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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

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Aquilo em que me tornei

11
Mar17

Mais dias iguais


Hikarry

Acho que já me queixei aqui uma vez disto, mas vou continuar a fazê-lo: os dias parecem todos iguais.

Os dias de semana são massantes porque é sempre a mesmíssima coisa: acordar, ir para a escola, voltar para casa, dormir. Sempre o mesmo!

E depois os fins de semana...os fins de semana dão cabo de mim ainda mais...para além de ficar sozinha em casa com a minha mãe e o meu irmão, com os quais não tenho muito boa relação, estou sempre numa pilha de nervos porque me ponho a pensar em coisas que não devo.

 

A única coisa que costumava alumiar os meus dias era ela e, agora que me deixou, está tudo em preto e branco e esta rotina está a matar-me. São apenas mais dias iguais.

E a cada dia que passa me desespero mais porque ela fica mais longe...e mais longe...e eu espero por ela. Cheguei a um ponto tão desesperado da minha vida que comecei a agarrar-me à fé que tinha de quando era pequena e comecei a orar todos os dias agradecendo pelos pequenos presentes que Deus me tem dado para me acalmar um pouco a alma e implorando para que ele traga a minha menina de volta, demorando o tempo que demorar, porque eu espero.

Veem?

Esta não sou eu. Eu deixei de ser uma pessoa religiosa quando fiz 13 anos e agora estou a voltar às minhas raízes, o que me deixa dividida, pois não sei se me entregue de novo a essa fé ou me deixe de palermices como a fé, porque, sinceramente, essa é a única coisa que me está a segurar: a fé e a mínima esperança de que ela volte um dia.

Mas, voltando à mira desta publicação: Cansei-me da rotina.

Estou sempre deprimida, no fundo do poço, que cada segundo que passa fica mais fundo, e sem vontade de fazer nada (e nem pretendo sair desta depressão; podem dar-me na cabeça o quanto quiserem e dizerem o que quiserem: julguem-me), mas isso não quer dizer que não esteja cansada sempre da mesma coisa.

Propôs ao meu pai na quinta feira irmos jantar fora em família no domingo, o que ele negou com um sorriso envergonhado porque: já íamos almoçar fora na segunda (já que eu tenho que ir a Coimbra para uma consulta), e eu aceitei, afinal, a única coisa que eu queria era uma pequena quebra na rotina e assim eu a tive.

Mas, por outro lado, não gosto que me estraguem a rotina de um momento para o outro.

Por exemplo, todos os meus fins de semana são iguais: 

No sábado fico até tarde na cama, vou comer sozinha para a cozinha porque a minha mãe se tranca no sótão a costurar e o meu irmão vai comer para a sala; vou para o quarto, tomo banho e pronto; dia terminado.

No domingo fico na cama até tarde, vou comer na cozinha com a família, porque só quando o meu pai está em casa é que fazemos isso; maquilho-me, vamos às compras, voltamos para casa e assim acaba o meu dia.

E hoje quebraram-me a rotina.

A minha tia, o seu novo namorado e o seu novo sogro vieram cá para visitarem os meus avós (que moram na rua de cima à minha) e aproveitaram para se vir meter aqui em casa durante umas boas 5 horas. 

Chamem-me de confusa ou refilona, mas isso incomoda-me. Não gosto que gente apareça na minha casa do nada. Sem um aviso. Um telefonema. Um mail. Uma carta. Um postalzinho. Nada.

Então lá tive que ficar eu a ouvir a minha tia a falar e a esfregar a sua felicidade com o seu novo namorado na minha cara; não que eu a possa culpar, acho que ela não o faria se soubesse do meu estado.

De facto, sou uma pessoa muito confusa e complicada.

Gostava de ter o meu carrinho para pegar nele e me por a andar de vez enquando, mas só o posso fazer daqui a ano e meio, então ainda tenho muito que esperar até dar as bem ditas "voltas".

Não me quero fazer de vitima, detesto que tenham pena de mim e nem quero fazer com que a minha vida pareça que é pior do que a de toda a gente no planeta - porque é mais que óbvio que não é - mas eu, sinceramente, não estou a aguentar mais isto sem ela. Esta vidinha medíocre sem ela. Esta vidinha sem cor.

E esta vidinha não vai mudar, não importa o que vocês ou os outros dizem, porque eu não quero.

Sou teimosa e casmurra o suficiente para esperar o tempo que for necessário por aquilo que quero mesmo que seja impossível eu tê-lo; se há coisa que o meu pai me conseguiu meter na cabeça é nunca desistir e eu realmente não sei quando ou como fazê-lo.

Pode ser uma causa perdida, quase com toda a certeza o é, mas eu nunca vou desistir e vou fazer tudo ao meu alcance para ter de volta o amor da minha vida.

Mas, enquanto isso, que venham mais dias iguais.

 

4 comentários

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  • Nuno

    Pois era! :)

  • Hikarry

    Uma boa comédia diária

  • Hikarry

    Ahah é espantoso o que se encontra por ai!Obrigada...

  • Hikarry

    Rir? Certamente. Também acho que é para isso que s...

  • Hikarry

    Olha que isso é que era uma ideia de valor!

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