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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

17
Mai21

Desamor Literário


Angeline

Comecei o ano forte nas leituras, mas à mais ou menos 1 mês que anda tudo meio parado. Ainda não dei cinco estrelas a nada, mas já lá vão dois com uma estrela – cotação extremamente rara eu dar ao que quer que seja. Por exemplo: On The Road. Terminei-o ontem e só faltou ajoelhar-me no chão e agradecer a uma qualquer divindade pelo alivio de ter virado, finalmente, a ultima pagina daquele tormento, mas, como não sou dada a nenhuma religião, fiquei-me por respirar fundo e arruma-lo na estante para nunca mais. Não consigo mesmo por em palavras o quão aborrecido foi.

Comecei a lê-lo por sugestão de uma amiga, mas também já o tinha visto recomendado no bookstagram, em blogs e o próprio Goodreads recomendou-mo. Escusado será dizer que a minha confiança em todos eles baixou alguns pontos.

Atualmente tenho seis livros à espera de serem lidos na estante e prometi a mim própria não comprar nenhum até lá. O meu maior problema é que nenhum deles me cativa. Não há nenhum em que eu pegue e fique ali, sentada no meu sofá a beber o meu chá e a ler capitulo após capitulo sem conseguir parar. O ultimo com que isso me aconteceu foi com o 1986 (pelo menos até chegar à terceira parte do livro) e já o acabei em março! A quantidade de vezes que já passei pela Bertrand com aqueles saldos todos e estive para ali a coçar-me por não puder, moralmente, comprar nenhum!

Isto vida de leitor às vezes é bem difícil.

 

25
Mar20

Teorias sobre o bem e o mal


Angeline

Eu já torturei uma borboleta.

Ainda não estava completamente morta - por isso é que lhe chamo de tortura -, mas já estava em mau estado. Tinha-a encontrado numa das arrecadações dos meus avós. No chão. Espezinhada. Mas as anteninhas ainda mexiam, por isso eu sabia que ainda estava viva. Eu tinha 4 ou 5 anos. Peguei nela, meti-a em cima de um banco de plástico e arranquei-lhe as asas. Não satisfeita, arranquei-lhe as antenas e cortei-a aos bocados com uma daquelas facas de plástico que as vezes vinham com os nenucos.

Para quem vê muitos documentários sobre serial killers, isto pode ser um indicio de psicopatia e, quem sabe, talvez eu seja. Afinal, a maioria dos serial killers nasceram em novembro, tal como aqui a vossa lady que vos fala.

Mas eu arrependi-me.

Depois de tudo aquilo, olhei para as poucas coisas que restavam do bicho e arrependi-me amargamente. Fiquei com um peso no coração e fui a correr contar à minha avó o que tinha feito, na esperança de ela resolver a situação, mas não havia nada a fazer.

No ano seguinte encontrei um pássaro no terraço dos meus avós com uma asa partida. Podia ter-lhe feito o mesmo: arrancado as asas e por aí a diante, mas não o fiz. Peguei nele, mostrei à minha avó e ambas cuidámos dele até voltar a voar e ir embora.

Nesse mesmo ano o casal de pássaros da minha avó foi envenenado pelos nossos vizinhos e deixaram um ovo para traz. Com o coração pesado e a ingenuidade típica de criança, pensei que o conseguiria chocar ao mete-lo entre algodão. Não resultou, mas eu tentei.

Embora eu nunca mais tenha magoado um animal desde o incidente da borboleta e só ter um desejo enorme de magoar os animais de duas patas que magoam os nossos companheiros patudos, às vezes ainda me lembro do episódio da borboleta. Já está tão longe, mas de tempos em tempos acaba por voltar. É assim que o meu cérebro funciona. Embora eu queira esquecer, o maldito regista em tinta permanente todo e qualquer erro. Por causa disso, às vezes fico acordada a dar voltas na cama sem conseguir adormecer. Já não por causa da borboleta, mas por causa de outros episódios que eu nunca vou conseguir concertar ou por palavras que eu nunca vou conseguir desdizer. Ás vezes até choro desalmadamente em baixo dos lençóis, sem saber bem porquê porque o mal já está feito. Não dá para resolver. É uma tortura que eu faço comigo própria, o mau é que eu não tenho nem asas nem antenas para arrancar. Tenho que ir pela via psicológica e sou mestre nisso.

Considero-me uma pessoa boa. Com uma boa consciência. Mas aquele episódio da borboleta (e até outros, que não são tão na categoria do assassinato) fazem-me perceber que, como diziam os reclames da Zonhá uma linha que separa” e essa linha é extremamente fina. É extremamente fácil ultrapassar essa divisão do bom e do mal, tal como a linha da dor e do prazer.

Mas, bem, isto também só são teorias de uma miúda que não percebe nada disto e vê demasiados documentários sobre a Segunda Guerra, aliens, gente desaparecida e Serial Killers.

30
Set17

Zodiac (2007)


Angeline

Vi um filme ontem. Já não via um filme do principio ao fim à milénios! Simplesmente não tenho paciência nem para isso.

Vi Zodiac.

Um filme sobre um serial killer no final dos anos 60 e, como pessoa interessada em mistérios nunca resolvidos, tive o maior prazer de ver este filme de uma ponta à outra.

Não deixem de ir ver! Ainda porque tem o Robert Downey Jr no elenco e ele faz um papel fantástico!

 

25
Abr17

Isto...é fashion?


Angeline

Vamos lá a ver, vocês já sabem que eu não sou nenhuma fashion guru nem nada que se pareça; eu simplesmente dou a minha opinião sobre roupas que compro ou que vejo por ai e dou-vos dicas que, como novata, vou aprendendo com o tempo e que resultam.

E é com este belo paragrafo que começo a minha destilação de - possível - ignorância que, aparentemente, compartilho com o meu pai.

 

 

18
Abr17

Review | Eragon


Angeline

 Titulo: Eragon

Autor: Christopher Paolini

Ano de Publicação: 2002

Editora: Edições Asa

Foi o primeiro livro que li por gosto e logo nas primeira páginas apaixonei-me. Como adepta de historias de fantasia assumida, não admira que este tenha sido o livro que iniciou esse meu interesse. Leva-nos numa viagem por terras distantes e fantásticas repletas de dragões, elfos e outras criaturas místicas bem conhecidas das lendas antigas. Tem a incrível capacidade de nos fazer desligar da realidade e fazer-nos mergulhar neste mundo criado pela mente brilhante de Christopher Paolini que, até hoje, é o meu escritor favorito. A escrita dele é leve, compreende-se perfeitamente e é extremamente cativante e deliciosa. Eragon é um rapaz normal como muitos outros, criado no campo pelos tios que encontra uma "pedra estranha" que mais tarde descobre ser um ovo de dragão, com o qual cria uma forte ligação. A partir dai, a historia desenvolve-se naturalmente, conduzindo-nos a um monte de aventuras e a conhecer personagens novos e um tirano louco por poder. É uma historia sobre a coragem que está escondida dentro de cada um de nós, o potencial de cada ser humano, amizade, lealdade e magia! Tendo uma excêntrica feiticeira lá pelo meio - que foi baseada na irmã mais nova do autor - que é a minha personagem favorita. Já o li à 4 ou 7 anos, não tenho a certeza, mas continua a ser um dos meus livros favoritos e têm mais 3 continuações. Sendo a 3º a minha favorita.

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