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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

17
Mai21

Desamor Literário


Angeline

Comecei o ano forte nas leituras, mas à mais ou menos 1 mês que anda tudo meio parado. Ainda não dei cinco estrelas a nada, mas já lá vão dois com uma estrela – cotação extremamente rara eu dar ao que quer que seja. Por exemplo: On The Road. Terminei-o ontem e só faltou ajoelhar-me no chão e agradecer a uma qualquer divindade pelo alivio de ter virado, finalmente, a ultima pagina daquele tormento, mas, como não sou dada a nenhuma religião, fiquei-me por respirar fundo e arruma-lo na estante para nunca mais. Não consigo mesmo por em palavras o quão aborrecido foi.

Comecei a lê-lo por sugestão de uma amiga, mas também já o tinha visto recomendado no bookstagram, em blogs e o próprio Goodreads recomendou-mo. Escusado será dizer que a minha confiança em todos eles baixou alguns pontos.

Atualmente tenho seis livros à espera de serem lidos na estante e prometi a mim própria não comprar nenhum até lá. O meu maior problema é que nenhum deles me cativa. Não há nenhum em que eu pegue e fique ali, sentada no meu sofá a beber o meu chá e a ler capitulo após capitulo sem conseguir parar. O ultimo com que isso me aconteceu foi com o 1986 (pelo menos até chegar à terceira parte do livro) e já o acabei em março! A quantidade de vezes que já passei pela Bertrand com aqueles saldos todos e estive para ali a coçar-me por não puder, moralmente, comprar nenhum!

Isto vida de leitor às vezes é bem difícil.

 

24
Fev21

Entre pó e mofo (literário)


Angeline

Andei a limpar a minha estante. Tanto para desaparecer com o raio do pó que teima em voltar, como para arranjar algum espaço para os meus dossieres da faculdade. Não sou fã de misturas, por isso o meu maior objetivo foi dividir o prazer do trabalho nesta metáfora da vida que, aparentemente, é a estante do meu quarto.

Dossieres em cima, livros em baixo. Mais pelos dossieres não caberem noutra prateleira do que por prioridade.

Em 2017, depois da Grande Depressão, decidi voltar a dedicar-me à leitura; hobby que iniciei aos 12 anos, mas no qual só me comecei a dedicar à séria por volta dos 16.

Um dos meus maiores sonhos é construir uma biblioteca só minha com todos os livros que já li. Enquanto não tenho a possibilidade de ter uma casa permanentemente minha – ou o quão permanente se é possível ter uma casa nos dias de hoje – tenho que me contentar com a estante no meu quarto.

Até agora, tenho uma prateleira completamente cheia e uma a meio. Ainda me faltam, tecnicamente, mais 5 para encher antes de ter que inventar um sitio novo para colocar os livros, mas até lá, já vou ter que magicar muito. Uma das prateleiras tem a minha maquilhagem reserva, a outra tem produtos de beleza vários, duas têm coisas da faculdade e a ultima tem decoração da qual eu nunca me iria desfazer nem num milhão de anos. Enquanto vou enchendo esses espaços com livros, vou ter que encontrar novas casas para isso tudo e, honestamente, organização, não é o meu maior forte.

Mesmo assim, é uma dor de cabeça que vou levar com gosto. Imaginar-me rodeada de livros, com uma estante completamente recheada de historias que eu já li de cabo a rabo vai ser o começo de um dos maiores prazeres da minha vida.

São todos maravilhosos – mais que não seja pela capa, quando o conteúdo nos falha – e constatei, durante esta minha arrumação, que livros que comprei completamente novos já estão a ficar amarelado, dando graça da sua idade avançada. É quase como ver uma vida à nossa frente. A infância – com paginas brancas, cheirinho a novo -, até uma eterna velhice de paginas manchadas e aquele cheiro quase a mofo que todo o amante de livros adora.

Enquanto isso, comprei mais uns livros. Acabei o Os Pássaros Também Cantam no Inferno, mais cedo do que alguma vez imaginara e achei-me sem nada para ocupar a mente. Dizer que fiquei ansiosa só por causa disso é dizer pouco. Não descansei até as minhas novas aquisições literárias me chegarem às mãos. E já vem outro a caminho. Entre eles está o famoso 1984 do George Orwell – que quase me dá vergonha admitir que nunca li até agora – e A Oeste Nada de Novo que, muito honestamente, ainda não me cativou. O 2º capitulo quase que me fez verter uma lágrima, confesso, mas é um livro que me está a fazer sentir burra duma maneira que só o Eu Quero Viver da Nina Lugovkaia tinha feito até agora. Sendo, mesmo assim, uma autentica relíquia. Comprei uma edição de 1929 sem dar conta e, quando chegou cá a casa e fui dar com essa data, a minha historiadora interior quase desfaleceu de alegria. Inconscientemente, ando com ele de um lado para o outro como se de um tesouro se tratasse, embora ele me insulte sempre que o abro, ou não tivesse eu de andar com um dicionário sempre atrás para entender algumas palavras ou mesmo sentidos completos de algumas frases.

Mal posso esperar por precisar de uma estante nova!

 

06
Ago19

Os livros e a vida


Angeline

Os livros são mais do que paginas coladas e letras impressas em folhas brancas. São mais do que objetos inanimados que se podem colocar em prateleiras e limpar o pó de mês a mês ou quando nos lembramos.

São salvadores de vidas. Um portal para mundos imaginários, historias nunca vividas e sítios nunca descobertos a la guarda roupa que levou o Pedro, a Susana, o Edmundo e a Lúcia para Nárnia.

Permitem-nos sentir o que nunca sentimos.

São poços de conhecimento e crescimento que anseiam por ser agarrados e abertos à bruta. Anseiam por ser lidos de uma ponta à outra e ser desejados por nós.

São uma distração em tempos difíceis que nos enchem a cabeça de melhores ambientes, melhores pessoas e melhores sentimentos. Um amigo que está sempre lá, desde que se queira. Sem pedir justificações, sem ficar zangado, sem nos ignorar…está lá sempre para nós e sempre estará.

Descobri os livros cedo na vida. Costumava ter noites de desenho animado: o meu pai sentado à minha beira enquanto me lia o meu livro favorito com historias de varias princesas que eu sonhava em ser, depois de me aconchegar e antes de me dar um beijinho de boa noite.

Aprendi a ler entre livros tontos da Rua Sesámo e Era Uma Vez o Corpo Humano que, tanto atiçou o meu gosto pela leitura, como atiçou o meu gosto pelo dito cujo.

Posso dizer sem medo que o meu cheiro favorito é o cheiro a livro: seja novo ou velho, mergulhado em pó e em historia, embora as minhas alergias não achem tanta piada.

Desses livros didáticos passei para coisas maiores, mais difíceis e nunca me senti tão bem no meu mundo como me senti dentro daqueles. Desde os dragões às famílias destruídas, desde espiões charmosos a assassinos implacáveis. De Paris a Dublin; de Alagasia a Hogwards. Nunca me senti tão em casa como entre aquelas paginas empoeiradas.

Nunca sai do país, mas já estive em tantos sítios que se o passaporte pudesse ser usado nestas situações, possivelmente já ia no meu quarto.

Numa só vida já tive tantas. Já fui um cavaleiro de dragões, um feiticeiro, um espião, um professor de historia, uma mulher desesperada…e estou ansiosa para a próxima e pela que vier a seguir.

20
Jun19

Leitura


Angeline

Prestes a terminar a Fúria Divina do José Rodrigues dos Santos e depois de ter lido 3 livros (sem contar com o referido antes) seguidos dele, acho que vou dar um tempo na nossa relação viciosa e começar a focar-me noutras coisas por um tempo.

Tenho o 4º livre da Saga do Harry Potter ali na estante a olhar para mim e tenho os olhos postos no livro O Bom Inverno de João Tordo. Estou só à espera da maldita Fnac me devolver o dinheiro que me deve depois de uma encomenda cancelada e depois lá estará mais esse na minha estante.

 

02
Set18

Ai este tempo...


Angeline

Tanto aumenta a temperatura como diminui como aumenta de novo e eu, sinceramente, só dou conta quando aumenta porque me fico a derreter pelos cantos. 

Nas noticias bem dizem "Baixa de temperatura a partir de x dia", chega x dia e...onde está a baixa de temperatura? Continuo a derreter.

Para melhorar, as aulas estão quase a começar e isso só melhora a disposição de uma pessoa.

O que uma pessoa queria neste momento era estar na praia, a relaxar, a ler um bom livro ou a nadar, mas aparentemente vou ficar fechada em casa deitada no chão a tentar sobreviver a este tempo. 

 

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