Isto dos comentários na internet...
Angeline
Discussões? Considero que têm um alto teor de entretenimento, principalmente na internet. Parece que, protegidas por um ecrã e uma foto de perfil, as pessoas se sentem mais livres para libertar o seu ódio e, muitas vezes, estupidez.
Cada vez que abro um post de um jornal ou mesmo num grupo do Facebook, encontro quase sempre uma discussão e o “Welcome to the Jungle” dos Guns começa a tocar na minha cabeça em plano de fundo. Confesso que ando a tentar evitar estas situações, mas, às vezes, o autocontrole não é suficiente e lá dou um swipe para ver a secção de comentários. Aposto que já todos nós nos deparamos com boas pérolas nesse espaço.
Fiz uma pequena pesquisa e heis comentários reais que encontrei pelas interwebs:
1: Noticia sobre um lar no Montijo onde os familiares se puderam reencontrar com os utentes e desejar um “feliz dia da mãe” através de um vidro para evitar qualquer risco de contagio.
Pessoa aleatória: Que exagero…Vocês percebem que é uma manipulação grande? Step out e tomem um pouco de coragem. Ou vão transpirar com essas mascaras com +35 e medo de morrer? Mais provável é morrer de pensar muito.
2:. Noticia sobre aquele quadro do Banksy que foi oferecido a um hospital britânico. O mesmo, no final do ano, vai ser leiloado e todo o dinheiro vai para o Serviço Nacional de Saúde britânico.
Pessoa que está a ignorar todo o sentido positivo da noticia: Porcaria de desenho…
3: Noticia sobre a “Hipoxia Silenciosa”
Pessoa “não racista”: Se a gente se organizar certinho, deveríamos juntar o Brasil, Portugal, USA e aliados e acabar com a China. Assim não teríamos mais problemas. Podem chamar-me racista, mas a verdade é uma só: enquanto tiver esse tipo de regime de governo, esses malditos vão atacar silenciosamente e depois dizer que foi um morcego.
Pessoa sensata: O que é preciso é o mundo todo apoiar o povo chinês a tirar aquele regime, obriga-los a sair do poder e fazer eleições que não sejam fraudulentas (…).
Pessoa “não racista”: Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha.
4:. Noticia sobre um bombeiro açoriano que não vê os filhos há dois meses, sem ser por vídeo chamada, por causa do covid-19.
Criatura sem noção: Fake vírus.
5:. Noticia sobre a subida na percentagem de jovens e idosos a usar antidepressivos por causa da quarentena.
Pessoa que não sei definir de tão parva que é: Ginástica e um passeio sem telemóvel fazem milagres.
Pessoa que consegue ser ainda pior que anterior: Claro! Onde se consegue comprar ganzas durante a quarentena? Tomam o que os pais têm em casa!
6:. Noticia sobre umas fotos tiradas por profissionais de saúde alemães que tentam alertar para a falta de equipamento de proteção individual.
Ser: Um pouco idiota. Não é preciso tanto.
Peguei mais em exemplos sobre o covid porque, na verdade, é o que se vê mais agora e é onde eu ando a encontrar mais Marias Pinceis à espera do seu Nobel da Medicina por “descobrirem” que tudo isto – inclusive o numero de mortes no mundo – é uma fachada para promover o controle mundial por uma certa elite (sei lá o que se passa na cabeça desta gente).
Sou só eu ou quanta mais informação está à nossa disposição, mais parvos ficamos?
(Este post, muito provavelmente, vai dar barraca como o que fiz sobre o feminismo? Sim, mas vejamos pelo lado positivo. Qual é a melhor maneira de voltar aqui para o estaminé se não for com um grande bang e a receber insultos?)

