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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Oh Vida

Eu desapareci durante vários meses sem dar qualquer explicação, sem motivo e eu acho que merecem um update.

Sim, ainda estou na minha depressão.

Voltei aos palcos e estreei a minha ultima peça no ultimo dia 3 de Agosto (e correu super bem). Fiz 5 personagens, por conta da falta de elenco, mas estou muito orgulhosa de cada uma delas e nenhum de vocês consegue imaginar o quão feliz eu estou de ter voltado ao sitio onde me sinto completa com os meus companheiros de palco com os quais eu adoro contracenar e, claro, com companheiros novos que rapidamente se integraram.

Ando a explorar novas versões de mim. Ainda não tenho a certeza de quem sou. Neste momento estou a explorar a minha parte mais masculina e, sinceramente, é na qual me estou a sentir melhor. Sinto me livre, confiante, escondida por detrás dos meus vermelhos, pretos, azuis. 

Entreguei-me novamente à leitura e à musica e aos meus amigos, que agora me vão deixar para ir para a universidade enquanto eu vou para o 12º.

Sim!! Eu passei! Finalmente eu passei e vou seguir em frente! Infelizmente, é pouco provável que me torne em enfermeira, como sempre sonhei, mas já tenho plano B, C, D e vocês sabem como funciona o alfabeto.

E, finalmente, desapareci porque estava com uma espécie de crise existencial, extremamente ocupada a fazer nada.

Eu não queria existir. Estes meses todos (5, se não me engano), passei-os deitada na cama a olhar para o teto. Quando as pessoas falavam comigo eu respondia super fria e apática ou começava a tirar uma filosofia dali bem estilo Sócrates como se tivesse fumado alguma coisa menos boa.

Depois eu apercebi-me que estava a desperdiçar a minha vida, mas não fiz nada quanto a isso. Em vez de me mexer, chorava sobre o leite derramado e lamentava-me, mas, eventualmente, graças a uma boa estalada do destino, eu abri os olhos e vi o quão dramática e ridícula eu estava a ser - e sou, na maior parte das vezes.

Levantei-me da cama, fui para o sofá e vi TV.

Pelo menos levantei-me da cama, mudei de ambiente, mas as coisas acabaram por evoluir e eu fui saindo com os meus amigos, comecei em ter prazer naquilo que faço, como o teatro, o meu piano, tirar as minhas fotos, ler, voltar a escrever as minhas historias para consumo pessoal e o blog!

Então considerem o estaminé oficialmente aberto - novamente - aos fregueses!

Eu não sou a única no mundo assim e, acredito que, com a idade, as crises existenciais venham a acontecer mais frequentemente - corrijam-me se estiver errada. Todos temos o direito de mergulhar no poço uma vez ou outra, não podemos é deixar que a corda para voltar para cima se parta.

Vou assumir a posição de boa psicóloga de 17 anos no mundo da blogosfera e permitir uma descaída de um ou outro companheiro deste nosso meio se me prometerem voltar ao de cima.

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