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Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

Little Crushed Heart

Aquilo em que me tornei

02
Fev20

Leitura desenfreada


Hikarry

Esta foi a ultima obra que li durante a semana passada e tenho a dizer que me deixou colada às paginas mais ou menos até 3 capítulos antes do final.

É o quinto livro da serie do Tomás Noronha do José Rodrigues dos Santos, na qual eu tinha dado uma pausa, mas voltei. Não vou ler o sexto já de seguida, mas não vou demorar tanto até pegar num livro dele novamente.

É um livro com um pesado tema teológico que roda em volta dos erros e falsificações do Novo Testamento misturado com certa fantasia do autor. Para quem não se importa com coisas ligadas à religião ou gosta, mas só de leve, este livro não é para essas pessoas. Tenho que confessar que perto de 40% do livro é única e exclusivamente o Tomás e expor os tais erros e fraudes e, embora isso me interesse bastante e tenha sido a minha parte favorita do livro, pode não agradar a todos.

Uma coisa que me irritava nos livros anteriores era o Tomás se atirar a todo e qualquer rabo de saias e as mulheres se deixarem cair todas por ele até ao final e o livro acabar com eles juntos...sendo que no livro seguinte ele já estava disponível e a lançar o seu "charme lusitano" por qualquer rua de qualquer país. A sidekick dele neste livro é Valentina, uma bela mulher, chefe da policia judiciaria Italiana e confesso que fiquei surpreendida por, em todo o livro, ela lhe resistir fortemente.

É um típico livro do José Rodrigues dos Santos: nem mais , nem menos; se bem que o final foi um enorme plot twist, que, na minha opinião não é daqueles plot twists de abrir a boca, mas sim da necessidade de ser diferente e apanhar o leitor desprevenido só porque sim. Comecei a perder a vontade de ler no capitulo 75 depois dos "segredos" serem descobertos, mas como apenas faltavam 3 capítulos, deixei-me estar.

É interessante ver o contraste entre católica extremamente devota, judeu e ciência que atravessa o livro e foi um dos pontos altos do dito cujo, pois, embora pareça ridículo algumas atitudes e respostas que a Valentina dá a Tomás quando ele lhe está a explicar todos os erros, são completamente verídicas e prováveis de acontecer, ou não fosse eu ateia no seio de uma família extremamente religiosa e ouvir esse tipo de coisas sempre que eu digo que não acredito e apresento provas para tal.

Faz-nos pensar bastante. Dei-me ao trabalho de estar a ler isto com a minha bíblia antiga ao lado, lendo os mesmos versículos que Tomás lia no livro e eu tive com cada cerebral orgasm (novo termo criado por moi, podem usar a gosto) de tantas ideias e teorias que criei à volta de tudo isto que ia descobrindo em conjunto com o Professor de Historia da Universidade de Lisboa.

Em suma, é mais um livro de muitos deste autor. Há muitos que gostas - como é o meu caso -, mas também há muito que desprezam e não acham piada e dá para entender perfeitamente o porque. O Zé - somos miguitos a este ponto de tanto dinheiro que já lhe dei a comprar o raio da coleção toda - tem o seu próprio publico para o qual ele escreve e faz isso com certa maestria.

21
Dez19

Sobre o meu desaparecimento (e O Monte dos Vendavais)


Hikarry

Bom, minha gente, antes que me digam o que quer que seja, eu sei: eu tomei um chá de sumiço e só voltei para o blog passado mais de um mês.

Tenho a dizer que não foi totalmente por escolha própria nem por falta de inspiração. Problemas pessoais e a universidade têm me roubado todo o tempo, mas, com as férias de Natal entre nós, tenho alguma esperança de resolver algumas coisas.

O curso não está a ir nada mal; só ainda tive uma negativa até agora (recurso de Italiano ai vou eu...escusado será dizer que me arrependo amargamente de ter escolhido esta língua) e tenho dois exames logo na primeira semana de Janeiro, um a seguir ao outro.

Não há muito que se lhe diga sobre o resto - possivelmente porque não me lembro de nada em especial; então passarei ao próximo tópico.

Durante todo este meu sumiço, eu andei a ler O Monte dos Vendavais e Ó Senhor que livro miserável. A minha professora de cultura estava totalmente certa quando disse que "nem todos os clássicos são bons".

Primeiro que o livro parecia nunca mais acabar. Eu estava a ver meia dúzia de folhas por ler à quase duas semanas e as malditas pareciam multiplicar-se sempre que eu pegava no livro; tanto que só acabei a leitura ontem. Segundo: a edição que eu comprei estava tão mal editada (não se conseguia dizer quando eram as falas das personagens ou quando a ação se estava a passar no presente ou no passado) que eu comecei a desejar acabar o curso depressa e arranjar trabalho numa editora para ver se metia ordem naquilo.

Não sei se sou burra de mais e não vi a filosofia ou o significado escondido que deve fazer as pessoas gostarem tanto deste livro, mas confesso que detestei e não houve um momento sequer que me tenha prendido.

99% das personagens são detestáveis.

Mr. Lockwood é o ser mais inútil da historia, ou não servisse apenas como segundo narrador, um ouvinte para a historia real e para cobiçar uma miúda que viu menos de 2 minutos.

Tanto Heathcliff como ambas as Catherines e todas as outras personagens são horrendas; cheias de si, com joguinhos mentais umas com as outras e drama desmedido (uma dessas personagens que citei morreu, literalmente, por cause de uma discussão entre dois homens). Até a Nelly Dean, que tenta ser caracterizada como uma personagem carinhosa, não passa de uma falsa e julgadora.

As únicas personagens que até se pode pensar em gostar é o Edgar Linton e o Hareton Earnshaw; um por ser um marido amável, dedicado, um homem forte e trabalhador e o outro por dar apenas pena.

Em suma: só li até ao fim porque era o único livro que tinha em Coimbra e porque detesto deixar livros por ler. Não releria nem que me pagasses o valor do euro milhões.

26
Jul19

After


Hikarry

After de Anna Tood 
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 528
Editor: Editorial Presença 
Preço: 21,90€
 
Coloquei este livro na minha lista de leitura por brincadeira. Tinha um preconceito enorme em relação ao dito cujo por saber que a historia original era uma fanfic de One Direction e já estava à espera de um cliché total...o que não fugiu completamente da realidade
Andava cansada de literatura pesada depois de uma maratona de José Rodrigues dos Santos e, depois de tentar pegar noutro livro que não me puxou minimamente, vi este em promoção no Pingo Doce e, num impulso, decidi comprar.
O inicio custou-me a engolir. Era mais um cliché no mundo dos clichés sobre a rapariga perfeita e tímida cujo pai a abandonou por causa do álcool e blablabla até ao encontro com o típico bad boy que, já no primeiro vislumbre, se sabia que ia ser o parzinho da moça. Felizmente, perto do meio do livro, aquilo começou a ficar interessante e com um certo mistério, de modo que devorei o livro num piscar de olhos.
Embora (vá se lá saber como) o livro esteja cheio de erros ortográficos; tantos que algumas frases são impossíveis de ler, é uma leitura leve e exatamente o que eu estava a precisar no momento.
Basicamente, a personagem principal é uma rapariga chamada Theresa (ou Tessa, para os amigos) Young, super comportadinha, santa, engomadinha com um namorado igualmente comportado. A mãe dela é uma louca do controle e da manipulação e convenceu a miúda a ir para a universidade que ela queria quando era mais nova tirar o curso de Estudos Ingleses. A Tessa vai morar para uma das residências da Universidade de Washington e acaba por ser colega de quarto de uma rapariga chamada Steph que, embora seja super simpática, é cheia de tatuagens e piercings então, logo de cara, a Tessa, o namorado e etc não vão à bola com ela. Todos os amigos da Steph são "diferentes" como ela, mas a Tessa acaba por começar a gostar de alguns, principalmente do bad boy de serviço: Hardin. Treta vai, treta vem, a historia vai culminar num final de partir o coração e com um gostinho por quero mais.
A Tessa irritava-me severamente no inicio com toda a sua aversão por decotes ou mostrar as pernas ou até mesmo com o "preconceito" com pessoas diferentes, mas acabou por ganhar alguma consideração minha quando se soltou das amarras da mãe e mostrou quem realmente é. Já o Hardin, não sei o que pensar nele. É um rapaz com desvios de personalidade e extrema bipolaridade, não excluindo a ciumeira cronica e as ações não pensadas que, de alguma maneira, me fazia crescer um quentinho no coração quando era um fofo. 

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