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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

28
Dez18

O universo


Hikarry

Não sou crente. Já fui, em tempos, mas comecei a pensar e a filosofar sobre o assunto e, para mim, não faz muito sentido.

Não quero polémica, estou simplesmente a dar a minha opinião e com isto não quero dizer que não acredite em algo mais que nós. Claro que acredito, apenas não num ser que se parece connosco e nos controla ou perdoa.

Acredito em algo abstrato. Às vezes chamo de "universo" outras vezes chamo de "destino", mas, a verdade, é que não é nada mas é tudo. Não tem uma forma, não tem consciência, mas é como um escritor a escrever uma peça. Sei que está lá, não para me perdoar nem para me amar, mas para me fazer enfrentar desafios que me vão fazer crescer como pessoa.

Não acredito em inferno nem no céu. Tem dias em que acredito em reencarnação e outros em que não acredito em nada.

Acredito em reencarnação por coisas estranhas que já senti e vivi, mas também pelo sentido feliz que essa ideia me dá. Não acredito que vamos reencarnar em bichos ou em plantas, mas noutros alguéns. Coisas que deixamos por acabar nesta vida serão acabadas noutras e noutras e, infantilmente, acredito que historias de amor algo trágicas como a minha anterior tenham uma melhor resolução numa outra era. 

Tenho esperança que numa outra era, num universo paralelo - quem sabe - não sejamos duas mulheres apaixonadas e, se formos, que esse pequeno detalhe não seja impedimento para uma historia de amor épica que já se deu por encerrada nesta linha do tempo. 

Por outro lado, também penso que tudo acabará no nada, no escuro, mas a vida é tão mais triste assim. Vivemos por viver, sem um verdadeiro motivo para tal. Isso deixa-me melancólica, por isso prefiro pensar pelo positivo.

Faço o bem e sou quem sou não por medo de arder no inferno e esperar a recompensa de no final viver no paraíso, mas porque me sinto bem assim. Acho que é o correto a se fazer. 

Não oro, não tenho a quem o fazer, mas discuto com o nada quando me deparo com um desafio algo mais difícil e choro comigo própria quando é necessário.

Não tenho nenhum tipo de templo. Vou á igreja regularmente por causa do grupo de jovens onde estou inserida e até gosto de lá ir, para analisar e ouvir os seres humanos embebidos numa fé que a mim não me diz nada. Ri-o com algumas coisas que vejo e ouço, mas não desrespeito. Cada um tem direito a acreditar no que quer, seja Deus ou num brocolo mal cozido que esfregado na pele tira as borbulhas. 

Sou livre de fazer o que quero sem estar presa a pecados, apenas faço o que sei que é moralmente correto. Amar não é pecado, nunca foi, nunca será.

Não luto por nada religioso. Luto pelas minhas causas.

Liberdade de amar quem entender-mos, independentemente do sexo.

Igualdade para as mulheres que só porque têm um buraco no meio das pernas não são menores que os homens. 

Proteção e ajuda para o necessitado.

Abertura de mentes que, em pleno 2018, ainda estão tão fechadas.

Faço e penso tudo isto sem um Deus. Sem uma figura acima de mim, apenas um sentimento.

 

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