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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

17
Abr17

Não é facil...


Angeline

...ter de acordar, ultimamente.

Eu tento não espalhar o meu blog com negatividade, sempre com um pouco de comédia - fraca, mas, mesmo assim comédia - coisas que não foquem tanto em mim e que não mostrem o meu estado, porque agora há algumas pessoas que o seguem e eu não quero estar a infeta-las ou a cansa-las de modo algum com os meus problemas e o meu estado.

 

E desculpem-me, amigos, mas eu preciso de falar, preciso de tentar desabafar com a página para tentar acalmar um bocado a cabeça e o peito, afinal o blog é meu e é vosso, pois estão a ajudar-me a fazê-lo crescer, mas eu preciso desde pequeno momento.

Não sei o que falar. Sinto-me sufocada pelos meus próprios pensamentos; sou uma pessoa demasiado emocional e muito pouco racional, de modo que uso a minha psicóloga como o meu Jiminy Cricket, a minha consciência racional e, embora os meus pais e os meus avós me tenham posto pressão em cima para me despachar a sair da depressão para sair da psicóloga, não tenho tensões de o fazer; pelo menos não para já. Por vários motivos, mas sendo um deles o facto de que não quero perder a minha consciência, a minha racionalidade. pelo menos não ainda.

Não consigo tomar decisões sozinha, a cada passo que dou, tenho medo de errar e estragar tudo, sendo que, na verdade, não há muito para estragar.

Sou assombrada por todo o tipo de maus pressentimentos que me matam de pavor ao cogitar que um dia se podem e provavelmente vão tornar reais. Tento ser positiva, toda a gente mo diz para fazer, para esperar que quem espera sempre alcança, para ter esperança porque tudo vai correr bem, que eu vou atingir o meu sonho. Eu realmente tento, tento o mais que posso, mas estou sempre insegura. Os maus pressentimentos destroem-me a cabeça.

Não sei qual é e quando vai ser o próximo passo.

Não sei se estou a ir com calma.

Quero falar com alguém, chorar com alguém, mas tenho medo de o fazer; só o faço com a minha psicóloga, de modo que, quando acaba uma consulta e eu saio do consultório, já estou a contar os minutos até à próxima consulta. Neste momento estou a desesperar para que chegue quarta feira o mais rápido possível, pois eu não consigo aguentar muito mais sem abrir a boca e a torneira e chorar tudo o que me vem cá dentro.Todo o desespero que sinto dia após dia e vai crescendo, todos os medos que me assaltam sem eu dar por isso e que se tornam mais fortes a cada minuto.

Eu tenho medo.

Sou uma criança aterrorizada de errar, de lutar até ao fim - coisa que, aconteça o que acontecer, eu farei - e não chegar ao meu sonho. Nunca tocar o meu sonho novamente, ouvir a voz do meu sonho, sentir o seu olhar carinhoso sobre mim ou os seus braços à minha volta. Desaparecer da sua cabeça de vez, se é que já não desapareci.

Eu tenho medo.

Tenho medo até de abrir a boca.

Voltei a ter a capacidade de vestir a mascara e esconder toda a dor que está aqui em baixo, de modo a que ninguém perceba o que se passa, mas eu quero que alguém me ouça, mas, ao mesmo tempo, tenho medo de ser ouvida. Só me sinto segura para falar tudo e chorar tudo dentro daquelas quatro paredes do consultório.

A cada dia que passa é mais uma facada nas costas que a saudade me dá. Uma facada no coração que o medo me dá, juntamente com o desespero.

As musicas continuam a incomodar-me, os livros continuam a incomodar-me, os filmes continuam a incomodar-me, as séries continuam a incomodar-me, a rua continua a incomodar-me, as pessoas continuam a incomodar-me, esta casa continua a incomodar-me, eu continuo a incomodar-me.

Sinto-me claustrofóbica em quase todos os sítios que vou, até dentro de mim própria. Quero sair desta carcaça e ir para longe, mas não posso. Morro de ansiedade a todos os minutos, de modo que me agarro aos comprimidos e à comida como jeito de me salvar um pouco; o pouco da Hikarry original que está a acabar-se aos poucos. Eu mal estou a aguentar mais, mas eu sei que o tenho que fazer, tenho que lutar pelo meu sonho, melhorar pelo meu sonho, crescer pelo meu sonho para tentar merece-lo de novo. 

Parece que estou cada vez mais longe...e mais longe do meu sonho e isso mata-me. Mas eu mereço morrer um bocado mais todos os dias. 

Eu tenho mesmo muito medo.

Eu preciso do meu sonho de volta e vou fazer tudo ao meu alcance, lutar com todas as armas que tenho para o ter de volta, mas às vezes as forças escapam-me...e eu tenho que encontra-las sozinha.

Eu não aguento estar em lado nenhum.

Eu não aguento nada sem o meu sonho e a cada dia que passa parece mais distante e isso aterroriza-me até ao fundo da alma.

Às vezes sinto como se fosse explodir.

Eu não quero acordar quando adormeço porque sei que no dia seguinte o meu sonho não vai estar lá, embora eu esteja sempre aqui para ele, mas ele não quer saber disso.

Tenho perdido a vontade de fazer o que quer que seja, até de me maquilhar - coisa que me estava a dar bastante prazer nos últimos tempos.

Desculpem o desabafo...Vou tentar postar alguma coisa completamente diferente disto ainda hoje, com um astral um pouco mais alto, mas eu precisava de falar...

 

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