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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

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06
Jun19

Casos Misteriosos: O Fantasma do Hollywood Sign #15


Hikarry

Millicent Lilian Entwistle, mais conhecida como Peg Entwistle, era atriz, nascida a 5 de fevereiro de 1908 no Pais de Gales, Reino Unido.

Nunca se soube muito sobre a infância de Peg, excluindo o facto de que a sua mãe morreu enquanto ela era ainda muito nova e o seu pai acabou por se casar novamente, tendo mais dois filhos durante esse casamento. O pai de Peg morreu ao seu atropelado quando ela era ainda uma adolescente.

Antes da sua morte, o seu pai tinha mandando os seus filhos mais novos viver com um tio na Califórnia enquanto Peg ficava em Nova York (sitio onde eles residiam na altura).

Depois da morte do pai, Peg tornou-se numa jovem deprimida e encontrou conforto nos palcos, subindo rapidamente na carreira e parando na Broadway com apenas 17 anos.

Com o passar do tempo, o sucesso e a fama começaram a desaparecer; era extremamente dificl para ela arranjar papel numa peça e quase todas as peças em que ela participavam eram um fracasso, então ela desistiu dos palcos Nova-iorquinos e dirigiu-se a Hollywood.

Em Hollywood foi igualmente, se não mais, difícil para ela arranjar um trabalho, mas ela acabou por ser convidada a participar num filme chamado 13 Women. O filme foi gravado, mas na edição cortaram a participação dela para quase zero, tirando o seu estrelato de uma das personagens principais do filme para uma rapariga que aparecia algures durante três minutos. 

Peg voltou à estaca zero sem conseguir arranjar um trabalho e a depressão, que ela pensava que lentamente se estava a curar, voltou com força. 

Em 16 de setembro de 1932, ela estava com o tio (com o qual moravam os outros irmãos) e disse-lhe que iria a uma loja encontrar-se com alguns amigos. 

A 18 de setembro do mesmo ano, uma turista estava a andar perto do sinal de Hollywood quando viu um sapato de mulher e uma mala no chão. Ela abriu a bolsa, em busca de alguma documentação de quem poderia ser o dono, mas deparou-se com uma carta de suicídio e o corpo de uma mulher uns metros mais à frente. 

A nota de suicídio dizia o seguinte:

Tenho medo. Sou uma cobarde. Desculpem por tudo. 

Se eu tivesse feito isto antes, não teria sofrido tanto. 

P. E.

Em vez de ter ido ver os seus amigos, Peg foi para o monte onde se encontra o sinal de Hollywood, subiu o H e saltou para a morte. 

Desde o dia da sua morte, já foram feitos montes de relatos de avistamentos do seu espírito a andar perto do sinal de Hollywood, todos muito similares: uma mulher loira com roupas dos anos 30 com um aspeto muito triste e confuso; as pessoas aproximam-se dela para saber se está tudo bem e ela desaparece. 

 

15
Abr19

Casos Misteriosos: A fuga da Alcatraz Prison #14


Hikarry

A Ilha de Alcatraz, que em tempos tinha servido como base militar, foi aberta como prisão federal de segurança máxima em 1934 sendo conhecida como "A Rocha" porque a prisão ficava no topo de uma rocha com 8 hectares a quase 2 quilómetros de distancia da costa de São Francisco (USA). Era pensado que seria impossível fugir desta prisão já que ela está completamente rodeada de água a 9ºCelsius durante todo o ano.

John Willian Anglin, Clarence, Frank Morris e Allen West foram os prisioneiros que planearam a fuga.

Eles criaram cabeças falsas feitas de cimento e sabão, pintaram-nas, colaram-lhes cabelos humanos e deitaram-nas nas camas de cada um para enganarem os guardas.

O esquema só foi descoberto na manhã seguinte quando o sino da manhã tocou e os guardas repararam que aqueles quatro prisioneiros ainda não se tinham levantado; um deles foi ao quarto do John e empurrou a cabeça falsa fazendo-a cair no chão.

Durante os meses anteriores, os prisioneiros tinham feito pequenos túneis nas paredes de cada uma das respetivas celas com colheres roubadas da cozinha e uma broca feita com um motor de aspirador velho que eles cobriam com instrumentos musicais e tampas de cartão.

O único que não conseguiu escapar foi o Allen porque não conseguiu fazer o túnel na parede. 

Os outros três homens escalaram para o telhado da prisão através de tubos de ventilação e desceram para o lado de fora da mesma maneira. Escalaram a barreira de quase 5 metros e andaram até à praia norte da ilha. 

Nos meses anteriores, os prisioneiros também tinham construido coletes salva vidas e uma jangada de borracha todos feitos de casacos da prisão.

O plano era navegar pela baía de São Francisco até Angel Island, não muito longe da Ilha de Alcatraz; daí eles iriam navegar de novo em direção à terra firme. Lá eles roubariam um carro e roupas.

O FBI foi colocado no caso e fizeram uma intensa busca mas nem os prisioneiros nem a jangada foram vistos novamente. 

Muita gente pensa que os homens escaparam e conseguiram sobreviver ou que morreram na sua jornada em direção a terra firme, mas nenhuma dessas teorias foi confirmada ou negada até hoje.

10
Mar19

Casos Misteriosos: A morte de Carole Lombard #13


Hikarry

Carole Lombard nasceu a 6 de outubro de 1908 em Fort Wayne (Indiana, USA).

No inicio dos anos 40, Carole era a atriz mais bem paga nos Estados Unidos e era casada com o homem mais influente do cinema da altura, Clark Gable.

Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra em 1941, Carole era extremamente patriota e decidiu ir numa turné pelo país para conseguir dinheiro extra para auxiliar As tropas Norte Americanas no terreno. A sua mãe e o agente do marido foram com ela.

Quando estavam na sua terra natal no Indiana, Carole queria voltar para a Califórnia para estar algum tempo com Clark, então comprou bilhetes de avião para todos voltarem a Los Angeles. 

A mãe dela era um pessoa extremamente supersticiosa e interessava-se muito por numerologia; quando se apercebeu que o voo onde iam embarcar era o numero 3, ela disse a Carole que aquele era um numero extremamente azarado e que seria melhor apanhar outro voo. O depoimento da mãe foi apoiado pelo agente do marido, não por acreditar no numero azarento, mas porque tinha medo extremo de voar e aconselhou que talvez fosse melhor ir de comboio ou num carro particular.

Carole sugeriu que atirassem uma moeda ao ar e ela ganhou, levando o plano do voo adiante. 

As suas ultimas palavras para o publico foram:

Antes de me despedir, juntem-se a mim nesta enorme celebração: V de vitoria!

O avião onde eles seguiam embateu com um pico montanhoso em Table Rock Mountain (Nevada, USA) a 16 de Janeiro de 1942, levando consigo a vida de todos os que se encontravam a bordo (22 pessoas no total).

03
Mar19

Casos misteriosos: O desaparecimento de Kyle Fleischmann #12


Hikarry

Confesso que meio que me tinha esquecido desta rubrica...mas está de volta!

Kyle Fleischmann vivia em Charlotte (Carolina do Norte, USA) e foi dado como desaparecido em 2007.

Kyle estudava Administração de Empresas na Elon University; todos o descreviam como uma pessoa muito afável e carismática; simplesmente uma pessoa com que facilmente todos se davam bem. 

Antes do desaparecimento, a família Fleischmann tinha acabado de descobrir que a mãe da família tinha cancro de mama e Kyle prometeu à mãe que eles superariam aquele problema juntos.

Antes da primeira cirurgia da mãe, Kyle levou-a, juntamente com a irmã (Noelle) e alguns amigos, a ver um espetáculo de comédia. Esse espetáculo seria no dia 8 de Novembro de 2007 e então encontraram-se todos na casa do melhor amigo de Kyle, Daniel, antes de irem para o espetáculo. Depois do espetáculo, Kyle foi com mais alguns amigos a um bar chamado Buckhead Saloon.

Perto da uma da manhã, Daniel decidiu voltar para casa porque ia trabalhar no dia seguinte e, quando foi procurar por Kyle, encontrou-o a conversar com uma rapariga. Daniel perguntou-lhe se ele queria vir embora com ele ou ficar mais um bocado e ele respondeu que preferia ficar por enquanto.

Ás 2:20 da manhã, uma câmara de vigilância do bar mostra Kyle a conversar com a tal rapariga e depois 3 homens aparecem e parece que eles estão a ter uma discussão. Uns minutos depois disso, Kyle é visto a sair do bar, deixando o cartão de credito e o casaco para trás. Segundos mais tarde, a rapariga de antes aparece e ambos atravessam a rua a conversar.

O ultimo sitio onde Kyle foi visto foi num restaurante 24 horas onde ele apareceu, sozinho, perto das 3 da manhã. 

Às 3:28 da manhã, Kyle fez o total de 8 chamadas telefónicas entre o numero da empresa do pai, o numero pessoal da irmã, o numero de Daniel e os números dos colegas de quarto, sendo que cada chamada demorou no máximo 3 segundos, o que no máximo dá para um toque, e nunca deixou nenhum voicemail. 

De manhã, toda a gente lhe tentou ligar de volta, mas as chamadas iam diretamente para o voicemail. 

Daniel começou a perceber que algo estava errado porque o carro de Kyle ainda estava na casa dele (eles tinham ido de táxi para o espetáculo), então ele ligou aos colegas de quarto do melhor amigo, que lhe confirmaram que ele nunca tinha chegado a casa na noite anterior. 

A policia telefonou e enviou fotos do Kyle a todas as agências de táxis da cidade na esperança que alguém o tivesse visto e um taxista disse que sim, que o tinha visto numa daquelas zonas manhosas que toda a cidade tem.

Depois disto, a policia começou a investigar as chamadas telefónicas. Eles rastrearam todas as chamadas e todas mostravam que ele estava a encaminhar-se para um parque (Cordelia Park) que era na tal zona manhosa que o tal taxista tinha dito antes. Aquele parque era conhecido por ser o "habitat natural" de muitos traficantes de droga e membros de gangs.

A policia calculou que perto das 4 da manhã o telemóvel de Kyle tinha ficado sem bateria, porque o ultimo sinal emitido pelo telemóvel foi feito, literalmente, a um metro da entrada do parque.

Centenas de pessoas procuraram por ele dias depois de ele ter sido dado como desaparecido. Dois cães de busca foram colocados no caso e um deles levou a policia pelo mesmo caminho que já era previsto, até ao Cordelia Park. Eles não tiveram muito tempo para continuar as buscas dentro do parque em si com os cães, por causa daquele parque ser um local perigoso, mas um dos policias que estava com os cães falou com um sem abrigo que afirmou que Kyle tinha sido morto naquele parque, mas que ele não tinha a certeza de onde tinham metido o corpo.

As buscas continuaram no dia seguinte e os cães levaram-nos do parque a uma área de obras, mas nunca encontraram nada. 

31
Jan19

Casos misteriosos: O caso do Batman #11


Hikarry

Dolly Oesterreich e Fred Oesterreich. 

Como a maioria dos casais, Dolly e Fred discutiam às vezes; mas o que me leva e trazer este caso aqui ao blog é um simples detalhe: Dolly teve um amante escondido no sótão durante 10 anos. 

Fred foi para o trabalho e, umas horas depois, Dolly ligou-lhe para mandar alguém lá a casa para concertar a maquina de costura e Fred enviou um jovem rapaz que trabalhava na sua fabrica chamado Otto Sanhuber. E assim começou um caso que durou por quase 10 anos.

O som da cama a bater contra a parede e os gemidos de Dolly no meio da tarde deixaram alguns vizinhos desconfiados, porque Fred trabalhava o dia inteiro, então Dolly decidiu esconder Otto no sótão. Ideia com a qual Otto concordou.

Ele passava o tempo a ler, a escrever historias de aventura e a fazer gim numa banheira que lá estava.

Nessa altura o casal ainda morava na Alemanha e 13 anos depois eles mudaram-se para Los Angels, sendo que Dolly só aceitou mudar-se se a casa tivesse um sótão.

Dolly mandou Otto para Los Angels antes dela e do marido e quando eles chegaram à sua nova casa, Otto já estava no sótão, onde ficou durante mais 4 anos.

Na noite do dia 22 de Agosto de 1922, Otto saiu do seu esconderijo com um revolver quando ouviu Fred e Dolly discutirem. Eles começaram a lutar e, eventualmente, Otto acabou por dar um tiro em Fred e vários outros depois do corpo já estar sem vida, enquanto Dolly permanecia em silencio, apenas a observar o que estava a acontecer, completamente calma.

Ela começou a desarrumar a casa e a esconder coisas para que, quando a policia chegasse, eles pensassem que fosse um assalto.

Quando a policia chegou, Dolly estava trancada dentro do armário do quatro aos prantos, então eles descartaram-na como suspeita. Eles não viram mais ninguém nas redondezas e, com os objetos desaparecidos, eles classificaram o assassinato como efeito colateral de um assalto, embora eles começassem a ficar com duvidas depois de interrogarem Dolly e ela afirmar que ela e Fred nunca discutiam.

Em 1930, a verdade foi descoberta; Otto foi acusado com o assassinato de Fred e a Dolly foi acusada de ser cúmplice num assassinato. 

No principio, Otto disse que amava Dolly e que só cometeu o crime porque estava preocupado com a segurança dela, mas, mais tarde, ele começou a afirmar que ela o mantinha no sótão como um escravo sexual.

Mesmo depois de admitirem o que aconteceu, eles foram soltos.

O caso ficou nomeado como "O caso do Batman", porque Otto passou uma boa parte da sua vida num sótão.

 

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