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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

O ataque da abelha

Num dia de verão, no ano passado, fui a uma praia fluvial com a Arya "perto" da casa da avó dele onde nós estávamos a passar umas semanitas de férias.

A praia é pequena - e, na minha opinião, parece cada vez mais pequena, por causa das cheias que acontecem todos os anos.  Naquele dia, quando chegamos, acho que ainda não estava lá praticamente ninguém.
Nós tínhamos levado alguma comida - mais propriamente pães com hamburgers de frango -, as toalhas e mais nada - que eu me lembre - e sentiamo-nos preparadas para enfrentar aquele dia.

 

O dia estava a correr bem, ficamos na água um bocado - que estava congelada - até começar a chegar mais gente, perto da hora do almoço. Sentámo-nos nas toalhas e pegamos nos pães, cada um com o seu, e ficamos lá até chegar uma bela companhia: uma abelha gigante - ou, pelo menos, na minha cabeça era gigante. Ela primeiro aproximou-se da Arya até se aproximar de mim e não me largar mais. Pousando algumas vezes nas minhas pernas, causando-me calafrios.

Atenção, eu não tenho medo de abelhas...até elas encostarem em mim...e na minha comida.

Nesse momento, percebi que o que ela queria era a minha comida - e possivelmente a minha vida. Eu até me sentia calma, ou pelo menos tentava, o melhor que podia, enquanto a Arya se ria de mim. Fiquei quieta, à espera que a abelha se afastasse - entretanto algumas pessoas já tinham chegado e estavam a olhar para o espetáculo - mas nada acontecia e ela continuava a pousar e a andar à minha volta, durante longos minutos - pelo menos na minha perceção do tempo no momento. 

Entretanto, ela afastou-se um pouco e a primeira reação que tive foi largar o pão na toalha e atirei-me para dentro da água, levando com uma chapada de água gelada na cara - e no corpo todo - quando mergulhei.

A abelha pousou mais uma ou duas vezes no meu pão, sem ligar nenhuma à Arya, que só se ria, até se ir embora de vez.
Sai da água, pegamos nas nossas coisas e fomos embora comer para outro lado - para "longe" da praia - mas sempre com um olho atento a ver se aparecia mais alguma abelha, mas, felizmente, nada aconteceu.
Agora acho que nunca mais vou conseguir comer em paz numa praia sem estar, como um cão de guarda, a olhar de um lado para o outro à procura de algum bicho que seja, pronto para me atacar e à minha refeição.