="color: #33cccc;"><strong>Tabus.</strong></span></p>
<p>Lá vou eu meter-me em assuntos idioticamente polémicos? <em>You bet</em>.</p>
<p>Embora sejamos todos avançados, cheios de tecnologia, a espécie racional e tudo mais, continuamos a cismar em coisitas que não fazem sentido nenhum e, delas, se criam discussões que podem acabar com amizades de anos ou, até mesmo, famílias.</p>
<p>Mudar mentalidades é um processo extremamente lento e difícil. A quantidade de mentes presas no século passado é assustadora, mas a quantidade de mentes que se recusa a avançar no tempo é a que realmente deveria preocupar.</p>
<p>Pensemos no aborto.</p>
<p>É muito giro ver militantes contra este assunto porque, se repararem, a mentalidade deles é <em>ela</em>, ou seja, <em>ela não pode fazer</em>; <em>ela abriu as pernas, agora que carregue as consequências</em>. Nunca é um <em>eu</em> ou <em>a minha filha</em>.</p>
<p>Há muitas razões para se cogitar um aborto: ou porque foram violadas, porque não têm dinheiro para criar uma criança, porque têm problemas de saúde que possam colocar a vida da gestante e do futuro bebé em perigo e por aí vai. Muita gente pensa que isto é sem regras (o mesmo processo de pensamento é aplicado na eutanásia). Que toda a gente pode fazer aborto a qualquer altura porque sim. Mas não. Em Portugal, por exemplo, só é legal fazer até às 10 semanas.</p>
<p>Saindo assim das coisas mais convencionais: dar flores a alguém na Rússia é um tabu, porque, para eles, as flores são apenas para os mortos. Parece-nos parvo e descabido, mas, para eles, é uma coisa muito séria.</p>
<p>Tal como o sexo antes do casamento, que ainda é um tabu em geral sendo que praticamente ninguém siga esse ideal atualmente. <span style="font-size: 10pt;">(Outra coisa interessante é quando ouvimos a expressão “<em>sexo antes do casamento</em>”e a primeira imagem que nos vem à cabeça é da mulher, não do homem, na maioria das vezes).</span></p>
<p>Outro tabu que ainda é geral na sociedade é a homossexualidade que ainda é tratada como um ato nojento e pecaminoso, sendo que ninguém tem nada a ver com quem o outro se relaciona. Não gostas de homens? Não te envolvas com um. Não gostas de mulheres? Faz o mesmo. É uma mentalidade que tanto os homofóbicos deveriam adotar como as pessoas que estão confusas com a sua sexualidade e estão a tentar descobrir-se.</p>
<p>A mentalidade dos homofóbicos é outra coisa que me mete confusão:</p>
<ul>
<li><em>Não podes andar de mãos dadas com uma pessoa do mesmo sexo na rua porque <strong>me</strong> incomoda</em>;</li>
<li><em>Não podes namorar uma pessoa do mesmo sexo porque <strong>eu</strong> não gosto</em>;</li>
<li><em>Se queres estar com uma pessoa do mesmo sexo, faz isso entre quatro paredes.</em></li>
</ul>
<p>Seria a mesma coisa que eu dizer:</p>
<ul>
<li><em>Não ponhas ketchup no arroz porque isso <strong>me</strong> incomoda;</em></li>
<li><em>Não comas azeitonas porque <strong>eu</strong> não gosto;</em></li>
<li><em>Aí tens um Chihuahua? Eu não gosto dessa coisa e não sou obrigada a vê-la, por isso, se a quiseres ter, não a tragas cá para fora. Fica com isso entre quatro paredes. </em></li>
</ul>
<p>Ah, para não falar no termo “<em>homofóbico</em>”. Adoraria que isso fosse mesmo levado à letra e, em vez de eles não gostarem e terem ódio, tivessem mesmo medo de mim. Seria interessante chegar atrás da malta, fazer um “<strong><em>boo</em></strong>” e a cara delas se desfigurar como se eu fosse o próprio Satanás reencarnado.</p>
<p>Por incrível que pareça, o casamento inter-religião e até mesmo inter-raça também ainda é um enorme tabu na sociedade atual e o mesmo principio da homossexualidade deveria ser aplicado aqui: <strong><em>Não gostas, não comas.</em></strong> Deixa as pessoas amarem quem elas querem e bem lhes apetece.</p>
<p>Então a masturbação em certos países também é uma coisa de outro mundo. Se alguém das Arábias ouvisse os jovens de hoje a falar, ficava chocado com tantas piadas que o povo português (<span style="text-decoration: line-through;"><span style="font-size: 10pt;">e outros</span></span>) tem em relação a essa ação. Para não falar da masturbação feminina, que muitos pensam que não existe (<span style="text-decoration: line-through; font-size: 10pt;">até porque as mulheres, para serem sexualmente ativas, precisam da presença de um homem por perto, não é?</span>).</p>
<p>Sabem o que também é um tabu? <em>Foda-se.</em> Uma palavra (<span style="font-size: 10pt;">que eu escolhi por ser um dos palavrões mais usados</span>) que toda a gente usa com tanta normalidade, mas certas pessoas (<span style="font-size: 10pt;">principalmente as mais velhas</span>) acham que é quase um ultraje. (<span style="font-size: 10pt;">Usando o exemplo da minha mãe que sempre que eu digo uma “asneira” parece que o mundo está a acabar ou o meu avô que diz “<em>Meninas bonitas não usam essa linguagem</em>”, dizendo de seguida mais não sei quantas <em>caralhadas</em> enquanto vê uma cena num filme que não está a gostar</span>).</p>
<p>Muitos dos tabus que eu falei aqui são mais aceitáveis num género do que no outro (homossexualidade entre mulheres é levemente mais aceitável – <span style="font-size: 10pt;">por ser apetecível aos homens…ora ai está a sexualidade da mulher, supostamente, só a existir quando um homem está envolvido</span> -, ser sexualmente ativo antes do casamento é normal quando se pensa nos homens, e o mesmo se sucede no quesito masturbação, por exemplo), e, eu acho, que tudo não passa de uma construção social que já está muito passada.</p>
<p>A lista continua: Pornografia, menstruação, etc.</p>
<p>A maioria destes tabus não passam de escolhas pessoais:</p>
<p><em>Quero fazer um aborto? </em></p>
<p><em>Quero fazer sexo? </em></p>
<p><em>Quer estar numa relação com uma pessoa do mesmo sexo?</em></p>
<p><em>Quero casar com uma pessoa de uma religião ou raça diferente?</em></p>
<p>Por aí em diante, vocês perceberam a ideia.</p>
<p>Não são nada para além de escolhas…mas o mundo é muito difícil e complexo.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 500px; padding: 10px 10px;" src="https://i.gifer.com/J6Z2.gif" width="500" height="200" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2236052020-05-14T08:30:00The Nights2020-05-11T13:32:57Z2020-05-11T13:32:57Z<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><em>One day you'll leave this world behind, so live a life you will remember.</em></span></p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UtF6Jej8yb4?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2234842020-05-13T08:54:00Isto dos comentários na internet...2020-05-11T13:02:34Z2020-05-11T13:02:34Z<p>Discussões? Considero que têm um alto teor de entretenimento, principalmente na internet. Parece que, protegidas por um ecrã e uma foto de perfil, as pessoas se sentem mais livres para libertar o seu ódio e, muitas vezes, estupidez.</p>
<p>Cada vez que abro um <em>post</em> de um jornal ou mesmo num grupo do <em>Facebook</em>, encontro quase sempre uma discussão e o “<em>Welcome to the Jungle</em>” dos <em>Guns</em> começa a tocar na minha cabeça em plano de fundo. Confesso que ando a tentar evitar estas situações, mas, às vezes, o autocontrole não é suficiente e lá dou um <em>swipe </em>para ver a secção de comentários. Aposto que já todos nós nos deparamos com boas pérolas nesse espaço.</p>
<p>Fiz uma pequena pesquisa e <em>heis</em> comentários reais que encontrei pelas <em>interwebs</em>:</p>
<p> </p>
<p><strong>1: Noticia sobre um lar no Montijo onde os familiares se puderam reencontrar com os utentes e desejar um “feliz dia da mãe” através de um vidro para evitar qualquer risco de contagio.</strong></p>
<p><span style="color: #33cccc;">Pessoa aleatória:</span> Que exagero…Vocês percebem que é uma manipulação grande? <em>Step out</em> e tomem um pouco de coragem. Ou vão transpirar com essas mascaras com +35 e medo de morrer? Mais provável é morrer de pensar muito.</p>
<p> </p>
<p><strong>2:. Noticia sobre aquele quadro do Banksy que foi oferecido a um hospital britânico. O mesmo, no final do ano, vai ser leiloado e todo o dinheiro vai para o Serviço Nacional de Saúde britânico.</strong></p>
<p><span style="color: #33cccc;">Pessoa que está a ignorar todo o sentido positivo da noticia:</span> Porcaria de desenho…</p>
<p> </p>
<p><strong>3: Noticia sobre a “Hipoxia Silenciosa”</strong></p>
<p><span style="color: #33cccc;">Pessoa “não racista”:</span> Se a gente se organizar certinho, deveríamos juntar o Brasil, Portugal, USA e aliados e acabar com a China. Assim não teríamos mais problemas. Podem chamar-me racista, mas a verdade é uma só: enquanto tiver esse tipo de regime de governo, esses malditos vão atacar silenciosamente e depois dizer que foi um morcego.</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Pessoa sensata:</span> O que é preciso é o mundo todo apoiar o povo chinês a tirar aquele regime, obriga-los a sair do poder e fazer eleições que não sejam fraudulentas (…).</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Pessoa “não racista”:</span> Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha.</p>
<p> </p>
<p><strong>4:. Noticia sobre um bombeiro açoriano que não vê os filhos há dois meses, sem ser por vídeo chamada, por causa do covid-19.</strong></p>
<p><span style="color: #33cccc;">Criatura sem noção:</span> Fake vírus.</p>
<p> </p>
<p><strong>5:. Noticia sobre a subida na percentagem de jovens e idosos a usar antidepressivos por causa da quarentena.</strong></p>
<p><span style="color: #33cccc;">Pessoa que não sei definir de tão parva que é:</span> Ginástica e um passeio sem telemóvel fazem milagres.</p>
<p><span style="color: #33cccc;">Pessoa que consegue ser ainda pior que anterior:</span> Claro! Onde se consegue comprar ganzas durante a quarentena? Tomam o que os pais têm em casa!</p>
<p> </p>
<p><strong>6:. Noticia sobre umas fotos tiradas por profissionais de saúde alemães que tentam alertar para a falta de equipamento de proteção individual.</strong></p>
<p><span style="color: #33cccc;">Ser:</span> Um pouco idiota. Não é preciso tanto.</p>
<p> </p>
<p>Peguei mais em exemplos sobre o <em>covid</em> porque, na verdade, é o que se vê mais agora e é onde eu ando a encontrar mais <em>Marias Pinceis</em> à espera do seu <em>Nobel</em> da Medicina por “descobrirem” que tudo isto – <span style="font-size: 10pt;">inclusive o numero de mortes no mundo</span> – é uma fachada para promover o controle mundial por uma certa elite <span style="font-size: 10pt;">(sei lá o que se passa na cabeça desta gente)</span>.</p>
<p>Sou só eu ou quanta mais informação está à nossa disposição, mais parvos ficamos?</p>
<p><span style="font-size: 10pt;">(Este <em>post</em>, muito provavelmente, vai dar barraca como o que fiz sobre o feminismo? Sim, mas vejamos pelo lado positivo. Qual é a melhor maneira de voltar aqui para o estaminé se não for com um grande <strong><em>bang</em></strong> e a receber insultos?)</span></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 550px; padding: 10px 10px;" src="https://i.giphy.com/l2JHZkNAJMTYCQRhe.gif" width="550" height="314" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2231562020-05-12T09:28:00A page a day2020-05-11T10:29:08Z2020-05-11T10:29:08Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 700px; padding: 10px 10px;" src="https://i.pinimg.com/originals/bc/6d/79/bc6d79070a252ab9b35a10bae4bbdfe5.jpg" width="700" height="920" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2228432020-04-06T08:42:00"São só putos. Sabem lá eles!"2020-04-02T16:47:04Z2020-04-02T16:47:04Z<p>Quantos de nós (menores de 25...talvez um pouco mais velhos) nunca ouviram um "<em>Ainda és um puto. Sabes lá do que é que estás a falar.</em>" ou um "<em>Sabes lá o que é a vida. Não percebes nada disto para teres uma opinião formada sobre aquilo que seja.</em>". Então...Deixo aqui esta musica e respetivo <em>videoclip</em> que me lembraram desse tópico.</p>
<p><em>Enjoy!</em></p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/buWA_xsT_Is?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2225232020-04-05T09:10:00Be Alright2020-03-29T08:13:09Z2020-03-29T08:13:09Z<div class="ujudUb" style="text-align: center;"><em>And my friend said</em><br /><em>"I know you love her, but it's over, mate</em><br /><em>It doesn't matter, put the phone away</em><br /><em>It's never easy to walk away, let her go</em><br /><em>It'll be alright"</em></div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;"> </div>
<div class="ujudUb" style="text-align: center;">
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/I0czvJ_jikg?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2223892020-04-04T08:55:00I'm Yours2020-03-29T07:56:49Z2020-03-29T07:56:49Z<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EkHTsc9PU2A?feature=oembed" width="640" height="360" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2220382020-04-03T09:27:00Sr. Indiferença2020-03-28T12:28:30Z2020-03-28T12:28:30Z<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/qLGNj-xrgvY?feature=oembed" width="640" height="360" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2217402020-04-02T09:19:00Most Girls2020-03-28T12:20:22Z2020-03-28T12:20:22Z<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/qBB_QOZNEdc?feature=oembed" width="640" height="360" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2214932020-04-01T08:37:00Slogas que dizem o que todos pensamos2020-03-26T13:45:06Z2020-03-26T13:45:06Z<p>Há algumas noites que tenho incrível dificuldade em adormecer e, quando consigo, acordo quase de hora em hora. Como já é de habito, costumo por-me a ver <em>sites</em> aleatórios na <em>net</em> e, ontem à noite, deparei-me com <a href="https://honestslogans.com/" rel="noopener"><span style="color: #33cccc;">este</span></a> e fartei-me de rir. Vim aqui partilhar a minha descoberta. </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 500px; padding: 10px 10px;" src="https://66.media.tumblr.com/52d47b0dead58cce9bc8b019c3ea2615/tumblr_nd5lcbyaEv1r9pgsuo1_500.jpg" width="500" height="357" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 500px; padding: 10px 10px;" src="https://66.media.tumblr.com/cb23bfabcf1a98069d83884c0f468918/tumblr_nabkjj5WHr1r9pgsuo1_500.jpg" width="500" height="385" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 500px; padding: 10px 10px;" src="https://66.media.tumblr.com/b19a7fc5854cfee1378b92caaa2f14d2/tumblr_n844moUokJ1r9pgsuo1_500.jpg" width="500" height="343" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 500px; padding: 10px 10px;" src="https://66.media.tumblr.com/3eb58116b6bd91625b2e5b73e5ed5d40/tumblr_n7t1vzKA5m1r9pgsuo1_500.jpg" width="500" height="383" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2214162020-03-31T08:32:00littlecrushedheart @ 2020-03-31T08:32:002020-03-26T13:33:38Z2020-03-26T13:33:38Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 480px; padding: 10px 10px;" src="https://i.pinimg.com/originals/eb/22/44/eb2244629041b5c7c91c296d0eb34362.png" width="480" height="480" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2209682020-03-30T09:26:00Citação2020-03-25T13:28:50Z2020-03-25T13:28:50Z<p><span style="font-size: 10pt;">Esta quarentena está a dar-me inspiração para umas coisas e a tirar de outras então, por hoje, fiquem com isto.</span></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 400px; padding: 10px 10px;" src="https://cdn.mensagenscomamor.com/content/images/p000004200.jpg?v=0&w=400&h=225&c=1" width="400" height="225" /></p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2209152020-03-29T08:40:00Senso comum 2020-03-25T12:42:01Z2020-03-25T12:42:01Z<p>Que há muitas pessoas sem qualquer senso comum e falta de civismo não é surpresa para ninguém. O que eu não entendo é o que leva as pessoas a ter a cabeça no ar de uma tal maneira que param de pensar nos outros e pensam que são os únicos seres no universo. Desde atirar cenas para o chão, não usar fones em sítios públicos, não segurar a porta se alguém vem atrás deles até fazer festas e ir à praia no meio de uma pandemia. São coisas que não me cabem na cabeça. Como no dia em que fecharam a minha universidade por causa do vírus e a malta foi toda festejar para os bares! Qual é a necessidade? Não podem festejar depois, realmente, quando houver um motivo para festejar no fim disto tudo? Mas bem, não estou aqui para falar do vírus. Acho que já chega estarem a falar disso todos os dias nas noticias.</p>
<p>Pelo contrario.</p>
<p>Hoje venho falar de uma coisa muito mais simples.</p>
<p>Pessoas que passam com os carros em cima das poças de água em alta velocidade sendo que há transeuntes na via.</p>
<p>Em Coimbra eu só ando a pé. Raramente peço uber, táxi ou ando de autocarro (até porque me perco sempre). Para ir para casa (seja porque caminho for) eu passo sempre por poças de água gigantescas quando chove torrencialmente e, já não basta molhar-me toda por causa da chuva, há sempre alguém que insiste em encharcar-me mais ao passar com o carro na poça de água mesmo ao meu lado. Não me lembro de quantas vezes cheguei a casa encharcada. Até mesmo à porta de casa, quando eu estava a sair, me molharam toda sendo que aquela rua é só de uma via e não passa lá quase ninguém! Não entendo a pressa. Para não falar da quantidade de maltinha que se lixa para as passadeiras naquela cidade. Eu juro que já cheguei a estar 15 minutos parada numa passadeira perto do botânico porque ninguém se dignava a parar.</p>
<p>Qual é a dificuldade?</p>
<p>Não tiraram bem o código? Está toda a gente com uma emergência em casa? Ou são pessoas que têm o rei na barriga e não querem saber dos outros?</p>
<p>Acho que nunca saberei.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 480px; padding: 10px 10px;" src="https://media1.giphy.com/media/5z83tLvEy5iXH25uJP/giphy.gif" width="480" height="270" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:littlecrushedheart:2205882020-03-28T09:13:00Em fim de semana de pandemia...2020-03-24T11:23:09Z2020-03-24T11:23:09Z<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/C_3d6GntKbk?feature=oembed" width="640" height="360" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>